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Sarah Maia

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Os reeducandos do  Instituto Penal Antônio Trindade – (IPAT), estão recebendo aulas de música e canto.  As atividades são desenvolvidas em um período de três meses, num total de 12 aulas. O projeto é criado e desenvolvido pela Umanizzare Gestão Prisional Privada.

O projeto busca promover a ressocialização e a reinserção dos internos novamente ao convívio social, através do aprendizado e de atividades musicais desenvolvidas nos presídios.

O responsável pelo ensino musical dos detentos é o professor Miqueias da Silva Fernandes. Ele acredita que a educação musical tem como função transformar critérios e ideias artísticas, em uma nova realidade para os apenados.

“Estabelecemos atividades que desenvolvam a linguagem musical e oral, juntamente com habilidades rítmicas, visuais, motoras, físicas e psicológicas” explica o professor, Miqueias Fernandes.

Participam das aulas de música 25 reeducandos. A modalidade trabalhada, escolhida por eles mesmos, é o canto. As músicas têm ritmos diferenciados, rock nacional, sertanejo, entre outros.

“Já está estamos na terceira aula, e já é possível perceber o nível de habilidade de cada interno. Seguindo nosso cronograma, na décima primeira aula acontecerá o ensaio para apresentação final e a sequência de encerramento do curso, em data ainda a ser definida, com apresentação e confraternização”, informa o professor.

Cronograma – A segunda unidade a receber o projeto é o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), com reeducandos da enfermaria psiquiátrica. A princípio, serão de 6 a 12 participantes por aula. A modalidade é o canto, com canções de ritmos variados.

A terceira unidade assistida pelo projeto foi o Complexo Prisional Anísio l Jobim (Compaj), com 12 alunos. As aulas já começaram em primeiro de março último. A proposta musical para essa unidade é o canto coral, já que existem vários reeducandos com conhecimentos musicais.

A quarta unidade assistida com o projeto Harmonizzar, será a unidade do Puraquequara (UPP), com 22 reeducandos. O repertório ainda está sendo estudado para a unidade.

As unidades do Presídio Feminino e Masculino (PFM) e o Centro de Detenção Prisional Feminino (CDPF) estão em fase de adaptação, de dia e horário para receber o projeto.

SOBRE OS CURSOS:

Canto Coral – Proporciona o estímulo e o desenvolvimento de valores referentes ao compromisso, autodisciplina, criatividade, sociabilidade, integração, atenção, autoestima, autorrealização musical, capacidade de concentração, respeito mútuo, redução da timidez ou inibição. Além dos benefícios da parte cognitiva do ser humano, especialistas afirmam que a atividade de canto desenvolve também a parte corporal, aumentando a apuração auditiva, da percepção, da memória, do senso rítmico, do órgão fonador e articuladores, dos pulmões, aumento da capacidade respiratória e circulação do oxigênio no corpo. É uma atividade anti-stress, antidepressiva e terapêutica.

Flauta Doce – Este curso propõe um trabalho coletivo, priorizando o crescimento musical dos participantes. Além do encontro semanal, momento no qual se pratica a música em conjunto, procura-se oferecer aos integrantes do projeto, oficinas de flauta doce, palestras, assim como, oportunidades para apresentações do repertório trabalhado, em espaços e momentos oportunos. O objetivo do curso consiste em desenvolver a capacidade artística, propiciar o aprimoramento da inteligência musical e a inserção dos alunos flautistas no mundo da cultura e da música instrumental.

Violão em Grupo – O projeto Oficina de violão busca desenvolver a capacidade do instrumentista/acompanhante no instrumento. Para isso, aspectos como, técnica, percepção e criação são trazidos à baila, praticados e discutidos com os participantes. O curso objetiva trabalhar todas as potencialidades do instrumento, desenvolvendo no aluno habilidades gerais e específicas relacionadas a musicalidade, com o foco na execução musical no instrumento.

Avaliação – As atividades desenvolvidas são avaliadas através da: frequência dos reeducandos, participação, interação, esforço individual, dedicação nos ensaios, desenvoltura, habilidade na execução do instrumento e na apresentação em público.

Detentos do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), estão passando por curso para formação de barbeiro, realizado por meio do Projeto do Núcleo de Aprendizado Profissional (NAP), com foco na reintegração à sociedade, através do trabalho, após o cumprimento da pena.

No curso, desenvolvido pela Umanizzare Gestão Prisional, os presos passam por capacitação profissional em cortes de cabelo masculino e design de barba. A formação vai permitir geração de renda e garantir o sustento dos familiares, após o cumprimento de pena.

As aulas são ministradas pela professora Marinez Costa, instrutora qualificada e contratada pela Umanizzare, com carga horária de 60 horas.  Para participar do curso foram selecionados 16 internos.

“Os alunos irão aprender a organizar o ambiente de trabalho, realizar corte de cabelo masculino, procedimentos de design de barba, costeletas e bigodes”, informou o gerente Técnico do Compaj fechado, Antônio Valdeci.

Remição de pena –  Os internos além de aprenderem uma profissão, também tem a pena remida pela participação na proporção de 3×1, ou seja, a cada três dias ele tem direito a um dia de remição de pena.  Ao final do curso, os reeducados irão receber certificados.

 

A ação tem o objetivo de atender as necessidades dos reeducandos que não possuem documentos, como: RG, CPF e cartões de saúde.

A Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), localizado a 269 km em linha reta de Manaus, realizou o “Projeto Mutirão Social” para a emissão de documentos, como: CPF, Carteira de Identidade e Cartão do Sistema Nacional de Saúde, aos internos que não possuem esta documentação. Até o momento, 226 apenados foram beneficiados.

O “Mutirão Social” foi promovido pela Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) e a Umanizzare Gestão Prisional, e contou com a parceria da Secretaria Municipal de Educação (Semed) e o Pronto Atendimento do Cidadão de Itacoatiara.  Em três dias foram emitidos e entregues:  66 RG; 53 CPF; 41 Certidões de Nascimentos; 66 Cartão Nacional do SUS.

Para a gerente técnica responsável pela UPI, Domingas Printes, a ação é importante para os presos, não só para quando ganharem a liberdade, mas dentro da unidade prisional, devido a necessidade da documentação para que eles sejam inseridos em programas de educação, saúde e trabalho. Atualmente, a Justiça também exige documento para os presos que saem em condicional.

De acordo a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, o objetivo dos mutirões é contribuir para a inserção dos internos na sociedade, com novas oportunidades e por este motivo a empresa realiza com frequência mutirões de documentos nas unidades.

“Com a regularização dos documentos abre-se a oportunidade para inserção dos reeducandos nos projetos e também para a participação em cursos, como, por exemplo: o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec)”, ressalta a Karoline.

Um dos beneficiados com a retirada de documentos foi um interno, de 38 anos, que não quis se identificar. Depois de passar cinco anos sem Carteira de Identidade, ele conseguiu a segunda via do documento. “Eu tinha perdido meu documento. É muito importante, porque quando sair daqui precisarei dele para tudo, inclusive para conseguir emprego”, afirmou.

Várias atividades serão realizadas para as colaboradoras, internas das unidades femininas e mulheres dos reeducandos, em alusão ao “Dia Internacional da Mulher”

“Mulher… Aquela feita para brilhar, que chora, que sorri e conquistou o seu lugar. Aquela que cuida sem limite, que tem sempre um bom palpite e sabe como encantar. Aquela que às vezes faz drama, que grita, fala, chama e não desiste de lutar. Aquela que é sentimento, que leva alegria ao sofrimento e nunca se cansa de amar. Aquela que é mulher. Simplesmente mulher em primeiro lugar…”, o poema, recitado por uma das internas do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), foi mais uma das homenagens previstas na programação promovida pela Umanizzare Gestão Prisional, pelo “Dia Internacional da Mulher”

“Acredito que ter uma oportunidade de emprego quando sair do presídio, nos mostra uma chance de mudança de vida. Cursos e atividades como as de hoje, em nossa homenagem, ocupam a nossa mente e a nossa estadia na unidade acaba ficando mais razoável”, afirma a reeducanda, que participa do curso de corte e escova de cabelo oferecido pelo “Projeto Lisbela”.

“O evento vai ao encontro das novas diretrizes da administração penitenciária, que é dar oportunidades as reeducandas, por meio de cursos e empregos. Elas têm vários benefícios, entre eles a qualificação profissional e, principalmente, a inserção nas discussões que são travadas em relação à mulher em toda a sociedade”, explica a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline.

 

No Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), o “Dia da Mulher” será celebrado com um café da manhã, sorteio de brindes e outras homenagens.  A ação será realizada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional, a partir das 9h.  Aproximadamente 100 mulheres devem participar do evento alusivo à data.

“Estamos providenciando também algumas leituras, poesias, músicas que falam das conquistas, da valorização e da importância da mulher”, informa a assistente social da unidade, Judilena da Silva Rocha.

Na Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), as ações vão envolver as mulheres dos internos e também as colaboradoras da unidade. Ao todo, 60 mulheres devem participar das dinâmicas de grupos, voltadas para a valorização da mulher. “Será um dia de diversão, de conversa leve, mas sem perder o foco da importância, do papel de cada uma delas, para fortalecer os maridos que estão apenados”, diz a gerente técnica da UPI, Domingas Printes.

A equipe técnica psicossocial do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM) também vai caprichar na recepção, junto às mulheres dos reeducandos. O “Dia Internacional da Mulher”, na unidade, será festejado no dia 13 de março, quando será feito o cadastro familiar.  Aproximadamente, 100 familiares de internos do CDPM serão recebidos com música e café da manhã. “Depois elas participarão de mini palestras, em que elas serão o assunto, além disso irão ler poemas que retratam a importância da mulher na sociedade”, informa a assistente social da unidade, Flávia Bueno.

 

Já as reeducandas da Penitenciária Feminina de Manaus (PFM) ganharam como “presen          te” o curso de confecção em EVA, por meio do projeto “Mãos Livres”, que também proporciona a participante a remição da pena, ao final do curso. Além disso, estão participando de um concurso de poesia e atividades religiosas. Na véspera do “Dia Internacional da Mulher” elas irão prestar homenagens às mães, filhas que estiverem na visita, entregando cestinhas de EVA, confeccionadas por elas. Também haverá lanche da tarde para fechar a confraternização.

Na Unidade Prisional de Puraquequara (UPP), os reeducandos receberam a missão de elaborar um painel com mensagens em homenagem às mães e esposas. O evento alusivo ao Dia da Mulher, na unidade, foi realizado no dia 20 de fevereiro.  “Elas se emocionaram com o que viram. Além disso, fizemos brincadeiras com sorteio de brindes. Foi um dia bem diferente da rotina delas e dos reeducandos”, acrescenta a psicóloga da UPP, Aline Borges.

No maior presídio da capital, o regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), a equipe técnica de assistência social e psicologia recepcionaram aproximadamente 100 mulheres / famílias de reeducandos, com a distribuição de lembranças com mensagens que reforçava a força e a importância da mulher.

“Ser familiar de detento atrai estigmas sociais dolorosos, é sempre bom ter atividades que valorizam as mulheres, que levem para elas, mesmo que por algumas horas alegria e descontração, porém o mais interessante, é elas entenderem o quanto são importantes para a ressocialização dos reeducandos”, comenta o gerente técnico do Compaj Fechado, Antônio Valdecir.

“Mutirão” é para atualizar a situação penal dos reeducandos que cometeram faltas graves, enquanto cumprem a pena. A ação faz parte do Censo Carcerário do Tribunal de Justiça do Amazonas e conta com o apoio do Ministério Público Estadual (MPE/AM), e da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM).

 

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) começou, ontem (05), um mutirão de audiências de justificação ou regressão, para ouvir os internos que fugiram dos presídios nos últimos anos e determinar nova sentença sobre o apenado. Dependendo de cada caso, o interno retorna para o semiaberto ou continua em regime fechado e, em algumas situações, tem a pena ampliada.

O trabalho faz parte do Censo Carcerário, realizado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJA), e deve se estender até o mês de abril. Nesta primeira semana, os trabalhos serão com os detentos do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), e a previsão é de que 150 julgamentos sejam realizados até sexta –feira (09).  Em seguida, será a vez dos que cumprem pena no Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM).

Sob a coordenação do Juiz de Direito da Vara de Execuções Penais (VEP), Ronnei Frank Torres Stone, quatro juízes, um promotor e três defensores públicos atuam na revisão e concessão de direitos e benefícios dos detentos. Também participam do “mutirão” a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a cogestora Umanizzare Gestão Prisional.

“O trabalho visa avaliar a situação de quem está ali dentro, porque no ano passado muitos fugiram, outros foram mortos, então temos que ter dados precisos para ver quem está dentro do sistema e quem está foragido. A ação também envolve uma regularização das situações dos processos da Vara de Execuções Penais, porque os processos existentes lá não batem com o número de presos, provavelmente, porque muitos presos têm uma, duas, três penas. A hora que unificarmos os processos, a situação volta à normalidade”, explicou o juiz Frank Stone.

De acordo a Defensora Pública, Jheise de Fátima Lima da Gama, o mutirão é vital para manter a legitimidade da lei, o direito do apenado de se justificar, de ser ouvido. “Ganhamos tempo quando os julgamentos acontecem dentro das próprias unidades. Na prática, o Juiz ouve o apenado, o Ministério Público dá o parecer, e nós, defensores, estamos presentes para fazer a defesa imediata do interno que não tem condições de pagar um advogado”, ressaltou a defensora pública.

Apoio interno – A Umanizzare dispõe de um corpo jurídico para promover levantamentos processuais e manter o reeducando bem informado de sua situação jurídica, em especial com relação ao cálculo e à execução da pena, verificando inclusive requerimentos e pedidos de livramento condicional e progressão de regime, sempre em articulação, com a Defensoria Pública do Estado. Somente nos dois primeiros meses deste ano, aproximadamente cinco mil atendimentos técnicos foram realizados pelos advogados da empresa, nas sete unidades cogeridas. Só no Compaj – regime fechado foram 1.914 atendimentos jurídicos.

“Nosso trabalho é de orientação. Temos a missão de fazer o primeiro atendimento, a triagem, e com base nisso, criamos uma planilha de progressão e de andamento processual, que é encaminhado para a Seap e para a Defensoria Pública, essa planilha é o suporte, o apoio que oferecemos aos defensores públicos, para dar celeridade aos trabalhos em benefício dos apenados”, ressaltou Luciano Menezes, advogado da Umanizzare que atualmente atua no Compaj.

A Gerente Técnica da Umanizzae, Sheryde Karoline, reforça a importância da assistência jurídica dentro das unidades, não só para o conhecimento que os reeducandos precisam ter, principalmente quando entram nas unidades, mas também sobre os diagnósticos atualizados que servem de suporte, de apoio para a defesa do reeducando, seja ela pelo advogado particular ou do Estado.

“A meta é cumprir o que prevê a Lei de Execuções Penais e assegurar a cada reeducando o acesso à justiça. Nossos advogados são os olhos, o braço de apoio dentro das unidades, para o Ministério Público, para a Defensoria, uma vez que eles garantem que todos os presos, terão direito a defesa, este mutirão que está acontecendo é mais um exemplo disso”, finalizou Karoline.

Projeto permite aos presos desenvolverem e aprimorar o hábito da leitura e diminuir a pena, após avaliação de provas escritas e orais.

 

O projeto Remição Pela Leitura teve mais uma fase realizada esta semana, com a aplicação das provas escritas e orais para 20 internos da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), de acordo com a programação de avaliações da Umanizzare Gestão Prisional. O resultado dos exames deve sair, ainda, na primeira quinzena deste mês.

Para participar dessa fase foi convidado para compor a banca de avaliação o professor, pedagogo e analista educacional, Adrião Cavalcante Neto. Para o especialista em educação, a inclusão pela leitura “é importante não somente para reduzir a pena, mas dá a liberdade para a mente ser exercitada, além de um momento de aprendizado”

Fazem parte da banca, ainda, a avaliadora e psicóloga, Patrícia Mendes; o advogado Michel Alex Maia; a estagiária jurídica, Eloisa Cruz, e a assistente social Ana Maria Rocha.

Na prova aplicada, o interno tem que fazer uma explanação sobre a obra lida, usando reflexões obtidas por meio da leitura. Segundo a gerente técnica da UPI, Domingas Printes, a educação realiza sempre grandes mudanças.

“Mesmo estando à frente de tudo que acontece na unidade, com este projeto sempre me surpreendo com os resultados”, informa Domingas Printes.

Para o reeducando Diego Ribeiro de Souza, o projeto é importante, não só pela remição, mas pelo benefício da leitura:”Eu gosto deste projeto porque ele nos proporciona aprender cada vez mais. A cada dia lendo o livro eu aprendo e fico com mais vontade de me aprofundar nos assuntos”.

Previsto em Lei – O projeto Remição pela Leitura distribui livros, previamente selecionados pela equipe técnica, com avaliação escrita e oral, atendendo a metodologia do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estabelecida na Recomendação nº 44/2014, viabilizando a remição de quatro dias da pena, a cada livro e resenha/relatório de leitura de obras devidamente lidas.

As próximas unidades a passarem por mais uma etapa do “Projeto Remição Pela Leitura” serão o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat); Unidade Prisional do Puraquequara (UPP); e Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj – regime fechado).

Internas do regime fechado da Penitenciária Feminina de Manaus (PFM) foram selecionadas para o “Projeto Mãos Livres”, que oferece capacitação profissional e renda familiar por meio do artesanato.

Em torno de 20 internas participarão das oficinas, promovidas pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), em parceria com a Umanizzare Gestão Prisional Privada, empresa co-gestora das unidades prisionais no Amazonas.

De acordo com a psicóloga da Umanizzare, Miscilene da Silva de Lima, que ensina técnicas de artesanato em material emborrachado EVA, a oficina ajuda a aliviar o nível de estresse e ansiedade dentro do sistema prisional.

“Nos cursos é possível perceber a vontade de aprender e de mudar de algumas reeducandas. Dessa forma, além de terem acesso a um trabalho que auxilia na quebra da tensão do ambiente prisional, trazendo equilíbrio emocional as participantes, elas também se beneficiam com a remição de pena”, ressalta a psicóloga.

Uma das participantes do projeto, Erika Rego, já participou de duas oficinas anteriores e hoje atua como multiplicadora de conhecimentos e habilidades para as reeducandas iniciantes:

“Eu me sinto útil em poder repassar o que aprendi. Ganhei uma expectativa de vida após a minha participação no projeto. Além disso, sei que quando sair vou ter uma nova oportunidade de recomeçar”, acredita a reeducanda.

DIA DA MULHER – Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março, as reeducandas aprenderão a confeccionar cestas. A meta é produzir 120 unidades que poderão ser entregues como lembranças aos parentes pela celebração da data e também para comercialização.

REMIÇÃO DE PENA – O Projeto Mãos Livres oferece uma atividade terapêutica as internas por meio do ensino de técnicas modernas de arte, assim como à viabilidade comercial dos itens produzidos.

O modelo do curso permite ainda a remição da pena dos detentos, reduzindo o tempo de condenação por meio do trabalho ou estudo, conforme a Lei de Execução Penal (LEP)

                               Aulas serão ministradas pela Escola de Administração Penitenciária (Esap), em parceria com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e a empresa Umanizzare Gestão Prisional.

 

O ano letivo para as internas do Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF) começa nesta terça-feira (27). Aproximadamente 50  reeducandas estão matriculadas para cursar o ensino médio e ensino fundamental, nos turnos da manhã e a tarde .  As aulas seguem o cronograma de atividades da Seduc, junto com a Seap, Esap e a Umanizzare Gestão Prisional.

Professores da Escola Estadual Giovani Figlioulo serão os responsáveis pelo ensino médio regular, de acordo com a diretora do CDPF, tenente da Polícia Militar, Socorro Freitas. Segundo ela, o ano letivo é a oportunidade para que as apenadas possam se reintegrar socialmente por meio de aulas de nivelamento na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Para participar do ano letivo, o interesse deve partir da reeducanda, que deve apresentar documentação pessoal para se matricular – RG, CPF e histórico escolar.

Para uma das internas que atualmente cursa o ensino médio na CDPF, estudar é um privilégio. “Temos essa oportunidade de continuar nossos estudos e, muitas de nós, de voltar a estudar. Além disso, o estudo nos dá a oportunidade de fazer diferente quando sairmos daqui,  com outra visão de mundo,  outros pensamentos”, explica a reeducanda, que prefere não se identificar.

A reeducanda destaca a importância de ter uma segunda chance. “Aqui eu tenho essa oportunidade e estou aproveitando de verdade. Hoje eu vejo a escola de uma forma diferente do que eu via lá fora, devido a isso, quando eu entro na sala de aula eu tenho um objetivo, que é aprender”.

Educação para todos – Além dos presídios femininos, as aulas também já começaram na Unidade Prisional do Puraquequara  (UPP),  Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI)  e no regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj Fechado) e, até a primeira quinzena de março, deve iniciar nos demais presídios.

matutino e vespertino

                Além de atender o público feminino, elevando a autoestima, o “Lisbela” e gera oportunidades para que as internas deixem a prisão com uma formação profissional e expectativa de trabalho.

 

Nos próximos dias, as internas do Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF) e da Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), terão aulas de estética e imagem pessoal por meio do “Projeto Lisbela”, promovido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a co-gestora das Unidades Prisionais, a Umanizzare Gestão Prisional.

O projeto é realizado em um salão de beleza, com lavatórios, cadeira, espelhos, poltronas de cabeleireira, cadeiras para manicure, secador, chapinha, máquina de cortar cabelo, enfim, com todos os equipamentos necessários para que as alunas do curso vivenciem as aulas práticas dentro de um ambiente de trabalho. O objetivo é a ressocialização das reeducandas, por meio do empreendedorismo.

De acordo com a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, o projeto foi criado em 2014 para promover a qualificação profissional e também ajudar na socialização entre as internas dentro da unidade, pois proporciona um ambiente descontraído e harmonioso, onde elas podem aprender e ao mesmo tempo cuidar da aparência, elevando a autoestima.

“A turma, com 15 internas de cada unidade, aprende na prática sobre corte de cabelos, escovas e visual feminino e masculino, manicure e pedicure, além de atender a comunidade carcerária feminina em suas necessidades e vaidades, valorizando as internas que passam a ter expectativas de trabalho”, afirmou Sheryde Karoline.

Remição de pena – Com o Projeto Lisbela, a Umanizzare tem alcançado objetivos como a redução da pena por meio de cursos.  As reeducandas trabalham como agentes multiplicadoras repassando o aprendizado para outras internas. “Além disso, muitas usam o espaço criado para elas e cobram pela mão de obra, faturando um dinheiro que é repassado para a família” informa Karoline.

 

 Umanizzare realiza atividades esportivas, para fortalecer o espírito de equipe entre os internos do sistema penitenciário.

Internos dos pavilhões A e B, do Instituto Antônio Trindade (Ipat), participam de torneio de futsal. O evento esportivo está movimentando mais de 100 detentos divididos em 16 times e vem sendo realizado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), em parceria com a cogestora das unidades prisionais, a Umanizzare Gestão Prisional.

Segundo o professor de educação física George Batista, o torneio é dividido por chaves e classificatório, quem perder está fora.  O time vencedor receberá troféu e medalhas.

“O esporte, por meio do torneio de futsal promove saúde e de solidariedade entre os participantes, pois melhora a circulação do sangue, ajuda na queima de calorias e na liberação de suor e ainda conseguimos trabalhar o autocontrole e o respeito entre os reeducandos”, afirma o professor.

Batista informa que alguns jogos são apitados pelos próprios reeducandos, que conhecem as regras do futsal.  O torneio de futsal no Ipat, conforme o cronograma de atividades esportivas traçada pela equipe da Umanizzare acontecerá uma vez por mês, alternando entre os torneios de dominó, xadrez e dama.

Bola Rolando – Além do Ipat, a bola também está rolando no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj – regime fechado) e, nos próximos dias, deve ser inserido nas outras unidades do sistema penal do Amazonas.