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O Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT) deu início, em 19 de fevereiro, à Atividade Laboral no pavilhão “A”. Na ocasião, 57 reeducandos participaram da atividade que faz parte do Projeto Remição pelo trabalho. 

A ginastica laboral promove bem-estar físico, diminui o estresse, minimiza tensões emocionais e psicológicas, além de reduzir a incidência de depressões e de ansiedade. Segundo Paulo Marchesini, estudioso da prática, “a ginástica laboral reforça a autoestima do trabalhador, pois proporciona a conscientização da importância de seu trabalho frente à empresa. Busca ainda uma mudança em sua rotina, o que melhora a capacidade de concentração no trabalho”, afirma. Já para o reeducando Wando Divino, do pavilhão “A”, a atividade teve uma melhora significativa na sua saúde, já que o mesmo estava sedentário e sem condicionamento físico. 

A atividade contou com a supervisão do educador físico Janderson Rodrigues, de acordo com o qual trata-se de uma atividade prática, de curta duração e de muita eficácia.

O Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, tem como objetivo a conscientização e a educação sobre a doença, que se encontra entre as 10 que mais matam no mundo. 

No Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT), foi realizada uma palestra sobre o assunto para 17 internos, em que foram abordados os seguintes assuntos: o que é a doença, fatores e comportamentos que possibilitam o surgimento dela, os tipos mais comuns de câncer que acometem ao sexo masculino e a incidência no ano base de 2018/2019. 

De acordo com os reeducandos, é importante falar sobre o assunto quando se trata de uma doença com o teor grave. No Brasil, neste ano até o momento foram registrados 309.230 novos casos em homens de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2020, a Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) realizou o Projeto Remição de Leitura. Na ocasião, participaram 37 reeducandos, a dentista Jucenilda Oliveira, a psicóloga Patrícia Mendes e a assistente social Ana Maria. 

Em diversos presídios do país, a possibilidade de remir a pena por meio da leitura já é realidade. De acordo com a Recomendação n. 44 do CNJ, deve ser estimulada a remição pela leitura como forma de atividade complementar. Conforme a norma, o preso deve ter o prazo de 22 a 30 dias para a leitura de uma obra, apresentando ao final do período uma resenha a respeito do assunto, que deverá ser avaliada pela comissão organizadora. Para a psicóloga, Patrícia Mendes, o projeto incentiva a leitura onde a unidade tem dois participantes que obtiveram a certificação do Encceja. 

De acordo com o reeducando Willys Machado dos Santos, a leitura o torna mais culto e capacitado a falar a respeito de assuntos sobre os quais era leigo. As resenhas feitas pelos internos serão avaliadas pelos acadêmicos do curso de direito da Universidade do Estado do Amazonas – UEA, que atribuirão a nota, juntamente com o Juiz Saulo Góes Pinto. O projeto alcançou as expectativas, pois a cada etapa aumenta o interesse dos reeducandos pela leitura e há uma melhora no vocabulário e na escrita dos mesmos.

A Penitenciária Feminina de Manaus (PFM) entregou as notas das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) na última quinta-feira (20). A atividade contou com as participações das professoras Elaine Andreatta, Valéria de Almeida e Thainá Viera. 

O Encceja é uma prova aplicada pelo Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e tem como principal foco a certificação de ensino fundamental e médio. Já o Enem acontece uma vez por ano e tem como objetivo fazer com que os seus participantes consigam ingressar na universidade pública sem o vestibular, obtenham uma bolsa de estudos em faculdade particular ou um financiamento estudantil. 

De acordo com a PFM, os resultados foram satisfatórios, o que resultou em muita alegria por parte das reeducandas que optaram por participar das provas, além de servir como incentivo para as demais. 

Na última quinta-feira (26), a Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) realizou uma palestra sobre o coronavírus, da qual participaram 20 colaboradores da unidade. 

O coronavírus possui esse nome por ser de uma família de vírus que têm o formato de uma coroa. Ficou mundialmente conhecido após uma epidemia na China. De acordo com cientistas, a doença é comum entre os animais e em alguns casos pode ser transmitida para seres humanos, nos quais causa infecções respiratórias e provoca outras doenças. 

Para ministrar a palestra, estiveram presentes o técnico Hamilton de Matos e o gerente de unidade, Ivo Murilo. No evento, foi chamada a atenção dos colaboradores sobre a prevenção e os cuidados com a higiene. Os tópicos tratados na palestra foram: o que é coronavírus; manifestações clínicas; período de incubação; modo de transmissão e fonte de infecção. Além disso, houve uma roda de conversa onde todos puderam tirar suas dúvidas.

Dia 20 de fevereiro é celebrado o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo. O principal foco da data é alertar o público jovem sobre os prejuízos que as substâncias trazem ao corpo e à vida em sociedade. A Umanizzare realizou duas palestras sobre o assunto na Penitenciária Feminina de Manaus (PFM) e no Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF). Na ocasião, ao total 75 reeducandas tiveram acesso às informações.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dependência de drogas licitas ou ilícitas é uma doença. O uso dessas substâncias é um problema de saúde pública, que preocupa nações do mundo inteiro. Em 2019, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) divulgou um relatório do qual constava a informação de que 35 milhões de pessoas sofrem de transtornos decorrentes do uso de drogas no mundo. 

No CDPF, o enfermeiro da unidade Anderson Viana esteve presente e afirma: “A iniciativa foi importante, pois o consumo de drogas e álcool é uma constante na vida das internas. Com as informações passadas durante a ação, foram abordados todos os malefícios que esse tipo de vício ocasiona no organismo humano. ”

Por se tratar de um problema que pode afetar qualquer um, é importante lutar contra ele, falando sobre o tema. Nas palestras, as reeducandas puderam interagir entre si e relataram algumas situações vivenciadas.  

O projeto que vem promovendo a troca de conhecimento dentro da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), o “Remição pela Leitura” proporcionou bons resultados na aplicação das provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). O projeto acontece por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional. 

De acordo com a assessora de projetos da Umanizzare, Domingas Printes, na Unidade Prisional de Itacoatiara, dois reeducandos conseguiram a certificação e 17 a certificação parcial, podendo ser inscrito no ano de 2020 e conseguir a certificação final. 

“Os dois reeducandos que obtiveram resultado satisfatório foram Alan Kardeck Lima da Silva (ensino fundamental) e Renison Tavares Rosas (ensino médio). Ao menos 23 reeducandos que realizaram o exame do Encceja/ PPL-2019, participam do Projeto Remição pela Leitura”, destacou a assessora de projetos. 

Domingas Printes explicou que cada unidade prisional do Amazonas conta com um responsável pedagógico para representar os participantes na inscrição e certificação. “Ele é o responsável pela inscrição e por repassar todas as informações necessárias aos participantes. Para participar do Encceja PPL, é preciso ter no mínimo 15 anos de idade para quem busca a certificação do Ensino Fundamental; e 18 anos para quem busca a certificação do Ensino Médio”, disse Domingas. 

Encceja 

O Encceja PPL é aplicado pelo Ministério da Educação, por meio do Inep, em parceria com o Ministério da Justiça, por meio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen). O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), elabora, aplica e corrige as provas, mas a certificação é competência das Secretarias Estaduais de Educação. 

A assessora de projetos da Umanizzare, disse que a Unidade Prisional de Itacoatiara, no ano de 2019, inscreveu 12 reeducandos para participar do Encceja para o Ensino fundamental e 14 reeducandos no Ensino Médio, totalizando 26 inscritos. 

“A prova de certificação para o Ensino Fundamental foi aplicada nos dias 8 e 9 de outubro de 2019, avaliando as seguintes áreas de conhecimento: Ciências Naturais; História e Geografia; Matemática; Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física e Redação. E as provas para certificação do Ensino Médio nas áreas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Linguagens e Códigos e suas Tecnologias e Redação; Matemática e suas Tecnologias” disse Domingas.

A assessora de projetos disse que as provas foram realizadas em dois turnos para cada nível de ensino. “Os certificados de conclusão podem ser conquistados em uma única edição ou ao juntar as declarações de proficiência das quatro áreas de conhecimento, em edições diferentes do exame. Além disso, conforme Recomendação nº 44 de 26.11.13, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o exame proporciona 800 horas para remição de pena pelo estudo aos certificados”, finalizou a assessora de projetos.

A atividade faz parte da programação de assistência e prevenção de doenças da população carcerária promovida pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e pela Umanizzare Gestão Prisional nas unidades do sistema penal.

O objetivo da ação foi de levar informação e conhecimentos sobre como identificar e prevenir as extrações dentárias. Além disso, elas puderam aprender como evitar uma extração desnecessária e as possíveis consequências de um procedimento desse tipo sem o devido planejamento.

A palestra foi ministrada pela odontóloga Simone Negreiros Guimarães, que enfatizou a necessidade e a importância de procurar um profissional especializado para indicar os melhores tratamentos e cuidados com a boca. “Elas foram orientadas para que a extração dentária não seja considerada comum e normal, devendo cuidar da saúde oral evitando lançar mão de procedimentos invasivos”, orientou Simone Negreiros.

A ação foi destinada às 51 reeducandas da Área da Vivência, Pavilhão 1, Núcleo de Atividades Profissionais, Pavilhão 3. A participante Katiane Andrade Pontes parabenizou a iniciativa, “a palestra foi ótima! Nos ajuda muito a cuidar da nossa saúde bucal.”. Ela acredita que, como ela, muitas colegas não sabem das consequências da extração indevida de um dente. 

Ainda de acordo com a odontóloga, essas ações são sempre de muita relevância para levar entendimento e conhecimento porque mostram que um sorriso bonito e saudável eleva a autoestima e que procedimentos invasivos, como extração, trazem consequências não favoráveis para a saúde do paciente.

A equipe que participou da atividade contou ainda com a assistente social Graciete Guedes, o enfermeiro Anderson Viana e Francisca Kelly, apoio de projetos na área técnica da unidade.

Dois reeducandos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) fabricaram em nove dias, um total de 1 mil pares de chinelos tamanhos 41/42. Os reeducandos confeccionam os chinelos na mini fábrica instalada dentro da unidade prisional, que funciona por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional.

De acordo com a assessora de projetos da Umanizzare, Maria Domingas Printes do Carmo, no dia 22 de janeiro iniciou-se mais um mês do projeto de fabricação de chinelos do Instituto Penal Antônio Trindade, onde participaram do projeto dois reeducandos: Mateus Trindade Sales e Robson dos Santos da Silva.

“O objetivo é capacitar os reeducandos na fabricação de chinelos e também proporcionar o projeto de remição pelo trabalho, onde a cada três dias trabalhados o reeducando poderá remir um dia de pena, conforme o que prevê o artigo n° 126 da Lei de Execução Penal”, disse Domingas Printes.

Conforme a assessora de projetos, é através da realização das atividades que os reeducandos passam a ter conscientização e capacitação profissional, desenvolvem a ressocialização, aproveitamento profissional e reflexão de vida social.

Para o reeducando Mateus Trindade Sales, a oportunidade que recebeu é uma coisa boa, pois está adquirindo uma profissão para quando sair.

Domingas Printes explicou que o incentivo e a oportunidade dada ao reeducando através do trabalho, proporciona uma visão diferente do ambiente de cárcere.

O Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) realizou a 20ª edição do projeto Remição pela Leitura de 2020. O projeto acontece por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional.

De acordo com a assessora de projetos da Umanizzare, Maria Domingas Printes do Carmo, o projeto de Remição de Pena pela Leitura na unidade CDPM – 1, segue recomendação do conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da resolução n° 44, de 26 de novembro de 2013.

“O projeto tem como objetivo estimular o empoderamento, desenvolver as potencialidades de crescimento pessoal e intelectual na reinserção social, minimizando pensamentos de negatividade gerada pela situação de cárcere”, destacou a assessora de projetos.

Domingas Printes explicou que os livros escolhidos para a execução do projeto são constituídos de conteúdos voltados para as áreas de superação pessoal, laços familiares, romance, ficção e literatura brasileira.

“Foram entregues as obras literárias e feito os devidos esclarecimentos quanto ao projeto, a partir disso, os reeducandos passaram a ter de 20 a 30 dias para ler a obra escolhida”, destacou Domingas.

Segundo Domingas Printes, obedecendo ao cronograma das atividades, foram realizadas avaliações escrita e oral, onde também foram entregues as obras literárias da 21ª edição da Remição pela Leitura de 2020.

“A defesa da obra contou com a participação de uma banca examinadora, composta pelos membros do corpo técnico da Unidade: as psicólogas Lilian Batista, Josiane Paulino e o odontólogo Ruy Filipe”, disse Domingas Printes.

A psicóloga Lilian Batista disse que a atividade teve a participação total de 30 reeducandos. “Durante a defesa da obra, os reeducandos puderam expressar suas emoções, identificação com a história do livro e os personagens, destacamos que todos os participantes tiveram um bom desempenho de interação social e intelectual no decorrer da atividade”, disse a psicóloga.