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A cada ano, novos casos de tuberculose são diagnosticados no Brasil. O risco de adoecimento é ainda maior em alguns grupos populacionais com maior vulnerabilidade devido às condições de saúde e de vida a que estão expostos, como as pessoas privadas de liberdade. Em 2018, foram registrados 69 mil casos novos de tuberculose no país. Do total, 10,5% ocorreram na população privada de liberdade, sendo o risco de infecção 28 vezes maior que na população em geral.

Com objetivo de ampliar e reproduzir campanhas de educação em saúde para a comunidade carcerária, a Umanizzare Gestão Prisional, responsável por cinco presídios da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), realizou nesta semana uma série de palestras sobre o combate à tuberculose.

Com o tema: “Diga Não à Tuberculose” a primeira unidade a receber informações sensibilizando os reeducandos quanto ao diagnóstico precoce e tratamento oportuno relacionados à doença, foi a Unidade Prisional de Itacoatira (UPI). 

“Com ações de educação em saúde, buscamos chamar a atenção não só dos internos, mais de 50 internos que participaram da palestra, mas de toda comunidade carcerária que além das pessoas privadas de liberdade, inclui familiares, profissionais de saúde e segurança”, diz a enfermeira da UPI, Graciane Fábio. 

Ao final da exposição, foi realizado uma triagem dos pacientes com supervisão humanizada em todos que apresentavam os  sintomas elucidados pela enfermeira durante a palestra: tosse persistente (por mais de duas semanas), que pode apresentar-se com sangue ou escarro; febre; sudorese noturna; perda de peso; dores no peito e fadiga. Não foi identificado nenhum interno com a doença. 

Outras unidades: Todas as unidades prisionais cogeridas pela Umanizzare passaram pela palestra, em alusão ao dia 17 de novembro marcado como o Dia Nacional de Combate à Tuberculose. 

Tuberculose – A tuberculose é a doença infecciosa mais mortal no mundo. A cada ano, cerca de 1,7 milhão de pessoas morrem, enquanto outros 9,6 milhões sofrem com a doença, principalmente em países em desenvolvimento.

A doença é causada por uma bactéria (Mycobacterium Tuberculosis) que afeta com mais frequência os pulmões, mas pode infectar qualquer parte do corpo, incluindo os ossos e o sistema nervoso. A bactéria se espalha pelo ar quando pessoas infectadas tossem, falam, cospem ou espirram. 

A falta de informação sobre a doença ainda é grande, o que alimenta  o medo e o preconceito em relação à doença.