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Dois reeducandos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) fabricaram em nove dias, um total de 1 mil pares de chinelos tamanhos 41/42. Os reeducandos confeccionam os chinelos na mini fábrica instalada dentro da unidade prisional, que funciona por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional.

De acordo com a assessora de projetos da Umanizzare, Maria Domingas Printes do Carmo, no dia 22 de janeiro iniciou-se mais um mês do projeto de fabricação de chinelos do Instituto Penal Antônio Trindade, onde participaram do projeto dois reeducandos: Mateus Trindade Sales e Robson dos Santos da Silva.

“O objetivo é capacitar os reeducandos na fabricação de chinelos e também proporcionar o projeto de remição pelo trabalho, onde a cada três dias trabalhados o reeducando poderá remir um dia de pena, conforme o que prevê o artigo n° 126 da Lei de Execução Penal”, disse Domingas Printes.

Conforme a assessora de projetos, é através da realização das atividades que os reeducandos passam a ter conscientização e capacitação profissional, desenvolvem a ressocialização, aproveitamento profissional e reflexão de vida social.

Para o reeducando Mateus Trindade Sales, a oportunidade que recebeu é uma coisa boa, pois está adquirindo uma profissão para quando sair.

Domingas Printes explicou que o incentivo e a oportunidade dada ao reeducando através do trabalho, proporciona uma visão diferente do ambiente de cárcere.

O Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) realizou a 20ª edição do projeto Remição pela Leitura de 2020. O projeto acontece por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional.

De acordo com a assessora de projetos da Umanizzare, Maria Domingas Printes do Carmo, o projeto de Remição de Pena pela Leitura na unidade CDPM – 1, segue recomendação do conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da resolução n° 44, de 26 de novembro de 2013.

“O projeto tem como objetivo estimular o empoderamento, desenvolver as potencialidades de crescimento pessoal e intelectual na reinserção social, minimizando pensamentos de negatividade gerada pela situação de cárcere”, destacou a assessora de projetos.

Domingas Printes explicou que os livros escolhidos para a execução do projeto são constituídos de conteúdos voltados para as áreas de superação pessoal, laços familiares, romance, ficção e literatura brasileira.

“Foram entregues as obras literárias e feito os devidos esclarecimentos quanto ao projeto, a partir disso, os reeducandos passaram a ter de 20 a 30 dias para ler a obra escolhida”, destacou Domingas.

Segundo Domingas Printes, obedecendo ao cronograma das atividades, foram realizadas avaliações escrita e oral, onde também foram entregues as obras literárias da 21ª edição da Remição pela Leitura de 2020.

“A defesa da obra contou com a participação de uma banca examinadora, composta pelos membros do corpo técnico da Unidade: as psicólogas Lilian Batista, Josiane Paulino e o odontólogo Ruy Filipe”, disse Domingas Printes.

A psicóloga Lilian Batista disse que a atividade teve a participação total de 30 reeducandos. “Durante a defesa da obra, os reeducandos puderam expressar suas emoções, identificação com a história do livro e os personagens, destacamos que todos os participantes tiveram um bom desempenho de interação social e intelectual no decorrer da atividade”, disse a psicóloga.

Os reeducandos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) participaram da atividade Medida Certa – Vida Saudável, que realiza práticas físicas dentro das unidades prisionais do Amazonas. O projeto aconteceu por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional.

As atividades foram constituídas por: ginástica laboral, corrida, caminhada fracionada, futsal adaptado e funcional. A “Medida Certa”, foi realizada na quadra do pavilhão “B”, onde participaram 10 reeducandos.

De acordo com a assessora de projetos da Umanizzare, Maria Domingas Printes do Carmo, a “Medida Certa” teve início no dia 2 de janeiro de 2020. “Além das atividades, os reeducandos foram orientados a fazerem exercício físico mesmo em espaço reduzido na ‘cela’”, ressaltou a assessora de projetos.

Domingas Printes disse que o objetivo do projeto é orientar e fazer o acompanhamento aos reeducandos acima de 45 anos de idade e com patologias.

“Através da prática física, o indivíduo irá ter uma melhor saúde física e mental, irá trazer benefício no condicionamento físico, no sistema cardiovascular, na coordenação motora, ganhando qualidade de vida e fortalecimento do osso”, explicou Domingas Printes.

Segundo Domingas, com a prática da ginástica laboral, o corpo do indivíduo libera líquido sinovial, que lubrifica as articulações e músculos, evitando futura contusões.

O reeducando Wanderson Gomes Ferreira, do pavilhão “B”, afirma que teve uma melhora significativa na sua saúde, pois, estava sedentário e sem condicionamento físico. “Através da prática de exercício físico, o indivíduo adquire muitos benefícios para sua saúde. Pois ameniza ociosidade o sedentarismo”, ressaltou o reeducando.

Os reeducandos das unidades prisionais do Amazonas receberam na semana que comemora o Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase – último domingo de janeiro -, palestras de combate à doença. Em quatro unidades prisionais do Estado, a palestra acontece por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional.

De acordo com a assessora de projetos da Umanizzare, Maria Domingas Printes do Carmo, no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM1), a palestra aconteceu no dia 28 de janeiro, assim como no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) e Unidade Prisional de Puraquequara (UPP).

“O Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase, instituído em 2009, pela Lei nº 12.135, tem por objetivo conscientizar sobre a importância da prevenção e do tratamento adequado da doença”, ressaltou a assessora de projetos.

A assessora de projetos da Umanizzare explicou que a hanseníase é considerada a enfermidade mais antiga da humanidade, mas, tem cura. “A doença se manifesta, principalmente, por meio de lesões na pele e sintomas neurológicos, como dormências e diminuição de força nas mãos e nos pés”, disse Domingas Printes.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a hanseníase é transmitida por um bacilo por meio do contato próximo e prolongado entre as pessoas. Seu diagnóstico, tratamento e cura dependem de exames clínicos minuciosos e, principalmente, da capacitação do médico.

Segundo a SBD, anualmente, em janeiro, são promovidas ações de conscientização sobre a hanseníase para marcar o Dia Nacional de Combate e Prevenção, lembrado no último domingo do mês. Conhecido como Janeiro Roxo.

Ainda de acordo com a SBD, a iniciativa busca melhorar o controle da doença por meio da disseminação de informações especializadas e conscientização da população sobre sua gravidade, bem como a necessidade de diagnóstico e tratamento precoces, contribuindo para a redução do preconceito acerca da doença.

Sinais

Os sinais da hanseníase são manchas claras, róseas ou avermelhadas no corpo, geralmente com diminuição ou ausência de sensibilidade ao calor, frio ou ao tato. Também podem ocorrer caroços na pele, dormências, diminuição de força e inchaços nas mãos e nos pés, formigamentos ou sensação de choque nos braços e nas pernas, entupimento nasal e problemas nos olhos.

O Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) realizou o projeto Grupo Operativo com 10 reeducandas da unidade prisional. O projeto acontece por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional. 

De acordo com a assessora de projetos da Umanizzare, Maria Domingas Printes do Carmo, a realização do Grupo Operativo consiste em um trabalho em grupo com as reeducandas, cujo objetivo é promover um processo de aprendizagem coletiva, trocas de experiências e opiniões de cada participante, onde a reciprocidade nas interações possibilita a partilha de significados, de conhecimentos e de valores, configurando-se, assim, no contexto social e cultural. 

“É neste contexto, que o sujeito interage, construindo-se socialmente e, ao mesmo tempo em que se constrói, participa ativamente da construção pessoal”, explanou Domingas Printes.

A assessora de projetos ressaltou que aprender em grupo significa uma leitura crítica da realidade, uma atitude investigadora, uma abertura para as dúvidas e para as novas inquietações. 

“Ao final, foi entregue um questionário de perguntas referente ao tema em questão, as perguntas levando-as em reflexão. As envolvidas obtiveram participação satisfatória na atividade, demonstrando interesse em dar continuidade nos próximos encontros e agradecidas pelo momento”, finalizou a assessora de projetos.

Os reeducandos da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) receberam ação de saúde bucal com o objetivo de prevenir doenças. A ação acontece por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional. 

De acordo com a assessora de projetos da Umanizzare, Maria Domingas Printes do Carmo, no dia 20 de janeiro foi realizada a ação de saúde bucal “Prevenir para Sorrir” na Unidade Prisional. 

A dentista da unidade, Jucenilda Oliveira, explicou que a assistência de saúde ao reeducando deve ser feita em caráter curativo e preventivo, conforme estabelece a Lei de Execução Penal nº 7.210/84, artigo 14.

“Com o objetivo de prevenir as doenças da cavidade oral, foi feito aplicação tópica de flúor e escovação supervisionada com o propósito de combater o desenvolvimento da cárie dental”, explicou Jucenilda Oliveira.

Segundo a dentista, na ação houve a participação de 75 reeducandos. “O flúor é o mais conhecido e possivelmente o mais utilizado no combate as cáries devido a afinidade com os minerais do esmalte dentário. Quando o flúor atinge o dente, o mesmo é absorvido pelo esmalte ajudando a repará-lo através da recomposição do cálcio e fósforo perdidos. Dessa forma, o flúor ajuda a impedir o processo de cárie e previne a cárie dentária”, ressaltou. 

A dentista explicou, ainda, que a escovação dental supervisionada tem o objetivo de orientar, estimular e criar hábitos de higiene bucal, contribuindo para a prevenção de doenças bucais, mais especificamente cárie dentária e doença periodontal.  

“Essa é de extrema importância, pois, além de prevenir, também combate o desenvolvimento da cárie dental, através da aplicação do flúor e escovação supervisionada”, afirmou a dentista.  

Para o reeducando Etiemerson de Souza Moura, o projeto é importante para “manter a boca saudável,  precavendo cáries e outras doenças”.

Cerca de 100 reeducandos dos pavilhões A, B, triagem e enfermaria da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), receberam uma palestra sobre o combate e prevenção da Hanseníase. A palestra aconteceu por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e Umanizzare Gestão Prisional. 

De acordo com a assessora de projetos da Umanizzare, Maria Domingas Printes do Carmo, a Unidade Prisional proporcionou aos reeducandos, no dia 21 de janeiro, a palestra que foi realizada pelo médico da UPI, Saul Denis, e o técnico de enfermagem, Hamilton de Matos. 

“O objetivo da palestra foi de alertar os reeducandos sobre os sinais e sintomas da doença, difundir informações e desfazer o preconceito”, destacou Domingas Printes. 

Durante a palestra, o médico Saul Dennis Suero informou sobre os cuidados e medidas de tratamento da doença. “A Hanseníase é uma doença crônica, transmissível, causada por uma bactéria, o Mycobacterium leprae. Na maioria dos casos, a doença acomete, fundamentalmente, pele e nervos periféricos”, disse o médico.

Saul Dennis explicou que  o surgimento de incapacidades físicas é um dos aspectos importantes da doença e os principais sinais e sintomas são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas com alteração de sensibilidade (térmica, dolorosa ou tátil), áreas da pele sem pelos e ressecadas que não pegam pó e não coçam, áreas com formigamento ou dormência. 

O médico orientou sobre o tratamento de como e onde é realizado em Unidades de Saúde. “Ao iniciar o tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença para outras pessoas. O diagnóstico precoce e o tratamento regular, constitui um dos pilares para o controle da doença, interrompendo assim a cadeia de transmissão”, ressaltou o médico. 

De acordo com o médico, a hanseníase é uma doença de diagnóstico e tratamento eficaz, que precisa ser compreendida socialmente, para evitar certos estigmas que dificultam a integração para o diagnóstico e prevenção de sequelas importantes. 

Para o reeducando José Alfaia de Sena, a palestra foi muito importante, pois, a partir do diálogo com os profissionais de saúde, ficou conhecendo tudo sobre a prevenção e o tratamento da hanseníase.

Dados 

O Brasil é o país em segundo lugar no mundo com maior número de casos novos da doença (28 mil em 2018 – SVS/Ministério da Saúde), atrás somente da Índia (120 mil em 2018 – WHO). De acordo com a pesquisa realizada em 2018, foram detectados 1705 casos (6%) em crianças e adolescentes. 

No mês de janeiro (Janeiro Roxo), o Ministério da Saúde, promove campanha e ações educativas para a população. Todo último domingo de janeiro é o Dia Mundial de Combate a Hanseníase e a Lei Federal 12.135 de 2009 instituiu o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase.

Nesta semana a Umanizzare Gestão Prisional, empresa que faz cogestão em cinco presídios do Estado deu início, na sala do Núcleo de Aprendizado Profissional (NAP) do Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT), o curso de eletricista predial, com o objetivo de promover a qualificação profissional para 15 internos matriculados nesta edição. 

O curso tem carga horária de 160 horas. As aulas teóricas e práticas são ministradas pelo professor de elétrica Jones Barreto. No conteúdo programático teórico os alunos receberam orientação sobre circuitos elétricos, condutores elétricos, condutor neutro, condutor de proteção, montagem de quadros elétricos de distribuição e noções de instrumentos de medidas elétricas.

Três reeducandos da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), localizada a 269 km de Manaus, que já trabalham como Agentes Promotores de Saúde, dentro da unidade, estão recebendo novas qualificações profissionais para dar continuidade aos trabalhos de promoção à saúde junto aos demais colegas de confinamento. O curso é promovido pela Umanizzare Gestão Prisional, empresa que faz a cogestão de cinco unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Desta vez, os internos estão aprendendo técnicas para estarem aptos a tirar dúvidas e apontar os riscos sobre automedicação e sobre câncer da boca. Os agentes que se qualificam e atuam na promoção a saúde dentro dos presídios, recebem o benefício de remição de pena, a Juízo da Vara de Execução Penal.

“Esse projeto é importante para o nosso aprendizado e para orientar nossos amigos, além de nos capacitar para o mercado de trabalho” diz o reeducando Elijonison da Mota Torres.

Portaria –  De acordo com a Portaria Interministerial nº 1.777, de 09 de setembro de 2003, institui o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário a figura do Agente Promotor de Saúde dentro do Sistema Prisional que equivale ao Agente Comunitário de Saúde, a fim de atuarem junto à População Carcerária orientando a outros reeducandos e informando sobre as principais doenças que atingem a população penitenciária e colaborando na identificação de padrões para posterior encaminhamento ao Setor de Saúde das unidades atendidas.

O curso foi de depilação e design de sobrancelha, oferecido pelo Projeto Lisbela 

Onze reeducandas do Centro de Detenção Provisório Feminina (CDPF), localizado no km 08 da BR-174 (Manaus-Boa Vista), receberam nesta semana a primeira certificação profissional de 2020 –  Curso de Depilação e Design de Sobrancelha, ofertado às internas por meio do Projeto Lisbela, cuja finalidade é promover a qualificação profissional na área de estética e imagem pessoal.

A capacitação é promovida pela Umanizzare Gestão Prisional e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). O curso tem duração de duas semanas, e as aulas serão realizadas de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, totalizando uma carga horária de 60 horas.

Segundo a instrutora Karla Alexandra Nogueira, o curso está dividido em duas etapas. Na primeira, serão abordadas as técnicas iniciais para sobrancelha simples, design e pigmentação com henna. No segundo momento, o grupo irá trabalhar com depilação básica para buço, perna inferior e superior. “É um curso profissionalizante voltado para o público iniciante. As reeducandas qualificadas para atuarem no mercado profissional, após o cumprimento da pena”, disse ela.

Com o Projeto Lisbela, a Umanizzare também tem alcançado objetivos, como a redução da pena por meio de cursos profissionalizantes, com aprendizagem das técnicas de corte, lavagem, escova e pintura de cabelo em aulas práticas e teóricas.

“Além de atender a comunidade carcerária feminina em suas necessidades e vaidades, elevando-lhe a autoestima, o Lisbela tem como objetivo valorizar as internas mães, com idade entre 18 e 41 anos, sem perspectiva profissional e com expectativa de trabalho”, comentou a gerente de projetos Maria Domingas Printes.

A interna Gabriele Ferreira de Castro disse que este é o terceiro curso de capacitação que participa dentro da unidade prisional. Ela faz planos de exercer a profissão quando deixar o cárcere. “Quero aprofundar o conhecimento nessa área, como design de sobrancelha, corte de cabelo, escova e maquiagem. É um ramo muito bom não só para fazermos em nós, como nas outras pessoas”, afirmou.

Remição da pena – O curso profissionalizante conta como remição da pena pelo estudo, previsto na Lei de Execução Penal (LEP), que estabelece a redução de um dia da pena a cada 12 horas de estudo.