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As internas do Centro de Detenção Provisória Feminino estão aprendendo técnicas profissionalizantes de coloração capilar e customização de sandálias. Os cursos terão duração de um mês, para aproximadamente 25 internas, e são promovidos pela Umanizzare, cogestora da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) em seis unidades do sistema penal.  

A qualificação profissional na área de estética e imagem pessoal é o de colorimetria, que é o estudo científico das cores.  Com as aulas, as internas ficarão aptas para trabalhar com coloração, encontrando os melhores tons para os cabelos, combinando com a cor da pele. O curso ensina, ainda, técnicas de matiz, saturação e intensidade para serem aplicadas de acordo com as características de cada pessoa.

Com carga de 60 horas, o curso foi desenvolvido para atender as internas que já se especializaram em corte e escova, também por meio do projeto Lisbela.

De acordo com a professora, Marinez Costa, os cursos na unidade prisional têm ajudado na recuperação da autoestima das reeducandas. Ainda segundo ela, o mais importante é a profissionalização das internas para o mercado de trabalho, após o cumprimento da pena.

“Procuramos trazer para elas cursos que estão em alta no mercado da beleza brasileiro. A coloração tem grande potencial de crescimento e demanda novos produtos e serviços, mãos de obra qualificadas, que é o que pretendemos mostrar por meio de um olhar futurista e de empreendedorismo”, diz Marinez.

 

“Mãos Livres” – O curso de customização de sandálias também visa o empreendedorismo. As aulas são ministradas pela colaboradora da Umanizzare, Francimeire Araújo, e ensinam técnicas de tingimento de pérolas, trama de flores, trama centopeia, trançado de contas, costura de trama, amarração de pedrarias, entre outros.

De acordo com Francimeira, os cursos possuem um papel fundamental na rotina das internas, que podem transformar o tempo ocioso dentro da unidade em novos aprendizados.

 

 

Reeducandos do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), apreenderam nesta quinta-feira (16), tudo sobre musicalidade, dentro do Projeto Harmonizar. O projeto é desenvolvido pela cogestora em seis unidades prisionais do Amazonas, a Umanizzare Gestão Prisional.

De acordo com o professor de música, Miqueias Fernandes, o projeto de música dentro nas unidades prisionais tem o objetivo de estimular a memória, a concentração e a criatividade dos reeducandos por meio de uma linguagem artístico-musical.

“Os reeducandos recebem instrumentos como violão e microfones para as aulas de canto. Este ano, temos um desafio ainda maior, porque serão os reeducandos que irão escolher o ritmo que querem aprender. Músicas evangélicas e religiosas ou MPB são algumas opções disponíveis”, explica o professor

De acordo com a psicóloga da unidade, Flávia Bueno, a música exerce papel primordial na socialização, pois além de reforçar laços e vínculos afetivos, também estimula a memória e a criatividade dos apenados.

“As aulas são uma ruptura com a rotina de reclusão que eles vivem, pois há a necessidade de se expor socialmente, trocar impressões, atuar em grupo. Além de aprenderem a tocar instrumentos e a usarem a própria voz como meio de expressão, os reeducandos conhecem os diversos ritmos musicais de diferentes épocas”, disse a psicóloga.

Cronograma de aulas

A Umanizzare elaborou um calendário para que o “Projeto Harmonizar” contemple todas as unidades. Atualmente, 17 internos da Enfermaria Psiquiátrica do anexo do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM) serão os primeiros contemplados.  As aulas serão de canto no ritmo de bolero e começam já na segunda-feira. A responsável pelo projeto é a psicóloga do CDPM, Flávia Bueno e o professor Miquéias Fernandes.

 

A celebração da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) e do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM) ocorreu entre os dias 11 e 16 de agosto, com uma série de atividades em comemoração ao Dia dos Pais, comemorado no segundo domingo do mês.

O cronograma de celebração foi realizado pela Umanizzare, cogestora da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) nas unidades prisionais, para reforçar os laços afetivos entre pais e filhos.

“O pai, além de símbolo de amor incondicional, é uma referência para seus descendentes. No encontro, os reeducandos terão a oportunidade de falar, de compartilhar o sentimento paterno que há dentro deles”, disse a gerente técnica da UPI, Maria Domingas Printes.

Os internos foram acompanhados pelos professores da SEMED e SEDUC na elaboração de poesias para serem premiadas e recitadas por eles aos seus pais. No “Espaço Pequenino”, as crianças puderam fazer desenhos com tinta guache e entregar aos pais junto com o certificado demonstrando seu amor e carinho. Além disso, houve bingo e a distribuição de lembrancinhas confeccionadas pelos próprios internos aos seus familiares, além de um lanche com música.

Para o reeducando, Alan Souza Gonçalves, o melhor da ação foi poder demonstrar através da escrita uma poesia em dedicação ao dia dos pais. Seus versos emocionaram a todos e lhe garantiu o 1º lugar no concurso de poesia, com o tema: “Pai,sou grato”.

Pai, por você sou grato

Isso tudo me leva ao fato

De caminhar sem olhar para trás

Deixou em mim sua imagem

Imagem de um homem trabalhador

Que sempre quis que eu fosse doutor

Mas para isso tudo não dei valor

Como palavras repetidas

De um homem amigo, pacífico

Um homem trabalhador

Que leva a vida com fé e esperança

Me ensinou tudo

Desde criança é minha inspiração

Ele me ensinou a ser capaz

Eu tenho muito orgulho de lhe chamar de PAI.

 

Presas do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), participaram nesta quarta-feira (8), de uma rodada de conversa no projeto “Cine Cultura”. O projeto é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a cogestora das unidades prisionais no Amazonas, Umanizzare Gestão Prisional Privada.

De acordo com a assistente social da unidade, Mariana Marques, após assistir os filmes, as reeducandas passam por um momento de interação, em uma roda de conversa, como processo de orientação para o retorno à sociedade.

“Outra finalidade do projeto é quebrar a monotonia do dia a dia e proporcionar uma reflexão entre os reeducandos após cada exibição”, disse a assistente social.

Mariana Marques disse que, com as sessões de cinema, pode se perceber que as reeducandas refletem sobre o tema e o desejo de outra vida após o cumprimento da pena. Segundo a assistente social, com o projeto Cine Cultura, se conseguiu diminuir significativamente ocorrências truculentas dentro dos presídios.

“Todos os filmes selecionados têm situações que, de uma forma ou de outra, podem ser usadas para trabalhar mudanças de atitudes e de comportamento que venham a beneficiar as relações interpessoais, bem como despertar em cada reeducanda, motivações que possam cultivar mudanças em sua vida”, disse a assistente social.

Reeducandos do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj Fechado), deram continuidade nesta segunda-feira (13), ao processo semanal de confecção de luminárias em PVC, no “Projeto Mãos Livres”. O projeto está inserido na política de qualificação profissional da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), realizado em parceria com a Umanizzare Gestão Prisional, nas prisões do Estado.

De acordo com a terapeuta ocupacional do Compaj, Nelcineide Silva de Lira, o Projeto Mãos Livres está focado na ressocialização e as oficinas têm cumprido vários papéis nas unidades, desde a mudança de comportamento dos internos, até no interesse em participar das atividades.

“Com o projeto, os reeducandos garantem uma renda extra no final de cada mês e passam a receber qualificação profissional na confecção das luminárias”, disse a terapeuta ocupacional.

 

Nelcineide ainda explicou que, no curso de confecção de luminárias, é ensinado as técnicas que envolvem a criatividade, a coordenação motora, além do uso de matérias primas e decoração para a confecção dos objetos em PVC.

A terapeuta afirmou que o objetivo do projeto é tirar os presos da ociosidade, promover um momento de conhecimento técnico, que servirá em um futuro fora da unidade prisional. Necilneide explicou que os participantes também ganham remição de pena pelo trabalho, podendo reduzir o tempo de permanência na prisão.

“Os reeducandos podem comercializar os artigos de luminárias para obter uma renda para o sustento da família”, disse a colaboradora.  

Reeducandas da Penitenciária Feminina de Manaus (PFM) assistiram nesta terça-feira (14), o filme “Tempos Modernos”, dentro do “Projeto Cine Cultura”. O projeto é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a cogestora das unidades prisionais no Amazonas, Umanizzare Gestão Prisional Privada.

De acordo com a assistente social da Unidade, Jaqueline Lima, além de promover um momento de interação entre as reeducandas, outra finalidade do projeto é quebrar a monotonia do dia a dia e proporcionar uma reflexão entre os reeducandos após cada exibição.

“Após assistir os filmes, as reeducandas passam por um momento de interação, em uma roda de conversa, como processo de orientação para o retorno à sociedade”, disse a assistente social.

Jaqueline Lima disse que, com as sessões de cinema, pode se perceber que as reeducandas refletem sobre o tema e o desejo de outra vida após o cumprimento da pena. Segundo a assistente social, com o projeto Cine Cultura, se conseguiu diminuir significativamente ocorrências truculentas dentro dos presídios.

Filme

O filme “Tempos Modernos” mostra a vida de operários com a revolução industrial, em que houve a passagem da produção artesanal, para a produção em série. Os operários se submetiam a uma forma de produção em que não era mais de acordo com suas condições físicas e psicológicas, mas sim uma forma de produção que visavam maior lucro independente das condições de seus trabalhadores.

Chaplin vivia o personagem Carlitos, em que era trabalhador em uma grande indústria, fazia em seu trabalho sempre a mesma coisa, diferente dos dias de hoje em que o mercado de trabalho quer profissionais polivalentes, mesmo realizando sempre a mesma atividade, pois é exigido que esse profissional conheça o produto final e outras diversas atividades dentro da indústria.

Aproximadamente 15 reeducandas do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) participarão da capacitação que começa na segunda quinzena de agosto. A meta é a ressocialização utilizando o empreendedorismo como ferramenta de trabalho para a geração de renda após o cumprimento da pena.  

A qualificação profissional é desenvolvida por meio de parceria entre a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a cogestora das unidades prisionais no Amazonas, a Umanizzare Gestão Prisional.

As aulas serão realizadas no período de um mês, ministrada pela colaboradora da Umanizzare, Francimeire Araújo. As alunas do curso terão aulas práticas de técnicas de tingimento de pérolas, trama de flores, trama centopeia, trançado de contas, costura de trama, amarração de pedrarias, entre outros.

De acordo com a assistente social do CDPF, Mariana Marques, os cursos possuem um papel fundamental na rotina das internas, que podem transformar o tempo ocioso dentro da unidade em novos aprendizados.

“O estímulo a cursos profissionalizantes e noções de empreendedorismo estão sendo intensificados. As atividades são essenciais para despertar interesses profissionais nas pessoas que estão custodiadas e para tirar o tempo ocioso”, diz a assistente.

 

Remição de Pena – Os cursos são ministrados para devolver a autoestima muitas vezes perdida com a privação da liberdade, ajudar também na redução da pena pelo trabalho, como prevê a Lei de Execução Penal (LEP), e serve para abrir as portas do empreendedorismo para essas mulheres.

“A autonomia econômica é essencial nesse processo de ressocialização e, com esse curso, vamos identificando as vocações e prestando uma espécie de assessoria empresarial”, explica a coordenadora técnica da Umanizzare, Sharyde Karoline.

Dando continuidade à semana do Reeeducando, promovida pela Umanizzare Gestão Prisional, o Centro de Detenção Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF) estará promovendo entre os dias 8 e 10 de agosto, uma séria de atividades lúdicas, esportivas e de beleza para as mais de 100 mulheres que cumprem pena na unidade.

Para a manhã desta quarta-feira, as atividades estão voltadas para a estética feminina. Mais de 20 internas, que já receberam qualificação profissional este ano por meio do Projeto Lisbela com o auxílio das colaboradoras  Marinez Costa e a Karla Alexandra, prometem uma verdadeira transformação junto nas reeducandas, deixando-as ainda mais bonitas e com a autoestima elevada. A atividade é aberta e para todas que desejarem participar.

 

 

 

 

 

 

Na sequência, as reeducandas terão a oportunidade de conversar com a equipe de psicólogos e psiquiatras após participarem da apresentação: Saúde Mental E Consequências Da Automedicação.

Na quinta-feira (9), terá início ao torneio de vôlei, um dos esportes preferidos das internas nas quadras do pavilhão. Simultaneamente as atividades esportivas, as equipes técnicas multidisciplinares da enfermaria e odontologia estarão ministrando palestras sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST), realizando testes de Hiv, Sifilis e Hepatite B. Também será aplicado flúor e enfatizado as técnicas corretas para uma boa escovação.

Fechando as atividades da “Semana do Reeducando” no CDPF

O setor jurídico da Unidade irá realizar a palestra: Prisão Domiciliar. Na oportunidade os advogados irão enfatizar a Lei de Execução Penal, em seu artigo 117, estipula os direitos do condenado judicialmente de cumprir a pena em prisão domiciliar.

A tarde de sexta-feira promete emocionar as  internas com a apresentação das reeducandas cantando e tocando em uma  grande confraternização, como parte do “Projeto Harmonizar”.

 

 

 

 

 

 

 

 

Considerado um dos mais importantes eventos promovidos no Sistema Prisional, a “Semana do Reeducando”, realizada anualmente na segunda semana do mês de agosto, tem por objetivo promover junto à população carcerária, o diálogo, a reflexão e a conscientização sobre temas que envolvem todo o processo de ressocialização, por meio da intensificação e ampliação de atividades educativas, terapêuticas, esportivas, religiosas e de promoção à saúde.

O planejamento, a elaboração da programação e execução das atividades são realizadas pela equipe técnica da Umanizzare, empresa cogestora do sistema prisional, em parceria com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

 

 

 

 

 

Na programação das as atividades destaque para palestras, debates, mesas redondas e apresentação de filmes educativos promovidas pelos setores de Psicologia e Jurídico com a participação de reeducandos e familiares. O Serviço Social coordenará as atividades de corte de cabelos e barbearia e os professores de Educação Física promoverão torneios de futsal, tênis de mesa e dominó.

Na área de saúde haverá palestra sobre prevenção e tratamento das DST’s, além da realização de testes rápidos para HIV, SÍFILIS, HCV e HEPATITE B. O Setor de Psiquiatria realizará palestra sobre “Saúde Mental” para os reeducandos usuários do serviço. Os participantes do “Projeto Harmonizar” farão uma apresentação musical sob a coordenação do professor de música do projeto. Quanto às atividades religiosas, serão realizados pelas Igrejas que evangelizam no Sistema Prisional, cultos ecumênicos, batizados católicos e evangélicos.

 

 

De acordo com a gerente técnica corporativa da Umanizzare, Sheryde Karoline, o objetivo da “Semana do Reeducando” é incentivar a mudança de comportamento e promover a ressocialização e a reintegração entre reeducandos e familiares, por meio do conhecimento, da tomada de consciências e da adoção atitudes positivas. Ainda segundo ela, é importante que a sociedade civil conheça o trabalho realizado no sistema prisional e seus objetivos, para que os preconceitos sejam extintos.

A Semana do Reeducando na Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) começou com uma palestra sobre a importância do evento, ministrada pela assistente social da equipe técnica da Umanizzare Gestão Prisional, Ana Maria Bezerra, e continuará com uma série de atividades esportivas e de entretenimento em todos os pavilhões, com premiação para os primeiros colocados. Na programação, realizada na quadra dos pavilhões, estão:  torneio de futsal, tênis de mesa, dama e dominó.

 

 

 

 

 

 

Cerca de 100 internos, divididos entre os pavilhões A e B, participam das atividades que servem como um momento de reflexão entre eles, de acordo com o serviço social da unidade. Os apenados participam, ainda, de um concurso de um concurso de redação e poesia. Os textos e versos foram produzidos durante atividades anteriores.

No dia 22 próximo, os internos poderão receber os familiares para participarem juntos do culto religioso da Igreja Pentecostal Do Movimento Missionário Mundial. Padres e Pastores estarão presentes no evento, realizando batismo. Além disso, o serviço social da UPI estará com programação especial para as crianças presentes, através do projeto “O Pequenino”.

Finalizando a Semana do Reeducando em Itacoatiara, no dia 23 serão entregues as premiações aos vencedores de cada torneio realizado e os portões serão novamente abertos para os familiares dos internos para uma grande confraternização.

“Queremos que esta semana seja de muito sucesso, que seja alcançado o principal objetivo proposto, que é o de promover a ressocialização dos internos”, disse a gerente técnica da UPI Maria Domingas Printes.