Notícias

Projeto “O Pequenino” é modelo a ser seguido, diz poder Judiciário

Compartilhe no Google+ Compartilhe no Pinterest Compartilhe no LinkedIn Compartilhe no Tumblr

Projeto disponibiliza espaço de acolhimento para filhos dos presos, tornando a visita dos familiares menos traumática.

 

    Com apenas dois anos de implantação, o projeto “O Pequenino” é considerado pela Justiça amazonense como um dos mais bem sucedidos programas de reinserção social, de acordo com a promotora de justiça, Tânia Feitosa e o juiz da 1ª Vara, João Gabriel Feitosa, que estiveram esta semana visitando a Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), no município localizado a 170 Km de Manaus, onde o projeto vem sendo desenvolvido.

O pequenino foi idealizado pela Umanizzare em 2015, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj/regime fechado). Atualmente, todas as seis unidades cogeridas pela empresa possuem um local adequado para acolher às crianças em um ambiente colorido e recreativo, que em nada lembra as tensões comumente geradas no contexto do cárcere.

Desenvolvido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e Umanizzare Gestão Prisional Privada, o projeto atende ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sendo bastante elogiado pelos familiares, que antes temiam pela presença dos filhos nos presídios.

Diferente das outras unidades, quando o projeto é realizado durante o cadastramento da família em dias de semana, na UPI ele acontece aos sábados e domingos, das 8h às 11h. Outro diferencial é que na UPI a produção de brinquedos com material reciclável, para as crianças, é feita pelos detentos. Além disso, há sempre um interno voluntário para contribuir com o projeto, acompanhando as crianças nas atividades lúdicas.

Com as crianças distraídas e imersas num ambiente com ações lúdicas e pedagógicas, os pais maridos podem usufruir mais do período da visita, abrindo oportunidades para melhorar os laços afetivos.

“Mesmo lidando com o ambiente prisional, conseguimos ter uma atmosfera saudável para as crianças e percebemos que elas ficam contentes e aprendem a conviver socialmente uma com as outras”, explica a gerente técnica corporativa da Umanizzare, Sheryde Karoline.

Para a psicóloga Patrícia Mendes, o projeto resgata a alegria das crianças e por consequência dos pais.  “Não é porque estamos dentro do sistema carcerário que as crianças precisam se sentir presas, aqui podem utilizar materiais recicláveis para produzir brinquedos e trabalhar a imaginação, além de terem acesso a lápis de cor, tintas guache, palitos de picolé e desenhos para colorir, tudo que uma criança precisa para sorrir e crescer mais saudável”, define a psicóloga.

“Neste mês de maio recebemos 59 crianças no “O Pequenino” quando a média era de 15 a 20. Os números comprovam que as mães confiam no projeto e que as crianças estão cada vez mais à vontade no lugar criado para elas, em que a interação com o interno, com o pai é leve, despreocupada e feliz”, afirma a assistente social da UPI, Ana Maria Bezerra.  

A gerente técnica da UPI, Maria Domingas Printes, ressalta que com o aumento do número de crianças, houve a necessidade de transferir o espaço para outro local no sentido de  melhorar a acomodação das crianças.

“Optamos por um local longe de caixas de sons e televisor, uma vez que a interação é fundamental. O projeto é destinado para atividades lúdicas, entretenimento e troca de afeto, um sentimento que começa a brotar antes mesmo deles chegarem, com os pais se dedicando em deixar o local aconchegante para seus filhos”, diz a gerente técnica da UPI.

Publique um comentário