Tag

Slider

Browsing

Sociedade Brasileira de Hipertensão destaca a importância de manter a pressão sob controle, evitando doenças cardiovasculares. Orientadas por esta informação, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare promoveram uma ação em celebração ao Dia Mundial do Coração na da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) no dia 29 de setembro.

A enfermeira da unidade prisional, Elinilma Martins, palestrou sobre o tema e buscou sensibilizar os reeducandos para a importância do cuidado com a saúde do coração. A profissional destacou a importância da mudança de hábitos, salientando que o coração é fonte de energia para todo o corpo, e conclamou a todos a manterem vigilância permanente sobre o corpo.

“Pequenas e simples mudanças bastam para ter as baterias recarregadas, o que faz toda diferença para o coração. Respeitar o coração começa por conhecer os riscos e assegurar que sabe de todos os teus ”números”. É preciso ver como está o colesterol, o açúcar no sangue, o peso e a pressão arterial. Ver tudo isso é poder conhecer o teu risco e dá energia à tua vida”, defendeu a palestrante.

Atendendo ao convite da enfermeira, reeducandos dos pavilhões A e B realizaram a aferição de pressão arterial, teste de glicemia, peso e houve também solicitação de exames de rotina (colesterol, triglicérides, glicemia) para averiguar possíveis alterações e realizar controle e tratamento. O saldo do dia foi a participação 94 reeducandos que realizaram peso e aferição de pressão, 25 testes de glicemia e oito solicitações de exames de rotina.

A equipe contou com o apoio dos Agentes Promotores de Saúde: Genival da Costa Farias, Fábio de Souza Pantoja (Pav B), Marcos Willyan Fernandes Dos Santos, Jonathan Edwards De Oliveira Ferreira (Pav A), da odontóloga da unidade, Jucenilda Costa De Oliveira, TSB Fernanda Costa de Azevedo, e do técnico de Enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde, Rosinaldo Correia Alencar.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e as equipes técnicas de saúde da Umanizzare estão mantendo firme vigilância e realizando uma série de intervenções para tratar os casos de internos infectados com doenças contagiosas de pele nas unidades prisionais do Amazonas. Isto porque o número de ocorrências aumenta diariamente se não receber este tratamento diário, podendo afetar inclusive os familiares dos reeducandos e servidores do sistema prisional.

Entre as doenças comuns já identificadas constam a dermatomicose e escabiose (sarna). Por isso, entre os dias 12 13, 19 e 20 de setembro foi realizada palestra de orientação que teve como público-alvo os familiares dos reeducandos que, na ocasião, tiveram acesso a tratamento de escabiose e dermatomicose. A infecção é de fácil transmissão, bastando o contato mais intimo ou com ou vestuário infectado, passível de levar os fungos da unidade prisional para o lar e vice-versa.

Focadas na política de assistência integral à saúde dos internos, Seap e Umanizzare articularam as equipes técnicas para adotar todas as medidas necessárias ao controle de doenças infectocontagiosas. Todo o estoque de medicamentos já foi devidamente reforçado nas farmácias das unidades. Além disso, enfermeiros e agentes de socialização estão em permanente observação a qualquer manifestação de doença de pele e comunicando imediatamente à equipe médica qualquer ocorrência.

Para o secretário de Estado de Administração Penitenciária, o coronel da Polícia Militar Cleitman Coelho, a saúde é uma das principais assistências que devem ser prestadas aos reeducandos do sistema prisional. “O acesso a tratamentos e prevenções para doenças é direito garantido de todo cidadão, seja ele privado de liberdade ou não. Nossa propriedade é promover ações como essa para garantir a saúde e o bem estar da nossa população carcerária”, disse o secretário.

Segundo o médico do Complexo Prisional Anísio Jobim, Vitor Picanço, por serem altamente contagiosas, principalmente em ambientes prisionais, as doenças da pele devem ser tratadas o mais breve possível quando diagnosticadas, além disso é essencial trabalhar a promoção e prevenção de saúde com os reeducandos, oferecendo uma atenção integral à saúde dos mesmos, gerando maior qualidade de vida.

O médico lembra que, além da escabiose, conhecida como sarna, outras infecções de pele foram identificadas nos presídios do Distrito Federal, como a tinea, que é provocada por um fungo e causa lesões cutâneas em formato circular; a pitiríase versicolor, popularmente conhecida como pano branco, que acarreta manchas e coceiras, e a furunculose, que faz eclodir uma série de furúnculos.

site 4

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre as pessoas entre 15 e 29 anos de idade. Mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Isso significa uma morte a cada 40 segundos. Setembro é o mês dedicado à tarefa de conscientização e prevenção deste mal que afeta milhares de pessoas também no Brasil.

10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, daí a razão pela qual é denominado de Setembro Amarelo o período dedicado à sensibilização sobre as principais causas do suicídio. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare também se engajaram na campanha em defesa da vida com ações no Complexo Penitenciário Anisio Jobim (Compaj).

“Nosso foco inicial foi espalhar conhecimento de forma que venha prevenir e diminuir o número de tentativas que vai de 40 a 60 entre cada 10 suicídios, alcançando assim a diminuição do número de mortes por esta causa”, afirmou a psicóloga Érika Corrêa Rangel, segundo quem, é fundamental o trabalho de sensibilização, alcançando detentos e servidores.

Colaboradores da área técnica/administrava e familiares dos reeducandos receberam um folder com informações sobre suicídio. Além disso, profissionais da Psicologia prestaram esclarecimentos sobre o assunto, tirando dúvidas e respondendo a várias perguntas. “Obtivemos respostas positivas sobre o assunto e pudemos notar a importância dessas informações na vida das pessoas”.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare realizaram um procedimento de identificação dos reeducandos infectados com a Caxumba, também popularmente conhecida como Papeira, na Unidade Prisional de Puraquequara (UPP). Durante duas semanas, entre os dias 4 a 15 de setembro, foram realizados os levantamentos e os casos notificados encaminhados à Secretaria de Saúde. Além disso, a equipe de saúde da unidade realizou um levantamento da população que vive junto aos infectados, no total de 74 reeducandos.

O enfermeiro da UPP, Robson Costa Pessoa, esclarece o objetivo é dar continuidade à política permanente de melhoria das condições de saúde da população prisional, atuando em caráter preventivo, por meio de campanhas de vacinação, como foi a de caxumba, distribuindo preservativos, planejamento familiar e orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis. Ainda, realiza testes rápidos, marcação de consultas e campanhas educativas sobre as doenças de maior ocorrência nos presídios.

“Vale ressaltar que a enfermagem contribui para o resgate da condição de vida digna das pessoas, tanto do ponto de vista biológico, quanto social e psicológico, proporcionando conforto e bem-estar, minimizando iniciativas que estimulem a discriminação ou preconceito. Nossa visão é essa, compromisso com o reeducando durante a sua pena dentro de uma unidade prisional, assegurando o melhor cuidado assistencial a saúde”, afirmou Robson Costa Pessoa.

A CAXUMBA

A Caxumba, também denominada Papeira, é uma doença viral cujo responsável pela infecção pertence à família Paramyxoviridae e sua transmissão se dá por meio do contato direto com saliva, gotículas aéreas e objetos contendo o vírus. Também pode ser transmitido de mãe para filho durante a gravidez, sendo uma das causas de abortos espontâneos. Com ocorrência mais comum em crianças, a Caxumba apresenta como sintoma principal o inchamento de uma ou mais glândulas salivares, causando um aumento exagerado do volume da região do pescoço.

Além disso, náuseas, sudorese, zumbido nos ouvidos e dores no corpo e na cabeça podem se manifestar. Em alguns casos excepcionais surgem complicações, como a orquiepididimite (inchamento dos testículos), ooforite (inchamento dos ovários), pancreatite, meningite e encefalite. O período de incubação varia entre duas e três semanas após o contato com o agente transmissor, sendo que o indivíduo acometido é capaz de transmitir o vírus cerca de uma semana antes das manifestações sintomáticas, e até nove dias depois desse evento.

O diagnóstico é feito pela análise do quadro clínico e, quando necessário, a cultura do vírus e testes sorológicos podem ser requeridos. Não existe tratamento para a eliminação do vírus, sendo este visado apenas para aliviar os sintomas da doença. Assim, repouso e, em alguns casos, antitérmicos, analgésicos e compressas são indicados. Quanto à prevenção, a vacina tríplice viral (MMR) aos 15 meses de idade, e não ter contato com alguém acometido pela doença, são capazes de fornecer resultados satisfatórios.

Unidade prisional de segurança máxima inaugurada em 2006, o Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT) abriga cerca de 740 presos provisórios e migrou para o modelo de gestão compartilhada em 2013, quando a Umanizzare passou a atuar em conjunto com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) na execução dos mais diversos processos e serviços do sistema prisional, especialmente na ressocialização dos reeducandos.

Em quatro anos de regime de cogestão, os internos do IPAT passaram por várias experiências de ressocialização, com acesso diário aos serviços de assistência médica, odontológica, assessoria jurídica e psicológica. Com uma equipe técnica focada na reinserção social e comprometida com a qualidade de vida no ambiente prisional, o IPAT tem como tripé da política de ressocialização a cultura, o esporte e a educação.

Sem negligenciar outras formas de abordagem, Seap e Umanizzare vem reforçando as ações nas áreas de esporte, cultura e educação com uma série de atividades cujo objetivo maior é realçar a vocação dos internos. Na área de educação formal, por exemplo, a equipe técnica consolidou O projeto de Remição pela Leitura, com a entrega de livros selecionados de acordo com o grau de escolaridade e acompanhamento diário.

No mês de setembro, em mais uma etapa do projeto, foram realizadas as provas escrita e oral, por meio das quais é possível mensurar o conhecimento acumulado a partir da leitura das obras literárias. Sucesso absoluto: todos os reeducandos alcançaram o direito à redução de quatro dias de pena, graças.

Incentivados pela leitura e pelos resultados diretos alcançados, muitos reeducandos declararam que gostariam de ler mais livros por mês, o que realça a importância da política de ressocialização por meio da leitura de obras literárias, que desperta o interesse por este tipo de cultura nos internos. “Vimos a importância do projeto, pois aguça a vontade dos reeducandos em busca do conhecimento e de ter uma forma saudável de passar o tempo enquanto estão cumprindo suas penas, tornando-os pessoas mais cultas e dispostas à ressocialização”, afirmou Valter Sales.

Remição pela Leitura: letras que libertam

Recomendado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e previsto na Lei de Execução Penal (LEP), o Programa de Remição pela Leitura visa reduzir a pena dos internos utilizando obras literárias, prática que tem-se mostrado uma extraordinária ferramenta também para a melhoria do convívio interno nos presídios.

Em 2016, foram 3.668 dias remidos por meio da leitura nas unidades do Amazonas. Os internos que participam regularmente das atividades pedagógicas e socioeducativas recebem livros e são orientados a produzir resenhas ou relatórios sobre a leitura. O CNJ estabelece uma série de normas para a instituição de projetos desta natureza, como instalação de bibliotecas com acervos atualizados, critérios objetivos de leitura e prazo para aferição.

Nas unidades operacionalizadas pela Umanizzare, existe um calendário regular de aplicação das avaliações escrita e oral que contam com convidados de outras instituições para compor a banca avaliadora, juntamente com as equipes técnicas. Além de reduzir a pena, o projeto tem sido fundamental para a mudança de comportamento dos reeducandos.

Reeducandos da Unidade Prisional de Itacoatiara tiveram acesso a procedimentos de coleta de sangue para realização de diversos tipos de exames. A ação foi articulada pela equipe técnica da área de Saúde da Umanizzare e pela Coordenação de Saúde Prisional da SEAP e realizada em parceria com o SUS. Foram coletados os seguintes exames: hemograma, colesterol, glicemia, ácido úrico, VDRL, EAS e EPF.

A enfermeira da Unidade, Elinilma Martins, afirmou que a coleta de sangue serve para avaliar a saúde de maneira geral e identificar possíveis desordens, como anemia e infecções. Para o Reeducando Anderson de Souza da Costa, a ação foi importante “para o bem estar e melhoria da vida, por que é um meio de tratamento”. Houve a coleta de oito tipos de exames em reeducandos e nove exames em colaboradores.

A Unidade contou com o apoio da Unidade Básica de Saúde III, que disponibilizou o material para a coleta. O Plano Nacional de Saúde prevê a inclusão da população penitenciária no Sistema Único de Saúde\SUS. O acesso dessa população às ações e serviços de saúde é legalmente definido pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei de Execução Penal.

Atendendo ao que prevê a Lei de Execução Penal quanto à assistência em caráter curativo e preventivo aos reeducandos, a equipe técnica da Umanizzare realizou no dia 24 de agosto uma ação sobre a importância da higiene bucal, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim/Compaj (regime fechado) em Manaus.

A equipe de Odontologia, composta pelos cirurgiões dentistas Danilo Queiroz Lima e Mauro Medeiros de Oliveira e pelas enfermeiras Asb’s Laizes Fernandes do Nascimento e Mariane Lima de Souza, realizou palestra explicativa, com auxílio de banner e folder sobre a importância da escovação e higiene bucal para prevenção contra a cárie.

Os profissionais orientaram os reeducandos sobre as medidas preventivas que deve, ser adotadas diariamente. Ao final, os odontólogos afirmaram que a atividade foi positiva, especialmente porque os os ouvintes demonstraram interesse em conhecer e aplicar os conhecimentos, evitando assim uma série de doenças.

O reeducando Diego Maciel Gonçalves afirmou que a ação foi importante porque ele aprendeu técnicas que pode passar para as outras pessoas. Segundo ele, o resultado da ação satisfatória pois houve a participação dos reeducandos em reconhecer a importância do tratamento odontológico de forma rotineira e preventiva.

Umanizzare promove ação para incentivar trabalho em equipe e proporcionar maior qualidade de vida aos reeducandos

Entre os dias 25 e 28 de julho, os reeducandos da Unidade Penal de Itacoatiara (UPI) participaram de torneio de futsal organizado pela gerência da unidade e promovido pela Umanizzare Gestão Prisional. O projeto teve como intuito incentivar o trabalho em equipe e a competição saudável, assim como o benefício da atividade física.

Ao todo, 90 internos dos pavilhões A e B disputaram o torneio. Quem saiu vencedor da competição foi o Pavilhão B, que levou a premiação. Para o interno Eliton Araújo, campeão, o esporte tem o poder de mudar vida e cria novas chances. ‘’ Através do torneio mostrei meu talento. Além do benefício físico, que melhora nossa saúde, é uma boa atividade para distrair a mente assim e ainda gosto de trabalhar em equipe”, ressalta.

Para a psicóloga Patrícia Mendes que participou da organização da ação, ‘’o projeto foi muito importante para os participantes. Tivemos a oportunidade de acompanhar a disciplina e o empenho de cada reeducando, o que nos mostra que os resultados são positivos e os objetivos estão sendo atingidos’’, confirma, satisfeita.

A promoção de atividades como o torneio de futsal pretende propiciar a inserção social e resgatar a autoestima de cada recluso. A Umanizzare acredita na ressocialização a partir de ações socioeducativas e atividades de ocupação dentro das unidades prisionais, que, por sua vez, contam para a sua realização com grandes profissionais, que acreditam na inclusão e reintegração dos detentos novamente na sociedade, mostrando a eles novos caminhos fora da criminalidade.