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Os reeducandos da Enfermaria Psiquiátrica do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM) estão ensaiando as músicas que serão apresentadas nas festividades do fim ano para os parentes e colegas de confinamento.  

As aulas de música fazem parte de o projeto Harmonizar, desenvolvido pela Umanizzare Gestão Prisional, empresa que faz cogestão em seis unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e estão sendo ministradas aos 21  internos, uma vez por semana, desde abril  deste ano.

De acordo com o professor Miqueias Fernandes, a música exerce papel primordial na socialização, pois além de reforçar laços e vínculos afetivos, também estimula a memória e a criatividade dos apenados.

“As aulas são uma ruptura com a rotina de reclusão que eles vivem, pois há a necessidade de se expor socialmente, trocar impressões, atuar em grupo. Os reeducandos conhecem os diversos ritmos musicais e nem percebem que a finalidade do projeto é terapêutica”, explica o professor de música.

Os internos ensaiam com violão, teclado e microfones. Este ano, os desafios para as aulas do projeto Harmonizar foram maiores, uma vez que os próprios custodiados escolheram os ritmos que queriam aprender: bolero, samba, sertanejo, rock ou MPB, foram algumas opções disponíveis. E a escolha foi por canto no ritmo de bolero.

A gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, acrescenta que as atividades de musicalização nas unidades atraem as atenções de muitos internos. “As aulas são muito atrativas, também ajudam a  tirar o tempo ocioso, favorecendo o processo de motivação, permanência e aprendizagem, sempre com foco na ressocialização e inserção dos reeducandos na sociedade”, ressalta a gerente.

Com o objetivo de atender de forma humanizada as mães e seus filhos recém nascidos, o berçário que funciona dentro do Centro de Detenção Provisória Feminina de Manaus (CDPF), foi totalmente reformado e ganhou um ambiente clean”, com móveis novos e uma estrutura da melhor qualidade. A reforma foi realizada pela empresa Umanizzare Gestão Prisional, que faz a cogestão de seis unidades prisionais no Amazonas.

De acordo com a assistente social do CDPF, Patrícia Silva, em 2017 foram três atendimentos no berçário. A colaboradora disse que o local foi inaugurado em junho de 2014 e desde lá vem recepcionando as mães da unidade prisional e as crianças recém nascidas.

“É muito importante que haja um ambiente adequado para recepcionar essas mães, pois elas já se encontram em um ambiente vulnerável. Com a reforma do local, as mães se sentem mais felizes, por ter um local adequado para recepcionar os bebês”, disse a assistente social.

Dados

Dados do Cadastro Nacional de Presas Grávidas e Lactantes, criado e mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), apontam que, entre as mulheres presas no Brasil, 466 estão grávidas ou são lactantes. Os dados são relativos a setembro de 2018 e representam aumento de 10% em relação ao mês anterior. Do total, 294 eram gestantes e 172 amamentam seus filhos em estabelecimentos penais.

Lançado em outubro do ano passado, o sistema acompanha continuamente a situação das detentas nessas condições e, a partir de dados encaminhados pelos tribunais de justiça, é atualizado mensalmente.

Os dados do CNJ mostram que nos estados do Amazonas, de Roraima, do Maranhão, do Tocantins e de Alagoas não havia detentas nessas condições no mês de setembro. São Paulo é o estado que abriga o maior número de presas gestantes ou lactantes, respectivamente 107 e 57. O Ceará ocupa o segundo lugar, com 25 grávidas e 13 lactantes, enquanto Minas Gerais tem 12 gestantes e 27 lactantes.

O cadastro, que está disponível no Portal do CNJ, é uma importante ferramenta para que os juízes possam cobrar dos executivos estaduais as providências necessárias para a custódia dessas mulheres, com o objetivo de garantir a proteção das crianças que vão nascer ou que já nasceram enquanto as mães cumprem pena em unidades prisionais.

Os dados coletados deram origem ao Relatório Estatístico Visita às Mulheres Gestantes e Lactantes Privadas de Liberdade. O levantamento inédito aponta que mais de 75% dos estabelecimentos penais apresentavam condições gerais de conservação inadequadas. A respeito do acompanhamento médico das presas durante a gestação e no pós-parto, 64,1% das unidades ofereciam assistência dentro e fora do sistema carcerário, enquanto 20,58% exclusivamente fora do presídio e 14,7% apenas nos próprios estabelecimentos penais.

Considerado pela justiça amazonense como um dos mais bem sucedidos programas de reinserção social, o projeto “O Pequenino” recebe a cada dia mais crianças dentro das penitenciárias do Estado. O ambiente mais apropriado tem levado pais e familiares a levarem a criançada, enquanto fazem o cadastro de visitas.

Diferente das outras unidades, quando o projeto é realizado durante o cadastramento da família em dias de semana, na Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), município localizado a 170 km de Manaus, ele acontece aos sábados e domingos, das 8h às 11h. No mês passado, aproximadamente 40 crianças foram acolhidas pelo projeto com diversas ações lúdicas e pedagógicas, que em nada lembra as tensões comumente geradas no contexto do cárcere.

Conforme gerente técnica da UPI, Maria Domingas Printes, outro diferencial e que agrega valor emocional entre reeducandos e filhos, está no fato dos próprios internos produzirem os brinquedos como: carrinhos, helicópteros e unicórnios, tudo com materiais reciclados e disponibilizados pela Umanizzare Gestão Prisional, empresa que faz cogestão em seis unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Com os “reeducandos monitores” conduzindo o projeto, percebemos que se sentem mais responsáveis e com mais credibilidade junto aos familiares. As mudanças no comportamento deles são perceptíveis junto aos parentes e aos colegas de confinamento”, diz Domingas.

Para a assistente social Ana Maria Lima Bezerra e para a psicóloga Patrícia Mendes, o projeto protege a infância das crianças dentro da unidade, atendendo inclusive às normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Elas se divertem, se expressam com mais facilidade. Além disso, “O Pequenino” proporciona atividades de estímulo a leituras infantis, de criatividade e imaginação por meio de  desenhos para colorir e brincadeiras lúdicas”, ressaltam as colaboradoras da UPI.

Projeto – “O Pequenino” foi idealizado pela Umanizzare em 2015. Atualmente, todas as seis unidades cogeridas pela empresa possuem um local adequado para acolher às crianças em um ambiente colorido e recreativo, sendo bastante elogiado pelos familiares, que antes temiam pela presença dos filhos nos presídios.

Reeducandas do Centro de Detenção Provisória Feminina (CDPF), aprendem a organizar eventos em curso de capacitação que acontece dentro da unidade prisional. O curso,  que é feito em grupo composto por nove detentas, têm carga horária de 60h e oferece uma grade curricular com difusão do conhecimento técnico, treinamento, preparação e promoção de eventos.

Segundo informa Sheryde Karoline, gerente técnica da Umanizzare, o objetivo principal do curso é oferecer subsídios técnicos para a promoção de eventos ou festas, como alternativa para busca de geração de emprego e renda após o cárcere.

“O curso de elaboração de eventos se relaciona à capacidade de lidar com diversas pessoas, equipes e tarefas ao mesmo tempo, e ajuda as reeducandas a buscar uma alternativa depois que deixarem a unidade prisional”, disse Sheryde.

A gerente técnica disse que com a atividade as internas ganham a possibilidade de trabalhar a criatividade e liderança. Mariana explicou que o curso consiste, basicamente, em trabalhar com organização de diversas festas, como festa infantil, cerimonial, procurar fornecedores, lidar com as normas e protocolos de cada tipo de evento.

“Após o curso, a reeducanda estará apta a planejar e realizar todas as etapas do processo de organização de um evento, em todos os aspectos”, comenta Sheryde.

Nos próximos dias será dado o pontapé inicial para a Copa dos Campeões no sistema penal do Amazonas, competição de futsal realizada Umanizzare Gestão Prisional, empresa que faz cogestão em seis unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

A primeira unidade onde a bola vai rolar será no Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM).   O campeonato deve movimentar mais de 400 detentos, entre jogadores e torcedores, fortalecendo as ações coletivas e o espírito de equipe, com repercussão direta na interação e ressocialização dos internos.

No total, 16 times, representados pelos reeducandos  dos pavilhões 1,3,4,5 e 6 do CDPM irão disputar o semanalmente as partidas de futsal,  cuja a final está prevista para acontecer em dezembro. As partidas ocorrem entre os pavilhões, o que aumenta a vontade dos jogadores em participar e levantar a taça de melhor time dentro da unidade.

Segundo o professor de educação física do CDPM, Alárick Rebouças, o mais importante prêmio é o retorno positivo e respeito mútuo que o torneiro consegue obter com os reeducandos após realização de cada atividade, como o fortalecimento do espírito de equipe, em que as regras do respeito e tolerância devem prevalecer.  

“Além fortalecer as ações coletivas, com repercussão direta na interação e ressocialização do interno, com o torneio alcançamos outros objetivos como a prevenção de doenças, controle de peso prazer e bem estar, que tem relação direta com a saúde física e mental dos custodiados“, ressalta o professor.

Torneio faz parte do programa de ressocialização dos presos por meio do esporte e será disputado nas unidades prisionais.

No Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj – fechado), na Unidade Prisional de Itacoatiara e no Instituto Antônio Trindade (Ipat), a fase é de seleção de jogadores e as competições devem começar até o final deste mês.

A Copa dos Campeões segue o cronograma de atividades esportivas traçada pela equipe da Umanizzare que irá promover também em paralelo ao torneiro, competições de  dominó, xadrez, dama e tênis.

Alunos do curso de musicalização do Complexo Prisional Anísio Jobim (COMPAJ) já estão ensaiando os repertórios para um concerto agendado para dezembro, quando terão a oportunidade de mostrar o que aprenderam para colegas, colaboradores e familiares.  

O curso faz parte do “Projeto Harmonizar” promovido pela Umanizzare Gestão Prisional, empresa que faz cogestão em seis unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e tem como objetivo propiciar aos alunos aprendizado musical e desenvolver suas potencialidades artísticas por meio dos instrumentos musicais e do canto coral.

Para o professor de música Miqueias Fernandes, as aulas vão continuar após os ensaios para as festas de fim de ano, inclusive com a abertura de novas turmas. Ainda segundo o professor, a educação musical permite ao ser humano buscar equilíbrio entre razão e a emoção, provocando reflexão. “As atividades nas aulas desenvolvem a linguagem musical e oral, habilidades rítmicas, visuais, motoras, físicas e psicológicas dos participantes”, explica o professor.

Internos se preparam ensaiando repertório para as apresentações musicais nas festas de fim de ano

A gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, enfatiza que o  “Projeto Harmonizar” foi criado exclusivamente para os reeducandos do sistema prisional do Amazonas e busca resgatar a autoestima e a dignidade humana, aproveitando o tempo ocioso dos apenados para cantar, fazer música e  ressocializar.

“A música exerce papel primordial na socialização, pois além de reforçar laços e vínculos afetivos, também estimula a memória e a criatividade dos apenados. Além disso, as aulas são uma ruptura com a rotina de reclusão que eles vivem, pois há a necessidade de se expor socialmente, trocar impressões, atuar em grupo”, diz a gerente.

UPP – Na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), 22 reeducandos participam do projeto com aulas de canto coral, flauta doce e de violão em grupo. As aulas são semanais, com apresentações internas a cada etapa concluída do curso.  

“Nos próximos dias estaremos formando mais uma classe e já iremos abrir vagas para outras turmas, acredito que até a primeira quinzena do mês de junho, o processo seletivo por voluntariado esteja concluído, para que o curso recomece”, finalizou o professor Miqueias.

Internos do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj-Fechado) e da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) estão participando de uma oficina de confecção de luminárias em barbantes e em PVC.

O curso profissionalizante é realizado pela Umanizzare Gestão Prisional Privada, empresa que faz cogestão em seis unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) por meio do Projeto Mãos Livres, que além de ofertar aos custodiados  uma atividade terapêutica, garante uma qualificação profissional.

Em Manaus, durante o curso que terá duração de uma semana,  os 13 internos participantes aprendem técnicas de produção de luminárias em PVC  que envolvem criatividade, coordenação motora, uso de matérias primas e decoração.

A terapeuta ocupacional do Compaj, Nelcineide Silva de Lira, diz  que um dos principais objetivos do projeto é tirar os presos da ociosidade, além de promover um momento de interação e conhecimento técnico, que servirá para um futuro promissor, fora da unidade prisional.

Com o projeto, além do conhecimento técnico os reeducandos têm direito também a remição de pena pelo trabalho, podendo reduzir o tempo de permanência na prisão.  “Outro adendo importante, é que as peças produzidas na unidade podem ser comercializadas pelos familiares lá fora, e o interno se sente ainda mais útil por poder contribuir com o sustento de sua linhagem”, comenta Nelcineide.

Na Unidade Prisional de Itacoatiara o curso de luminárias profissionalizou 17 reeducandos.  As aulas aconteceram entre os dias 10 e 24 de outubro. Três técnicas em luminárias foram ensinadas: barbante, em palito de picolé e com tampas de garrafa pet.

Os ensinamentos foram ministrados pela psicóloga Patrícia Mendes, que utilizou vídeos demonstrando o passo a passo para a produção de cada abajur, power point para mostrar diversos tipos de luminárias, o valor final do produto e como fazer a porcentagem para venda das peças.  

“Esse curso traz para os internos a aprendizagem de algo muito simples, com pouco material de investimento se transformando no auxílio do sustento de sua família, uma vez que esse tipo de luminária virou tendência em locais rústicos, tornando-se muito procurado”, enfatizou Patrícia.

Para o reeducando Jonas Siqueira de Oliveira o curso trouxe aprendizado e o contato com algo diferente. Ainda, segundo ele, o que aprendeu será passado, inclusive para os filhos.  Já o interno, Salmo Guedes, afirmou que o curso já está garantindo uma renda extra para a família dele, uma vez que nos dias de visita, há encomendas de peças dos parentes dos colegas de confinamento.  “Já penso em um futuro promissor, para quando sair daqui”, diz Salmo.

A Umanizzare Gestão Prisional, empresa que faz cogestão em seis unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) promoverá exames de Antígeno Prostático Específico (PSA), preventivos no Novembro Azul, para combater o câncer de próstata na população carcerária, além de ações de conscientização sobre a doença com atividades psicossocial, social e palestras jurídicas com o tema: “O direito à saúde”.

Os exames PSA serão realizados pelos médicos e enfermeiros da Umanizzare em homens acima de 45 anos. Os resultados devem ser entregues até a primeira quinzena de dezembro. As atividades dentro dos presídios incluem educação em saúde, discussão sobre estigmas relacionados aos exames de detecção do câncer de próstata e distribuição de material educativo e do laço azul símbolo da campanha.

De acordo com a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, serão realizados aproximadamente 200 exames de PSA  entre os custodiados do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM), Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj/ Fechado), Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT), Unidade Prisional do Puraquequara e na Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI).

“Durante todo o mês iremos reforçar a importância da campanha, ressaltando a preocupação da empresa em promover o bem-estar físico e social dos reeducandos. As ações serão promovidas também entre os funcionários e familiares, com o intuito de conscientizar a todos sobre a prevenção do câncer que mais acomete homens no país”, adiantou Sheryde.  

Kit higiene – Além de conscientização sobre a importância da prevenção deste câncer, haverá também a entrega de kits de higiene pessoal (sabonete, toalha, prestador de barba, creme e escova dental), distribuição de informativos e sorteio de brindes para os participantes.  O objetivo é mostrar aos reeducandos a necessidade de cuidados na saúde física e mental. “Queremos trabalhar as emoções, a autoestima dos internos, com olhar especial para os senhores com mais de 45 anos”, diz a psicóloga do CDPM, Flávia Bueno.

Novembro Azul – É o mês mundialmente dedicado à conscientização do câncer de próstata, a sexta doença mais comum entre todos os tipos de cânceres existentes, representando 10% do total de diagnósticos da enfermidade.  Entre os homens é o segundo mais comum, atrás apenas do câncer de pele.

Diante do acordo definido na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT-AM), na manhã desta terça-feira (30), os 1,4 mil agentes de socialização que atuam nas seis unidade prisionais do Amazonas, onde a Umanizzare Gestão Prisional faz a cogestão,  passarão a receber um vale alimentação de R$ 336 mensal e terão direito ao pagamento de dissídio de 3%, ainda no mês de dezembro.

De acordo com o diretor jurídico da Umanizzare, André Caires, o pagamento do dissídio de 3% aos agentes de socialização e o valor de R$ 36 a mais no vale alimentação dos colaboradores foi definido em acordo feito entre a empresa e os representantes do trabalhadores, na sede da Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região.

“Os trabalhadores já passam a recebem em dezembro o dissídio de 3%, junto com reajuste salarial, bem como o aumento de R$ 36 no vale alimentação, que passa de R$ 300 para um montante de R$ 336”, reafirmou o diretor jurídico da Umanizzare.

André Caires disse que o reajuste no vale alimentação é para todos os colaboradores das seis unidades prisionais na qual a Umanizzare faz a cogestão: Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj-fechado), Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM), Unidade Prisional de Puraquequara (UPP), Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) e Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI).

“Com relação ao retroativo dos funcionários, tendo em vista que a data-base da categoria é maio, vamos pagar o retroativo em parcela única, em março de 2019”, disse André Caires.

Segundo o diretor jurídico da Umanizzare, após o diálogo com o sindicato da categoria, se chegou a um acordo que trouxe benefícios para todos os trabalhadores. André Caires disse que a empresa sempre esteve disposta a negociar, apresentando propostas e dialogando com os representantes dos trabalhadores.

“O resultado de todo esse diálogo é o que levou a concretização do acordo, que irá beneficiar todos os 1,4 mil colaboradores que atuam nas unidades prisionais do Amazonas”, disse  

O diretor do Sindicato dos Empregados em Empresa de Asseio e Conservação do Estado do Amazonas (Seeaceam), Jones Souza de Castro, disse que após reunião com a empresa Umanizzare, na sede do MPT, ficou decidido o acordo coletivo de reajuste de 3% e retroativos em pagamento único.

“Esse acordo foi muito bom para a categoria, pois conseguimos uma estabilidade para os trabalhadores e através do diálogo com a empresa, evitamos qualquer indicativo de greve dos trabalhadores”, disse o sindicalista.

O representante da comissão dos trabalhadores, Antônio Edson Moreira da Costa, disse que os trabalhadores decidiram acatar o despacho do procurador do MPT-AM. “A empresa concordou com algumas coisas que estávamos pedindo, como o pagamento do retroativos de uma única vez, e por conta disso, resolvemos aceitar o acordo”, disse Edson Moreira.

Reeducandos e colaboradores da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) tiveram o sangue coletado para diversos tipos de exames. O procedimento é realizado mensalmente pela Umanizzare Gestão Prisional, que faz cogestão em seis unidades do Amazonas com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

A coleta foi realizada no setor de Enfermaria da UPI e será utilizada em 12 tipos de análises, entre elas: hemograma, colesterol, glicemia, ácido úrico, urina (EAS) e fezes (EPF).  A direção da UPI teve o apoio da Unidade Básica de Saúde III do município e do Laboratório Central (LACEN), que disponibilizaram o material para a coleta.

“Esses exames são complementares e muito importantes para auxiliar no controle da saúde dos internos. Desta vez conseguimos alcançar 60% da meta estabelecida”, informou a gerente técnica da UPI, Maria Domingas Printes, acrescentando que a coleta de sangue serve para identificar possíveis casos de anemia e infecções.

Para a enfermeira da Unidade, Graciane Fábio, a realização mensal de exames laboratoriais  com os reeducandos têm diversas finalidades, não somente para acompanhar e diagnosticar, como também para coletar dados epidemiológicos e fazer prevenção de diversas patologias.

  A entrega dos resultados deve acontecer até a primeira quinzena de novembro. O reeducando Felipe Dias fez questão de participar da ação. “Acho importante a coleta de sangue por que vou saber se estou saudável ou prevenir algo pior. O procedimento foi tranquilo, a equipe me passou muita segurança”, finalizou Felipe.