Tag

Slider

Browsing

O projeto de Remição de Pena pela Leitura, tem o intuito de promover o prazer pela leitura com uma nova oportunidade liberdade.

A Unidade Prisional Itacoatiara (UPI) realizou na última quinta-feira (08/02), mais uma edição do projeto Remição da Pena pela Leitura. Dessa vez, 17 internos participaram da seleção elaborada em provas, que foram divididas em duas etapas:  escrita e oral.

A psicóloga, Patrícia Mendes,  explicou como o projeto é desenvolvido pela Umanizzare Gestão Prisional nas unidades.  “Os participantes tiveram 30 dias para a leitura de qualquer livro da escolha deles. Como primeira parte da avaliação, eles deviam apresentar um resumo escrito da obra que foi lida e depois responder um questionário sobre o livro, contando de fato a história da obra escolhida”, ressaltou a psicóloga.

Depois disso, os internos são avaliados e conseguem reduzir a pena em até quatro dias, por meio do projeto.

A gerente técnica na unidade, Maria Domingas Printes, enfatiza que todas as pessoas privadas de liberdade podem participar do projeto, independente da sua escolaridade, contando apenas com a habilidade de ler e escrever para a conclusão das etapas de seleção.

O programa “Espaço Terapêutico” é desenvolvido para tornar mais humano o ambiente carcerário, por meio da troca de informação, respeito e confiança entre os participantes.

De onde vem e para onde vai sua estrada?   Em que parte dela você está, hoje? Você pode seguir por outro caminho?  Estes foram alguns dos questionamentos trabalhados durante mais um encontro entre os reeducando da Unidade Prisional de Itacoatira (UPI), realizado no mês de janeiro, por meio do Programa Espaço Terapêutico, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional Privada.

De acordo com a gerente técnica da unidade, Maria Domingas Printe, os encontros são fundamentais, na medida em que auxilia os reeducandos a expressarem sentimentos, o que torna a convivência mais agradável durante o cárcere.

“Foi um mês de acompanhamento, de ações entre nossa equipe de psicólogos e assistentes sociais com os reeducandos, ora incentivando a leitura, ora a expressão corporal e a oratória como forma de acrescentarem qualidades que muitas vezes se encontram escondidas e adormecidas dentro deles”, disse Domingas.

A maioria das atividades foi conduzida pela psicóloga Patrícia Mendes Gonçalves. Ela ressalta a importância de trabalhar o programa com os internos: “Desta vez usamos como dinâmica a busca pelo autoconhecimento, uma análise e avaliação de como a pessoa tem conduzido sua vida. Vislumbramos junto com eles, barreiras e empecilhos que existem, assim como soluções para transpô-las. Foi muito gratificante, porque eles entenderam o exercício e chegaram a reflexões que futuramente serão primordiais para a vida lá fora”, acrescenta à psicóloga.

Para o reeducando, Valdely Azevedo, essa experiência foi enriquecedora. Segundo ele,  “ felizmente os sinais existem, temos opções de qual estrada pegar e descobri isso todas as vezes que participo desta ação.”, finalizou.

Assistência ocupacional e desportiva é desenvolvida especialmente para os internos da enfermaria de  psiquiatria

A prática esportiva será mais um instrumento utilizado no acompanhamento dos internos da ala psiquiátrica, do Centro de Detenção Provisória Masculina (CDPM). Eles estão recebendo atenção redobrada por parte dos profissionais de educação física, que elaboraram uma programação de treinos funcionais para mantê-los em forma.

A iniciativa de aumentar a carga de exercícios em prol da saúde física e mental dos apenados faz parte do planejamento de 2018 da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), em parceria com a empresa cogestora nas unidades prisionais do Estado, a Umanizzare Gestão Prisional.

A psicóloga Neiva de Souza Mar, explica que estes internos usam medicamentos psicotrópicos, o que pode deixá-los mais sonolentos e individuais, “percebemos então que nos dias de educação física, eles se sentiam mais animados, mesmo o que estavam medicados. Os exercícios funcionais são os que mais trazem resultados positivos, pois evitam que membros se atrofiem e ainda dá disposição, é incrível o resultado”, afirma.

O professor responsável pelas atividades físicas, Alarick Rebouças, diz que, apesar do pouco espaço, com três meses de treino já colhe resultados positivos junto aos internos.  Além de mais motivados, outros fatores fundamentais para a saúde mental e física dos reeducandos estão sendo alcançados com os treinos: prevenção de doenças; controle de peso corporal e a aparência física; controle do estresse; o prazer e o bem-estar.

“Os resultados tirados , após cada exercício, evidenciam que a prática da atividade física e o esporte são vistos pelos presos como um benefício durante o cumprimento da pena”, acrescentou Alarick.

                “Febre” nas academias, os exercícios funcionais também farão parte do dia a dia da população carcerária amazonense.

Durante toda esta semana, profissionais de educação física do sistema Penal amazonense começam uma série de competições, torneios e exercícios físicos nas unidades prisionais do Estado, com o objetivo de melhorar a condição física e mental dos internos.

A programação faz parte do trabalho desenvolvido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional Privada na ressocialização dos internos.

Segundo o secretário estadual de Administração Penitenciária, coronel da Polícia Militar, Cleitman Coelho, uma série de ações estão previstas em 2018, com destaque para as atividades esportivas, consideradas por ele como fundamentais na socialização dos detentos.

“No momento da atividade eles esquecem a situação de reclusão, das dificuldades enfrentadas pela vida na prisão, e se entregam inteiramente ao prazer do lazer. Além disso, as atividades melhoram aspectos fisiológicos, psicológicos e de sociabilidade”, ressalta o secretário.

Para os professores Marcelo da Conceição Silva e Lemichel Haydem de Araujo, que atuam no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), o treinamento funcional permite que todos os grupos musculares sejam trabalhados de forma integral por meio de exercícios como agachar, pular, correr e girar.  Ainda segundo eles, com este tipo de movimento corporal vários objetivos foram alcançados na prevenção de doenças, controle de peso e melhor aparência física e bem estar dos presos.

“Estes exercícios foram escolhidos por que são capazes de tornar as funções corporais do reeducando mais hábeis como equilíbrio, flexibilidade, potência, coordenação motora, agilidade e força. Além disso, percebemos uma ótima aceitação por parte dos internos”, afirmou Marcelo.

Inclusão esportiva  é Lei–   A prática esportiva está amparada no artigo 83, da Lei Federal n° 7.210, de 11 de julho de 1984, denominada Lei de Execução Penal. A Lei diz que “o estabelecimento penal conforme a sua natureza deverá contar em suas dependências com áreas e serviços destinados a dar assistência, educação, trabalho, recreação e prática esportiva”.

A partir desta terça-feira (6) até quinta (8) os internos da Enfermaria Psiquiátrica, do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM), participam de um campeonato de Tênis de Mesa, promovido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional Privada. Os melhores jogadores serão premiados com medalhas e troféus.

A competição é coordenada pela equipe de educação física, que tem a frente o professor, Alarack Rebouças da Rocha, e irá mobilizar 17 reeducandos, que hoje cumprem penas e fazem tratamento na enfermaria psiquiátrica.

O objetivo da competição é ressocializar com ações socioeducativas e atividades ocupacionais, dentro das unidades prisionais.

“Antes havia certa rejeição por parte dos internos. Eles preferiam ficar na deles, hoje os torneiros são vistos com bons olhos, todos querem participar e com isso melhoramos a relação dos reeducandos, por meio das atividades de liderança e do companheirismo,” explicou o professor.

Ainda segundo Alarack Rebouças, o esporte mantém uma relação direta com a saúde física e mental dos reeducandos. De acordo com o professor, as práticas esportivas são instrumentos poderosos para transformar o cotidiano do detento, ainda mais os que fazem uso de medicações psicotrópicas.

Para o reeducando Francisco Frank de Souza Guimarães, um dos primeiros a se inscrever no torneio, as atividades esportivas são importantes e se completam com as aulas de pintura.

“Temos atividades o dia todo, praticamente. Com isso superamos inúmeros desafios, que vão desde a questão da coordenação motora até manter nosso peso. Eu gosto muito e incentivo meus companheiros a participarem também”, ressaltou Francisco.

       Com as crianças distraídas e imersas num ambiente com ações lúdicas e pedagógicas maridos e esposas ganham tempo e também em qualidade da visita.  

O projeto foi criado no ano passado com o objetivo de tornar menos traumática possível à visita das crianças a seus pais no ambiente prisional. O Projeto O Pequenino desenvolvido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e Umanizzare Gestão Prisional Privada, atende ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e cresce a cada dia, uma vez que as crianças já sabem que existe um espaço especialmente preparado para acolhê-las enquanto elas acompanham os parentes nos dias de cadastro e visitas.

Na Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) as crianças e os reeducados fortalecem o vínculo familiar ao participarem de ações lúdicas e pedagógicas.

“Pais e filhos passam boa parte do tempo fabricando brinquedos com materiais recicláveis, colorindo desenhos, ou lendo livros e isso ameniza as tensões geradas no ambiente carcerário, sem dizer que aproxima a família”, ressaltou Maria Domingas Printes, gerente técnica da UPI.

Para o reeducando Jonilson Antonio Rolim Magalhães, ver as crianças brincando e se divertindo neste espaço que o projeto oferece é muito importante. “Além disso, para nós é uma oportunidade a mais de o tempo passar, quando estamos produzindo ou fabricando novos brinquedos esquecemos por algumas horas que estamos presos”, acrescentou o reeducando.

Presos passarão por avaliação oral e observados quanto a organização de ideias, expressão verbal e corporal.

Os internos da Unidade Prisional de Itacoatira (UPI) serão os primeiros a passar pela prova oral do projeto remição de pena pela leitura. A avaliação acontece nesta segunda-feira para aproximadamente 20 presos, naquela unidade.

O exame será realizado pela Escola de Administração Penitenciária (Esap) da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), e a co-gestora das unidades prisionais, Umanizzare Gestão Prisional, atendendo recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre atividades educacionais para fins de remição da pena pelo estudo, e a Lei de Execução Penal (LEP).

A gerente técnica da UPI, Maria Domingas Printes, ressalta que a cada obra lida, os participantes que atingirem as notas terão remição de quatro dias da pena aplicada. Os detentos passam por três etapas do projeto para alcançarem o direito: a entrega do livro,  prova escrita e por últimos a prova oral.

Letras que Libertam – Até o final do mês de março, outros 80 internos do do regime fechado nas unidades co-administradas pela Umanizzare  também deverão passar  pela prova oral.  De acordo com o coordenador regional da Umanizzare, Valter Sales, todos os profissionais envolvidos no projeto foram surpreendidos pela desenvoltura, o entusiasmo e a dedicação dos reeducandos.

“Muitos internos mostram os melhores e mais ternos sentimentos. Alguns se emocionam com os livros lidos, outros contam as próprias experiências”, avaliou o  coordenador da Umanizzare.

Seguindo o cronograma, ainda, está semana, detentos passarão pelas avaliações orais na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e da Penitenciária Feminina de Manaus (PFM).  Os resultados das avaliações devem sair no primeiro semestre deste ano.

Enfermeiros e técnicos de enfermagem vão trabalhar na prevenção da doença no regime fechado  do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (COMPAJ)

A Capacitação dos profissionais da área de saúde faz parte dos projetos de promoção à saúde e qualidade de vida da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) e a cogestora das unidades prisionais, Umanizzare Gestão Prisional.  O objetivo é que, no primeiro semestre deste ano, todos os profissionais que atendem os presídios sejam capacitados.

O gerente técnico e enfermeiro do Compaj, Antônio Valdecir Ribeiro, informa que a prevenção inclui mutirões realizados anualmente em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas  ( SUSAM), com buscas de sintomáticos.

“Internamente serão realizadas  palestras de orientação e coletas de  amostras de escarros que são enviadas para laboratórios, para diagnóstico da doença. Com 15 dias após iniciado o tratamento, a pessoa já não transmite mais a doença. O tratamento deve ser feito por um período mínimo de 6 meses, diariamente e sem nenhuma interrupção, ressaltou o gerente.

Plano Nacional de Saúde – Capacitar os profissionais que atuam dentro das unidades prisionais na prevenção da tuberculose faz parte do Plano Nacional de Saúde, que prevê, ainda, a inclusão da população penitenciária no SUS, garantindo o direito à cidadania e dos  direitos humanos.

Atualmente o Brasil ocupa o 17º lugar entre os 22 países responsáveis por 82% do total de casos de tuberculose no mundo. Embora seja uma doença passível de ser prevenida, tratada e mesmo curada, ainda mata cerca de 4,7 mil pessoas todos os anos no Brasil.

“Ao longo dos últimos anos, diversos avanços foram alcançados pelos programas de controle da tuberculose pelo SUS, todavia  nossa atenção dentro das  unidades junto aos detentos  é fundamental, o primeiro diagnóstico é feito aqui dentro, por nossos profissionais”, afirma Valter Sales, coordenador regional da Umanizzare.

Dia Mundial de Combate à Tuberculose –  A Organização  Mundial da Saúde (OMS) instituiu   o  24 de março  como o dia D  de combate a doença, pelos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose, ocorrida em 24 de março de 1882, pelo médico Robert Koch.

Sinais e sintomas –  A tuberculose é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente os pulmões, mas também pode acometer órgãos como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).   De acordo com o Ministério da Saúde, os sinais e sintomas mais frequentes são: tosse seca ou com secreção por mais de três semanas;  podendo evoluir para tosse com pus ou sangue; cansaço excessivo e prostração; febre baixa geralmente no período da tarde;  suor noturno e rouquidão.

Prevenção e tratamento – A vacina BCG é obrigatória para menores de um ano, pois protege as crianças contra as formas mais graves da doença. A melhor forma de prevenir a transmissão da doença é fazer o diagnóstico precoce e iniciar o tratamento adequado o mais rápido possível. O tratamento só termina quando o médico confirmar a cura total do paciente.

Aproximadamente 100 detentos da Unidade Prisional de Itacoatiara participaram de palestra sobre o tema

Com o objetivo de levar aos internos da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) os princípios básicos de direitos e deveres, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a cogestora das unidades prisionais, a Umanizzare Gestão Prisional, promoveram uma série de palestras sobre o tema, proferida pelo advogado Keulison da Silva Ramos.

A ação integrada orientou os detentos de pavilhões e enfermaria com base na Lei de Execução Penal, onde estão constituídos os direitos e deveres dos presidiários, segundo o advogado da Umanizzare:

“Ministrar essa palestra foi enriquecedor, pois a conscientização dos reeducandos e o reconhecimento dos seus direitos são de suma importância, assim como saber quais são os deveres e segui-los enquanto estiverem privados de liberdade. Pode tornar os dias mais fáceis para todos” afirmou o advogado da Umanizzare.

Ainda, de acordo com Keulison Ramos, o conteúdo das palestras leva aos reeducandos algumas normas que fazem parte de qualquer meio social ou cultural, reforçando que quando bem orientados, é possível melhorar convívio entre as pessoas.

A gerente técnica da unidade, Maria Domingas, explicou que o objetivo da ação foi transmitir informações no que diz respeito à dignidade das pessoas que estão com sua liberdade restringida. Ela acrescentou, ainda, que algumas cartilhas sobre o tema, foram entregues aos reeducandos por meio do serviço social, com prioridade para os presos que estão chegando na unidade.

Para o reeducando, Geovane Henrique do Nascimento Duarte, Pavilhão B, a palestra foi muito importante para os internos, uma vez que eles tomam conhecimento sobre o que diz a lei de execuções penais e podem exigir, de forma legal, seus direitos sociais para a ressocialização.

O regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj Fechado) recebeu os familiares de reeducandos para participarem de uma palestra com tema sobre “automedicação”, a fim de conscientizar quanto os riscos desse tipo de atitude. A ação é desenvolvida pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) em parceria com a co-gestora das unidades prisionais, Umanizzare Gestão Prisional.

De acordo com o gerente técnico do Compaj Fechado, Antônio Valdecir, a abordagem do tema é interessante por proporcionar aos familiares dos detentos uma consciência sobre os riscos e consequências que ocorrem durante o uso indevido de medicamento.  “Os familiares são os cooperadores para a exposição à situação de risco. Uma medicação quando tomada de forma indiscriminada aumenta a resistência dos microrganismos, levando a não eficácia das drogas no tratamento”, destacou.

Segundo a OMS, as reações adversas a medicamentos representam mais de 10% do total das internações em hospitais. Alguns estudos indicam ainda que, pelo menos, 35% dos medicamentos no país são adquiridos sem prescrição médica, permitindo inclusive a compra da medicação em algumas drogarias sem a apresentação de receita médica.

Tolerância e resistência a medicamentos – O uso abusivo de medicamentos (polimedicação), seja por via oral ou injetável, pode gerar a diminuição ou perda da resposta de uma substância química no organismo, surtindo pouco ou nenhum efeito ao combate de uma doença. Segundo uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), dentro de 15 anos, a população estaria morrendo por gripe porque o vírus teria desenvolvido resistência às drogas que hoje são usados não surtindo mais efeito os tratamentos.