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Mais de 26 reeducandos da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) passaram por avaliação escrita do projeto Remição pela leitura, entre os dias 26 e 27 de junho.  A prova consistia em elaborar uma resenha crítica sobre a obra lida pelos internos.

As resenhas realizadas pelos internos serão avaliadas pelos acadêmicos do curso de direito da Universidade do Estado do Amazonas, que irão atribuir a nota, juntamente com o Juiz Saulo Góes Pinto.

O Projeto tem como proposta tornar mais brando o processo penal, assegurando o direito ao conhecimento, à educação e à cultura, proporcionados pela leitura e interpretação da obra. Além de buscar a potencialização dos valores humanos dos internos, a atividade é também uma forma de crescimento intelectual, gera a diminuição do sentimento de exclusão da sociedade e evita a ociosidade no ambiente penitenciário.

Além disso, o projeto visa diminuir a pena dos internos participantes através da leitura de obras, por isso as avaliações.

Segundo a psicóloga, Patrícia Mendes, os resultados a cada avaliação revelam melhora na interpretação dos textos e no comportamento de internos.  “A Remição pela leitura é de suma importância na vida e na reintegração com a sociedade, pois a leitura e os livros trazem a grande vontade de cada um em poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado”, fala.

A assistente social, Ana Maria Bezerra acrescentou que o Projeto tem grande valor pois incentiva os reeducandos a ler, aprender, levando –os a pensar em novos horizontes.

Dezesseis crianças participaram do Projeto Pequenino realizado na Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), nos dias 29 e 30 de junho. O projeto acontece por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional.

O objetivo do projeto Pequenino é ocupar o tempo das crianças que comparecem no dia da visita ao fim de semana aos reeducandos, utilizamos as atividades lúdicas para que elas tenham a oportunidade de aprender brincando, se distrair e amenizar as tensões geradas no ambiente carcerário.

A assistente social Ana Maria Bezerra e a psicóloga Patrícia Mendes Gonçalves acompanharam o reeducandos Lucas Andrade e Alder Albuquerque, que receberam orientações de como desenvolver as atividades lúdicas com as crianças.

De acordo com a assistente social Ana Maria Bezerra, foi disponibilizado livros infantis, lápis de cor, tintas guache, palitos de picolé e desenhos para colorir. “Os monitores (reeducandos), desenvolveram atividades lúdicas de entretenimento que dá prazer e diverte as crianças envolvidas, ou seja, atividades relacionadas com jogos, desenhos, leituras, contos e com o ato de brincar aprimoram conhecimentos, habilidades e a socialização com outras crianças”, disse a colaboradora.

Para o reeducando Alder Albuquerque, como monitor do projeto relata que além da remição de pena que o projeto o oferece, fica muito contente, uma vez que nem sempre recebe a visita de sua filha.

Para a assistente social Ana Maria Lima Bezerra, com o Projeto Pequenino podem organizar brincadeiras lúdicas através do colorir desenho como o instrumento utilizado para o desenvolvimento da criança. “É uma maneira de metodizar o brincar com o intelectual e socialmente as crianças podem interagir melhor umas com as outras”, disse.

As internas do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) estão participando do curso de customização de sandálias, por meio do “Projeto Mãos Livres”, promovido pela pela Umanizzare Gestão Prisional, empresa que faz cogestão em seis unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

 A finalidade do projeto  é promover oficinas de empreendedorismo para que as presas aprendam um ofício e possam assim, futuramente, fazer do artesanato fonte de emprego e renda.  

“As atividades são essenciais para despertar interesses profissionais nas pessoas que estão custodiadas e para tirar o tempo ocioso”, diz a gerente projetos Maria Domingas Printes – enfatizando também que o curso acontece diariamente, com uma carga horária de 80h. “No primeiro dia de curso elas já recebem informações técnicas de tingimento de pérolas, trama de flores, trama centopeia, trançado de contas, costura de trama e amarração de pedrarias”, concluiu Domingas.

 Pavilhão 2 –  Desta vez, participam da oficina 11 internas residentes do Pavilhão 2. A diretora adjunta da unidade, Elionei Passos, disse que com essas atividades promovidas na unidade são um estímulo para as reeducandas, pois além de oferecer um momento lúdico, com o curso as custodiadas ganham uma profissão, serão artesãs e com noções de empreendedorismo, se tornando mulheres aptas para manter seu sustento quando estiverem em liberdade.

Remição de Pena – O curso tem carga horária de 18 dias, com certificado após a conclusão. As participantes também passam a ter   direito a remição de pena pelo estudo como prevê a Lei de Execução Penal (LEP).

“Os cursos são ministrados para devolver a autoestima, muitas vezes perdida com a privação da liberdade, e serve para abrir as portas do empreendedorismo para essas mulheres. A autonomia econômica é essencial nesse processo de ressocialização e, com esses cursos, vamos identificando as vocações e prestando uma espécie de assessoria empresarial”, ressalta Domingas. 

Os internos já concluíram a instalação da fiação elétrica dos banheiros sociais do IPAT, bem como estão responsáveis pela reforma hidráulica das celas e  serviços gerais de limpeza, roçagem e de solda da unidade

Os serviços de reforma e manutenção no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), localizado no km 08 da BR-174 (Manaus-Boa Vista), estão sendo realizados por 25 reeducandos que integram o projeto de remição da pena pelo trabalho.

A atividade é promovida e supervisionada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), em conjunto com a Umanizzare Gestão Prisional, por meio do programa de ressocialização, “Trabalhando a Liberdade”

Entre as atividades exercidas, os internos estão realizando serviços de pedreiro, limpeza, corte de grama, solda, pintura predial, eletricista predial, entre outros.

Segundo a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde karoline, foi verificada a formação dos reeducandos e distribuídos os serviços de acordo com a especialização de trabalho. Ainda de acordo com ela, para participar do projeto, profissionais das áreas de serviço social, jurídico e psicologia fazem uma análise do perfil psicológico, comportamental, processual e social dos detentos para avaliar se estão aptos para o exercício do serviço.  

“Primeiramente, vimos a ficha dos internos, avaliando a formação de trabalho de cada um. Assim, quem já trabalhou como pedreiro pode exercer a função aqui dentro. Outros receberam qualificação profissional na da própria unidade, por meio de projetos como o do Núcleo de Aprendizagem Profissional (NAP) –  exemplo de pintura predial – e também trabalham na reforma, com o benefício de remir a pena”, explicou.

De janeiro a junho deste ano, os internos já realizaram diversas tarefas dentro da unidade prisional. Dois dos quatro pavilhões foram totalmente reformados, recebendo nova pintura na portaria externa, corredor central, muralha, quadra de esportes, enfermaria, parlatório e relatoria.

O diretor do Ipat, Erivan Miller, disse que 70% das portas dos pavilhões foram reformadas e outras instaladas nos banheiros do pavilhão B. “Aos poucos, o presídio vai ganhando uma nova aparência. Tudo está sendo pintado pelos próprios internos, desde as celas, as portas, o teto dos pavilhões, áreas de vivência, numerações das celas e outros”, afirmou.Remição de pena – Juntos, os 25 reeducandos do Ipat já conseguiram remir 448 dias de pena. A remição por meio do trabalho está prevista na Lei de Execução Penal (LEP), de nº 7.210, garantindo um dia de pena a menos a cada três dias de trabalho.

“Através da leitura, voltamos a sonhar. A ter auto-estima. A ter expectativa para um novo começo. Podemos fazer comparações de situações fictícias e histórias como a nossa. E assim, descobrir que todos nós estamos sujeitos ao erro e a queda. Mas, depende de cada um de nós decidir se vai se levantar ou permanecer no chão”. As palavras de Ivanildo Guimarães Souza demonstram a importância que a leitura pode desempenhar na vida de um apenado. 

Esta semana, aproximadamente 20 reeducandos (as) do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM), do Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF) e da   Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) – localizada a 269 km da capital amazonense, tiveram acesso às bibliotecas de cada unidade para escolherem os livros e assim começarem mais uma edição do Projeto Remição pela Leitura. 

O projeto é realizado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e da Umanizzare, empresa que faz cogestão em seis presídios do Amazonas. 

De acordo com a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, o preso terá o prazo de vinte e um a trinta dias para a leitura da obra, apresentando ao final do período resenha a respeito do assunto. 

“Uma comissão analisa os trabalhos produzidos, observando aspectos relacionados à compreensão e compatibilidade do texto com o livro trabalhado. Então o Juiz de Execução Penal competente decide sobre o aproveitamento da leitura realizada, contabilizando os dias de remição de pena para os que alcançarem os objetivos propostos”, explica Sheryde. 

As resenhas realizadas pelos reeducandos da UPI serão avaliadas pelos acadêmicos do curso de direito da Universidade do Estado do Amazonas, que vão atribuir a nota, juntamente com o Juiz Saulo Góes Pinto.

Escolha das obras:  A gerente de projetos, Maria Domingas Printes enfatiza que ao chegarem as bibliotecas o presos demonstram preferências em romances (44%) a livros religiosos (36%), passando por atualidades (34%) e cultura em geral (32%).

“Com os livros em mãos, os orientadores do projeto promovem rodas de leitura, que tem por objetivo a socialização e a instrução dos apenados, estudos literários e prática de expressão escrita, complementando o treinamento com leituras e debates”, acrescentou Domingas.

Remição pela Leitura – Recomendado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e previsto na Lei de Execução Penal (LEP), o Programa de Remição pela Leitura visa reduzir a pena dos internos utilizando obras literárias, prática que tem se mostrado uma extraordinária ferramenta também para a melhoria do convívio interno nos presídios. 

Nas unidades operacionalizadas pela Umanizzare existe um calendário regular de aplicação das avaliações escrita e oral, que contam com convidados de outras instituições para compor a banca avaliadora, juntamente com as equipes técnicas. Além de reduzir a pena, o projeto tem sido fundamental para a mudança de comportamento dos reeducandos.

A Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) localizada na Região Metropolitana de Manaus, realizou, nesta semana, a atividade de coleta de sangue para exames de diagnóstico e prevenção de doenças entre os reeducandos.

 A ação foi planejada por meio de um calendário de saúde realizado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e Umanizzare Gestão Prisional, empresa cogestora da unidade, com o apoio da Unidade Básica de Saúde José Resk, e o Laboratório Central (LACEN), que disponibilizaram o material para a coleta e análise.

Os exames de sangue acontecem mensalmente, ou sempre que necessário, conforme indicação dos profissionais de saúde da unidade. Desta vez foram realizados exames de Hemograma, Triglicérides, Colesterol, Ácido Úrico, Glicemia, VDRL, Urina (EAS) e Fezes (EPF). 

Segundo a Enfermeira Graciane Fábio, os exames de sangue são importantes para identificar possíveis desordens e outras patologias. “Por meio desse tipo de exame podemos descobrir doenças que na maioria das vezes são silenciosas, como diabetes, a hipertensão, o colesterol alto e até alguns tipos de câncer”, destacou a enfermeira.

Ainda segundo ela, a coleta não é somente para os internos doentes, e sim para diagnosticar cedo várias doenças e obter um tratamento rápido e eficaz. 

Após os testes laboratoriais, caso seja identificado algum tipo de doença, o interno terá o agendamento imediato com o médico. Os resultados dos exames devem ficar prontos em cinco dias.

“Saúde bucal” foi o tema de palestra na Penitenciária Feminina de Manaus (PFM) e do Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF), nesta quarta-feira (3).  Os cuidados com os dentes são primordiais para diminuir o risco de desenvolvimento de problemas bucais e dentários.  

A dentista da unidade do CDPF, Simone Negreiros, explicou que doenças da boca têm relação direta com o fumo, o consumo de álcool e a má alimentação. 

Ainda, segundo ela, o objetivo da ação foi levar conhecimento às reeducandas sobre as doenças mais frequentes que acometem a cavidade bucal como: cárie, aftas, halitose, gengivite que se não tratada evolui para periodontite e perda dos dentes. 

“Estudos comprovam que a saúde bucal tem bastante relação com a saúde geral, pois a boca interage com todas as estruturas do corpo. As más condições de higiene bucal podem causar doenças que podem levar a enfermidades sérias, principalmente doenças cardiovasculares e diabetes”, disse a dentista.

De acordo com a assistente social, Graciete Guedes, que também contribuiu para com a atividade, é necessário que as reeducandas entendam o significado da atividade proposta para que possam identificar qualquer anormalidade e assim procurar um cirurgião – dentista ou médico, para o tratamento de qualquer patologia bucal.

“Não só para tratar, na verdade queremos que elas saibam que possuem toda uma assistência de saúde aqui dentro em caráter curativo e preventivo. É muito importante ter dentes saudáveis para evitar problemas como cáries e ausência de dentes, que podem acarretar em baixa autoestima das internas”, ressaltou a assistente social.

A reeducanda Vera Marinho disse que a palestra foi muito produtiva “conhecemos algumas doenças da boca que não sabíamos, bem como da necessidade de adotarmos ações simples, mas fundamentais, como a importância do uso do fio dental para nossa higiene”, afirmou a interna.

As reeducandas do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) receberam orientações voltadas aos cuidados com a alimentação e prescrição nutricional específica para o tratamento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão.

A palestra aconteceu no dia 27 de junho, em um grupo operativo com cinco reeducandas, no espaço da Escola Estadual Giovanni Figluiolo.

Os atendimentos finalizaram um ciclo de palestras realizadas na unidade, que acontece por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional.

Durante a palestra, o enfermeiro da unidade, Anderson Viana Pompeu Campos, apresentou às reeducandas as formas de prevenção e tratamento das doenças por meio da alimentação.

A atividade ocorreu de forma satisfatória, segundo o enfermeiro “Esse esclarecimento é de suma importância para as portadoras de diabetes.” Após a palestra as reeducandas tiraram suas dúvidas.

As dinâmicas do Espaço Terapêutico na Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) reuniram os reeducandos com o objetivo de levar uma atividade de integração, com espaço para desinibir, divertir, refletir, aprender, apresentar e promover o conhecimento.

O espaço terapêutico, que acontece por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional, vem trazendo a oportunidade dos reeducandos utilizarem a dinâmica de grupo como ferramenta para a discussão e estabelecer tomadas de decisões dentro do grupo e no seu dia a dia.

Os encontros ocorreram na unidade prisional de Itacoatiara nos dias 14, 21 e 28 de junho onde foram desenvolvidas as técnicas de como confeccionar luminárias em barbante.

Participaram das atividades 14 reeducandos. Dentre os reeducandos que participaram do encontro estiveram: Breno Teixeira, Kesede Paulino, David Delfino, Lucas Andrade e Eucione Marinho do pavilhão “A”.

No dia 14 de junho os reeducandos tiveram acesso a vídeo onde demonstrava como era realizado o passo a passo da confecção de uma luminária, em seguida, cada um teve a oportunidade de confeccionar sua própria luminária.

O grupo operativo levou os questionamentos de que tudo é uma questão de perseverança, que seja qual for o projeto iniciado com dedicação, terá um resultado positivo.

A psicóloga Patrícia Mendes ressaltou que o espaço terapêutico vem alcançando seus objetivos, fazendo com que os reeducandos reflitam e tenham uma perspectiva de vida após o período de cárcere.

Dez reedundas do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) participaram nos dias 7, 21 e 28 de junho, de aulas de violão dentro do Projeto Harmonizar. O projeto acontece por meio de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional.

Nos cursos de canto coral e violão em grupo, foram desenvolvidas aulas teóricas e práticas com o tema “Conjunto de Notas Musicais”.

De acordo com o professor Miquéias da Silva Fernandes, nas aulas teóricas, as reeducandas conheceram que os sons formam as notas, que geram os acordes e produzem as composições musicais. O objetivo é mostrar o caminho percorrido pelo músico quando é feito a execução musical no violão, de modo que o conhecimento musical tem que estar muito bem consolidado na cabeça do músico para que o mesmo possa ter uma boa performance na hora de fazer uma apresentação.

Miquéias Fernandes disse que nas aulas práticas foram ensaiadas as combinações de notas e a composição dos acordes, onde as reeducandas pegaram o violão e começaram a tocar o instrumento, com o objetivo de extrair uma melhor sonorização ao executar uma peça musical no instrumento.

O professor disse que as reeducandas conseguiram executar os exercícios apresentados nas aulas, de modo que conseguiram tocar, musicas fáceis com notas simplificadas. Houve também o momento de cantar várias canções ao final de cada aula.