Tag

Slider

Browsing

As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no mundo. No Brasil, cerca de 300 mil pessoas sofrem infartos todos os anos, segundo o Ministério da Saúde, e em 30% dos casos a doença é fatal. Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 2040 as mortes por doenças cardiovasculares devem aumentar em 250%.

As estatísticas são um dos motivos para que a Umanizzare Gestão Prisional Privada, empresa que faz cogestão em seis unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), por  iniciativa do setor de Enfermaria das unidades, promovesse ações educativas em alusão ao Dia Mundial do Coração com intuito de incentivar a prática de atividades físicas e cuidados com a alimentação.

Na Unidade Prisional de Itacoatiara aproximadamente 60 internos dos Pavilhões A, B, Triagem e enfermaria participaram de atividades voltadas para lembrar a importância dos cuidados para um  coração saudável.

A enfermeira UPI,  Graciane Fábio, além de ministrar a palestra: Cuidando do Coração, criou dinâmicas  descontraídas para orientar os internos, “pedimos para que eles preenchessem balões, simbolizando o coração do participante,   em seguida realizamos perguntas como por exemplo: Quem não pratica nenhuma atividade física? Quem gosta de comer alimentos enlatadas em conservas? Quem tem a prática de fumar?. Cada vez que a resposta fosse sim para a pergunta, o próprio interno explodia o balão – coração”, explicou a Graciane.

A profissional destacou a importância da mudança de hábitos, salientando que o coração é fonte de energia para todo o corpo, e pediu a todos a manterem vigilância permanente sobre o corpo, ressaltando que pequenas e simples mudanças como participar das coletas de exames e dos exercícios realizados nos presídios, já ajudam a recarregar a bateria.

Após a dinâmica  foi aferida a pressão arterial dos reeducandos,  os valores que deram maior ou igual 140×90 foram orientados  para o mapeamento da Atenção Primária, para fins de diagnóstico.

Prevenção: É comum associar problemas do coração com tontura, falta de ar e fortes dores no peito, mas nem sempre há manifestação de sintomas. Algumas doenças chegam de forma silenciosa e, quando descobertas, podem estar em estágio avançado. Pessoas que apresentam histórico familiar de doenças cardiovasculares devem ficar mais atentas. Além disso, diabetes, hipertensão e colesterol elevado também são fatores que aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas. A prática de atividades físicas combinada com alimentação saudável é essencial para prevenir problemas futuros, além do acompanhamento médico regular.

A gerente técnica da UPI, Maria Domingas Printes, ressalta que o coração  em média realiza 120 mil batimentos por dia. Por isso, não tem como negar que ele precisa de cuidados,  “às doenças cardíacas atingem muitos brasileiros e, pior, na maioria dos casos elas poderiam ter sido evitadas. Temos que cuidar bem do nosso coração, pois com o tempo vamos obtendo hábitos ruins para a nossa saúde e consequentemente comprometendo esse e outros órgãos do nosso corpo”, disse Domingas.

Os reeducandos da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) participaram, nesta primeira semana do mês de outubro, de um momento de reflexão e conversa no “Espaço Terapêutico”. O espaço terapêutico é conduzido pela psicóloga Patrícia Mendes Gonçalves, e atualmente conta com a participação de 11 internos.

De acordo com a psicóloga, os reeducandos tiveram acompanhamento e participaram pela primeira vez do projeto de remição pela leitura. “O momento do espaço terapêutico serviu para esclarecer as dúvidas dos reeducandos e fornecer orientações sobre técnicas de oratória”, disse a psicóloga.

A psicóloga explicou que o Projeto Remição pela Leitura tem a importância de trabalhar as dificuldades da leitura, resumo e a oratória já que a grande maioria dos internos demonstra ansiedade e falta de habilidades de leitura com obras literárias.

De acordo com a assistente social da unidade, Ana Maria Bezerra, os reeducandos participaram ainda de uma dinâmica com balões, onde os internos sopraram algumas bexigas, que passaram a simbolizar a vida de cada um, em seguida foi realizado várias perguntas.

“Como por exemplo: Quantas estrelas tem no Céu? Quantos gramas de areia tem na praia? Quantos grãos de feijão existem dentro do pacote de 1 kg? Quem não acertou tinha que estourar seu balão. A intenção dessa dinâmica foi mostrar que temos dúvidas, dificuldades e sentimentos variados, porém se tirarmos a vida, esses problemas não serão resolvidos”, disse a assistente social.

Segundo a assistente social, o interessante da dinâmica, foi que o grupo não quis em hipótese alguma estourar o seu balão que simbolizava sua vida, demonstrando que o grupo não apresenta baixa estima e nem sentimentos depressivos graves.

Para o interno Alessandro Ferreira participar do espaço terapêutico traz a esperança de novas atividades quando sair do presídio. Já a psicóloga Patrícia Mendes, disse que o Espaço terapêutico traz para a responsabilidade dos internos a participação das ações que envolvem a família deles dentro da UPI.

Dia das Crianças

Patrícia Mendes disse que em um segundo momento, foi trabalhado a continuação da confecção de brinquedos para a ação do dia das crianças, que teve acompanhamento da assistente social Ana Maria Bezerra.

A Umanizzare Gestão Prisional Privada, empresa que faz cogestão em seis unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), deu início na sala do Núcleo de Aprendizado Profissional (NAP) do Centro de Detenção Provisória Masculino  (CDPM) e da Unidade Prisional de Puraquequara (UPP), ao curso de eletricista predial.

Localizada na zona Leste de Manaus, o presídio do Puraquequara é um dos exemplos de que vale a pena Investir na formação de mão de obra visando necessidades do mercado de trabalho.

O coordenador técnico regional da Umanizzare, Valter Sales, diz que o interno precisa de atividades que ofereçam um futuro de volta à sociedade. “Este curso de agora, por exemplo, quando anunciado, foi rapidamente preenchido e já estamos nos organizando para abrir vagas para uma segunda turma”, disse o gerente.

Ao todo 30 reeducandos, sendo 15 da UPP e 15 do CDPM estão recebendo a qualificação. O curso é ministrado pelo instrutor Jones Barreto da Silva, com carga horária de 160 horas – sendo quatro horas diárias. Em novembro os participantes que concluírem o curso, receberam certificados. Jones ressalta a importância do curso no contexto prisional: “ exploramos a capacidade dos reeducandos de se desenvolverem, porém é necessário entender as dificuldades e limitações de cada um para ensinar o ofício. É preciso incentivo, mostrando que o curso é uma ponte de entrada para as infinitas possibilidades que o custodiado tem e deve buscar”, disse o instrutor.

Já a psicóloga do CDPM, Flávia Bueno, ressalta também o conjunto de benefícios que o projeto traz para a vida dos internos. “O conhecimento em áreas específicas, a valorização da própria capacidade, a tranquilidade passada para a família por estar buscando meios de inserção no trabalho, pró-análises curriculares exigidas pelo mercado, e claro, a remição de pena, motivam os reeducandos para que persistam nos cursos”, diz a psicóloga.

Um dos participantes, o reeducando do CDPM Alex Batista, afirma que ter noção do funcionamento e das novidades do mercado de trabalho é um grande incentivo. “Além da remição de pena, o projeto nos motiva a aprender cada vez mais”. Alex conta, ainda, sobre o que mais gostou no curso. “As aulas práticas, devido à qualidade dos materiais e ferramentas disponíveis, são as mais interessantes. Gosto também da forma como a técnica é ensinada, misturando a teoria educacional com temas nas áreas de física, matemática”, declara.

Curso Pintura Predial – Na Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) o detentos participam do curso de pintura predial e a direção precisou aumentar a quantidade de vagas a pedido dos próprios reeducando, passando de 15 para 18.

O Curso que começou no dia 10 de setembro na unidade é ofertado em parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM – Itacoatiara) e também faz parte do Projeto do Núcleo de Aprendizado Profissional (NAP), terá duração de aproximadamente 2 meses, com carga horária de 160 horas. As aulas serão realizadas de segunda a sexta feira, com três horas diárias e dá ao preso os direitos de receber um certificado e remição de pena pelo estudo, após conclusão profissionalizante.

O instrutor, Luiz Carlos da Gama Marques, reitera que este projeto se torna cada vez mais atrativo entre os reeducandos. “Os cursos são muito bem aceitos, dado que eles conhecem a exigência do mercado, e sabem que são necessárias várias etapas de estudo e aulas práticas. Tudo que é disponibilizado ao interno, inclusive os materiais, incitam o interesse em aprender uma profissão e até de se tornar um empreendedor”, afirma o instrutor.

A gerente técnica da unidade, Maria Domingas Printes, diz que, um curso nesse porte torna-se atrativo aos reclusos de liberdade, por possuir uma carga horária extensa e qualificando-os para o mercado de trabalho.

NAP – Idealizado pela Umanizzare Gestão Prisional, o Núcleo de Aprendizado Profissional (NAP) cria um espaço adequado para a realização de cursos profissionalizantes, treinamentos, capacitações, palestras, entre outros, para os reeducandos. Uma atmosfera acolhedora, estruturada e organizada é criada para favorecer o processo de motivação, permanência e aprendizagem, sempre com foco na ressocialização, inserção e/ou reinserção dos reeducandos no mercado de trabalho.

Em alusão ao “Setembro Amarelo”, os reeducandos da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) recebem palestra sobre o mês mundial de prevenção do suicídio. O Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015.

A palestra irá ocorrer nas galerias da unidade prisional, o setor de psicologia será o responsável pelo momento de prevenção ao suicídio, sendo coordenado pelas psicólogas Alessandra Cabral e Jessyka Freire.

De acordo com a psicóloga Alessandra Cabral, o Setembro Amarelo é uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

A psicóloga explicou que tratar da prevenção do suicídio já foi um tabu muito maior e ainda enfrenta grandes dificuldades na identificação de sinais, oferta e busca por ajuda, justamente pelos preconceitos e falta de informação.

“A melhor maneira para prevenir esse tipo de acontecimento é conversar com as pessoas de forma acolhedora, sem críticas, ajudando a pessoa a passar por aquele momento de pressão interna, quando o corpo está para transbordar”, disse a psicóloga.

Conforme a psicóloga, o movimento Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção do suicídio, iniciado em 2015, tem o objetivo de sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão, evitando a elevação dos casos.

Em comemoração ao “Dia da Bíblia”, reeducandos da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) recebem 1.250 mil bíblias, doadas pela Associação Gideões Internacionais. A data comemorativa é excepcionalmente religiosa e consiste em estimular uma reflexão para que possam estudar mais constantemente a “Palavra de Deus” presente na Bíblia.

De acordo com a psicóloga Alessandra Cabral, a Bíblia é como um “guia” de ensinamentos que orientam o modo de vida a ser seguido pelos seus fiéis, além de apresentar crônicas, parábolas e previsões feitas por profetas sobre o Apocalipse.

“Os reeducandos recebem as bíblias de braços abertos, e buscam ter conhecimento sobre as escrituras bíblicas. É um momento em que acontece uma análise de pensamentos internos, do que foi feito e o que poderá ser melhorado, após o período de cárcere”, disse a psicóloga.

Sobre a associação

Os Gideões distribuem atualmente mais de 80 milhões de Escrituras anualmente, e os números estão crescendo, especialmente em lugares como Brasil, Índia e Ásia.

Através dos esforços de mais de 300 mil membros em 200 países, territórios, os Gideões compartilham mais de duas Escrituras a cada segundo, em mais de 90 idiomas.

As aulas para o Curso de Teologia já começaram no Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM). Cerca de 20 reeducandos que já representam alguma congregação ou desenvolvem atividades de diferentes práticas religiosas no sistema prisional serão capacitados para melhor atuarem no ministério pastoral, estudo e ensino bíblico e no incentivo do conhecimento teológico em diversos contextos sociais.

Promovido pela Umanizzare Gestão Prisional Privada em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e Centro de Estudos Teológicos Brasileiro (CETEO), as aulas terão duração de duas semanas e fazem parte do planejamento estratégico de atividades ressocializadoras a serem oferecidas no sistema prisional em 2018.  Este é o segundo curso em Teologia ministrado na unidade este ano.

Conforme o professor Fydel Santiago, ao final do curso os alunos formados e certificados estarão preparados para atuar como líderes, conferencistas, obreiros, professores da escola dominical, presidentes de ministérios, membros da diretoria em convenções e, ainda, estejam plenamente habilitados para atuar nas áreas de administração eclesiástica, evangelismo e aconselhamento pastoral.

“O aluno precisa estar disposto a fazer interpretações profundas de textos sagrados, depois ele é preparado para dar aulas de religião e disciplinas ligadas à educação, se transformando em um multiplicador, em um agente promotor do evangelho”, explica o professor.  

Segundo a psicóloga do CDPM, Flávia Bueno, dentro das unidades prisionais os reeducandos têm ligação respeitosa com a religião. Por isso, a maioria deles demonstra atitude pacífica e acabam participando das atividades religiosas. O presídio é aberto a todas as religiões.

Remição – Outro benefício que o curso oferecerá é a possibilidade de remição de pena. “A remição da pena se dá meio do trabalho ou do estudo do condenado. Assim, pelo desempenho da atividade laborativa ou do estudo, o preso resgata parte da pena que lhe foi imposta, diminuindo seu tempo de duração na unidade prisional”, explica a psicóloga.

Cursos: Nos próximos dias também começam dentro da unidade os cursos de Eletricista Predial e de Barbeiros. A capacitação, segundo os colaboradores da Umanizzare, vem alcançando seus objetivos de atender a comunidade carcerária em suas necessidades, elevando a autoestima dos internos por meio dos projetos ofertados e criando perspectivas profissionais de trabalho.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgados recentemente aponta que, a cada 35 minutos, uma pessoa se mata no Brasil.  A estatística coloca o País em 8º lugar no ranking global, com quase 12 mil mortes por ano.

O assunto que já foi um tabu muito maior, ainda enfrenta grandes dificuldades na identificação de sinais, oferta e busca por ajuda, justamente pelos preconceitos e falta de informação.  Com o objetivo de orientar e prevenir situações de suicídio, a Umanizzare Gestão Prisional Privada, empresa que faz cogestão em seis unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) irá realizar uma série de ações sobre valorização pela vida nos presídios que atua no Amazonas.

No Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) as atividades começam na segunda-feira (24) e se estendem durante toda a semana para as mais de 80 internas participantes divididas entre os pavilhões 1, 2 e 3. As ações irão  envolver psicólogos e assistentes sociais – filmes por meio do projeto Cine Cultura e palestras sobre depressão, família e valor a vida, estão no calendário de atividades a serem promovidas.

De acordo com a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, e o psicólogo Igor Felipe, o Setembro Amarelo é importante por reforçar o amor próprio entre as internas. Ainda segundo os profissionais, o sofrimento, o arrependimento, a própria situação de cárcere, o abandono familiar são fatores que influenciam para o surgimento de pensamentos suicidas e até atentados contra a própria vida no ambiente prisional.

“Por esses motivos, o trabalho será focado também em ouvi-las, dar a oportunidade para que falassem sobre o problema”, pontua Sheryde.

UPI – Na Unidade Prisional de Itacoatiara as atividades voltadas para o Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção do suicídio, aproximadamente 80 internos dos pavilhões A, B, Triagem e enfermaria participaram das atividades como o tema foi: “Falar é a melhor solução”.

A psicóloga Patrícia Mendes, a enfermeira Graciane Fábio e o técnico de enfermagem Hamilton de Matos pontuaram sobre alguns sintomas que podem identificar os casos, como ajudar, e a importância dos colegas ficarem atentos aos comportamentos dos demais.

A gerente técnica da unidade, Maria Domingas Printes, também deixou sua palavra de conforto e de combate ao suicídio, ressaltando a importância do amor próprio. “As pessoas não podem desistir de viver, de amar, de seus sonhos, porque a dor é passageira”, reforçou Domingas.

 

Vinte reeducandas do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), que participaram das oficinas de Colorimetria do projeto “Lisbela”, e customização de sandálias pelo projeto Mãos Livres, receberam nesta quinta –feira  os certificados de conclusão dos cursos.

Segundo Sheryde Karoline, gerente técnica da Umanizzare, os cursos possuem status profissionalizante e irão proporcionar às alunas aprendizagens para que, após o cumprimento da pena, aconteça a abertura do próprio negócio. “Com o certificado, elas possuem têm uma grande oportunidade de emprego e geração de renda, sem precisar pedir nada de ninguém, diminuindo as chances de reincidência”, disse a gerente técnica.

Para as instrutoras dos projetos Marines Costa, responsável pelas aulas do projeto Lisbela, e Francimeire Araujo, pelo Projeto Mãos Livres, os cursos vêm alcançado seus objetivos de atender a comunidade carcerária feminina em suas necessidades, elevando a autoestima das internas e criando perspectivas profissionais de trabalho. Ainda segundo elas, é possível perceber a vontade de aprender e de mudar por parte das reeducandas, o stress e ansiedade também diminuem consideravelmente.

“Elas se concentram no que estão aprendendo e ressaltam as intenções de se tornarem donas do próprio negócio.  É muito gratificante participar de todo esse processo de transformação, de crescimento”, disse Marines.

As aulas práticas aconteceram uma vez por semana, durante três meses. E as internas aprenderam durante o curso de customização de sandálias por exemplo: técnicas de tingimento de pérolas, trama de flores, trama centopeia, trançado de contas, costura de trama e amarração de pedrarias.

“Estes projetos possuem a finalidade de promover um momento de empreendedorismo na forma de ressocialização, para que as presas aprendam uma ferramenta para geração de emprego e renda, que possa ser utilizada após a saída da unidade prisional”, enfatizou Francimeire.

 

 

 

 

 

 

O estímulo a cursos profissionalizantes e noções de empreendedorismo estão sendo intensificados dentro das unidades prisionais, administradas Umanizzare Gestão Prisional, empresa que faz cogestão em seis unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Remição de Pena – Os cursos são ministrados para devolver a autoestima, muitas vezes perdida com a privação da liberdade, ajudar a redução da pena pelo trabalho, como prevê a Lei de Execução Penal (LEP), e serve para abrir as portas do empreendedorismo para essas mulheres.

Com o objetivo principal de oferecer subsídios técnicos para a promoção de eventos ou festas como alternativa para busca de geração de emprego e renda após o cárcere, reeducandas do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) aprendem tudo sobre produção e elaboração de eventos, em curso de capacitação.

De acordo com a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, o curso de elaboração de eventos se relaciona à capacidade de lidar com diversas pessoas, equipes e tarefas ao mesmo tempo, e ajuda os reeducandos a buscar uma alternativa depois que deixarem a unidade prisional.

“Um total de oito alunas participam da atividade, que acontece na unidade, no horário da manhã”, disse a gerente.

Sheryde informa que a importância da atividade é poder promover um momento em que as internas ganham a possibilidade em trabalhar a criatividade e liderança.

“O curso é basicamente trabalhar com organização de diversas festas, como festa infantil, cerimonial, procurar fornecedores, lidar com as normas e protocolos de cada tipo de evento”, disse a gerente técnica.

Segundo Sheryde, após o curso, a reeducanda estará apta a planejar e realizar todas as etapas do processo de organização de um evento, em todos os aspectos.

No Amazonas, 546 reeducandos participam do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), nos dias 18 e 19 de setembro, terça e quarta-feira. O exame, que acontece uma vez por ano, é aplicado pelo Ministério da Educação (MEC) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e sua certificação é garantida pelo Governo Federal.

De acordo com o técnico em educação da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Arildo Alves, os exames Nacionais Encceja e o Enem para as Pessoas Privadas de Liberdade (PPL) é realizado em todo o Brasil, fornecendo aos aprovados a certificação para o ensino fundamental e médio.

Desde 2009, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) era utilizado para conceder os diplomas, mas deixou de ter esta função em 2017. O participante deve atingir, no mínimo, 100 pontos em cada uma das áreas de conhecimento do Encceja. Na redação, a nota é de 0 a 10 – e a média necessária para aprovação é 5.

Segundo o técnico em educação, os benefícios da aplicação do exame para os reeducandos são imensuráveis. “Com a certificação, os reeducandos ganham cidadania e comprovação para o mercados de trabalho. Os estudantes têm, ainda, o benefício da remição da pena pelo estudo, como prevê os Artigos 126 a 129 da Lei de Execução Penal (LEP) nº 7.210/1984 , C/C Lei 12.433/2011 e o Decreto Presidencial nº 7.626/2011”, disse Arildo Alves.

Conforme o técnico em educação, os Exames Nacionais (Encceja e Enem) são os provões para a União avaliar como vai a educação no Brasil (MEC/INEP), visando avaliar melhor as verbas enviadas para Educação via o Salário – Educação de 3% sobre as folhas de pagamentos dos trabalhadores (encargo social), via guia do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)”, disse o técnico em educação.

Inscritos

Nos presídios da Capital são 413 inscritos para realizarem a prova. No interior, os inscritos chegam a 133.  No regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj-fechado) são 88 inscritos, no Instituto Penal Antônio Trindade – (IPAT) são 83 inscritos, na Unidade Prisional de Puraquequara (UPP) são 81, no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) são 61, no CDPM II são 24 inscritos. Da enfermaria psiquiátrica são 10 inscritos.

 

No interior

Coari, município distante 363 km de Manaus, registrou a inscrição de homens (18) e mulheres (3).  Humaitá, distante 590 km de Manaus, registrou homens (17) e mulheres (2). Itacoatiara, 176 quilômetros da Capital, registrou apenas a inscrição de 21 homens. O município de Maués, 276 quilômetros de distância de Manaus, registrou inscrição de homens (15) e mulheres (3).

O município de Parintins, 369 quilômetros de Manaus, registrou a inscrição de homens (19)  e mulheres (2), Tabatinga, município distante a 1.108 quilômetros de Manaus, registrou a inscrição de 21 homens e Tefé, distante 523 quilômetros de Manaus, registrou a inscrição de 12 homens.

A diretora do Inep, Eunice Santos, responsável pela Diretoria de Gestão e Planejamento do Inep destacou a importância da realização da prova dentro das unidades prisionais. “O Encceja para pessoas privadas de liberdade ou em cumprimento de medidas socioeducativas é uma forma de reintegração social por meio da educação. O exame é uma oportunidade para quem não concluiu o ensino fundamental ou médio em idade apropriada ou por impossibilidade de continuidade nos estudos, em decorrência da privação de liberdade”, disse a diretora do Inep.

Outras edições

Este ano foram  546 inscritos, em 2017 foram 253 (212 homens) e (41 mulheres), em 2014 o Exame Nacional teve a inscrição de 251 (220 homens) e (31 mulheres) e em 2013, foram 242 (219 homens) e ( 23 mulheres) inscritos para fazer a prova de certificação.