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Sarah Maia

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Coleta de material vem sendo realizada mensalmente, pela Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap) e Umanizzare  Gestão Prisional

 

  Seguindo calendário de trabalho, a Seap e a Umanizzare deram início a coleta de sangue, urina, entre outras amostras dos internos do sistema penal, para a realização de diversos tipos de exames, como: Hemograma, Triglicérides, Colesterol, Ácido Úrico, Glicemia, VDRL, Urina (EAS) e Fezes (EPF).

O objetivo dos exames é diagnosticar e controlar possíveis alterações que possam provocar doenças entre a população carcerária.

Na unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), onde estão custodiados aproximadamente 120 internos, as coletas vêm sendo feitas com o apoio do município, por meio da Unidade Básica de Saúde III, que disponibilizou o material para a coleta.

De acordo com a gerente técnica da UPI, Maria Domingas Printes, os exames são complementares para ajudar no diagnóstico de doenças e na avaliação a saúde de uma maneira geral dos presos,  prevenindo anemia e infecções.

A enfermeira da unidade, Julli Janaina, afirma que todos os reeducandos passarão pelos exames. Segundo ela, “com os testes se consegue trabalhar de forma preventiva, uma vez que com os resultados tem início o tratamento pontual e, caso necessário, é  feito o agendamento imediato do reeducando com o médico”.

Torneio é tradicional entre os reeducandos das unidades prisionais

A Copa de Futsal entre os internos do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM) chega a sua reta final e restando apenas quatro vagas para saber quem será o grande campeão do torneio, disputado pelos integrantes dos pavilhões 05 e 06.

As equipes dos pavilhões 01, 03, e 04 já estão classificadas e aguardam seus adversários. Os dois primeiros colocados de cada pavilhão, além de receberem como premiação, medalhas e troféus, garantem vaga para “Copa dos Campeões”, prevista para começar no final de abril com a participação de todos os pavilhões.  

O campeonato movimenta mais de 400 detentos, das unidades prisionais onde a Umanizzare Gestão Prisional faz a cogestão. O evento faz parte do programa de ressocialização dos presos por meio da prática esportiva.

De acordo com o professor de educação física do CDPM, Alárick Rebouças, o torneio atinge vários objetivos, como o fortalecimento das ações coletivas e da saúde física e mental dos participantes, além do controle de peso, prazer e bem estar.

A bola também está rolando pela Copa de Futsal no Instituto Antônio Trindade (Ipat). Na unidade estão disputando a semifinal os internos dos pavilhões A e B.  Aproximadamente 100 detentos, divididos em 16 times buscando uma vaga na final.

O torneio de futsal segue o cronograma de atividades esportivas traçada pela equipe da Umanizzare e acontecerá uma vez por mês, alternando entre os torneios de dominó, xadrez e dama. Os internos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj – fechado) e da Unidade Prisional de Itacoatiara também estão jogando, mas ainda na fase das oitavas de finais.

Local é esperança de renovação de vida para os reeducandos da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI)

O Espaço Terapêutico da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) tornou-se um local essencial no programa de ressocialização dos internos, tornando o ambiente carcerário mais humano, proporcionando aos participantes uma convivência mais agradável e fortalecendo os laços de amizade, afeto, confiança, empatia e respeito.

Para a psicóloga da Umanizzare Gestão Prisional, cogestora da administração da UPI, Patrícia Mendes, o Espaço Terapêutico busca gerar reflexões nos internos sobre suas vivências, além de criar um vínculo de qualidade, visando à existência de uma rede de apoio e compartilhamento, propondo o autoconhecimento e melhor convivência entre os internos.

“A proposta do projeto é trabalhar mensalmente com o grupo para que, assim, os progressos possam ser contínuos e os resultados avaliados. Desta vez, aproveitamos o período, Pascal, por exemplo, para trabalhar a terapia ocupacional, confeccionando lembranças referentes a data para serem entregues aos familiares” disse a psicóloga, destacando a confecção de 90 lembranças de copos com desenho do coelhinho da Páscoa, pintados à mão.

Para a gerente técnica da UPI, Maria Domingas, o sucesso do projeto é evidente porque instituições e autoridades têm demonstrado interesse em conhecer os trabalhos desenvolvidos no espaço, como o caso do desembargador Sabino Marques, que esteve na unidade e acompanhou o trabalho desenvolvido no grupo terapêutico.

A ação está programada para acontecer nas unidades prisionais em que a Umanizzare faz a cogestãono Amazonas. 

 

Mais de 1.257 detentos do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM) estão sendo vacinados contra caxumba, sarampo, rubéola, hepatite B, difteria, tétano e febre amarela. A vacinação será realizada nos presídios amazonenses onde a Umanizzare Gestão Prisional faz a cogestão no Estado.

Até o final de campanha, prevista para 11 de abril, mais de cinco mil presos deverão ser vacinados.  Já foram imunizadas as internas do Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF) e internos do Instituto Penal Antônio Trindade – (IPAT).

A vacinação faz parte do calendário de imunização da população carcerária do Estado, e conta com a parceria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que disponibilizou mais de 600 doses por unidade prisional, sendo 150 para a prevenção de quatro tipos de doenças.

As vacinas são divididas em três doses: a segunda será aplicada depois de 30 dias e a terceira após 90 dias da primeira dose. “Caso o detento não tenha tomado a vacina no dia da campanha e resolva tomar quando estivermos aplicando a segunda ou a terceira dose, o ciclo dele é iniciado sem problema”, ressaltou a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline

Ainda segundo Sheryde, as campanhas de vacinação dentro das unidades são feitas com frequência devido à rotatividade e ao grande número de detentos que chegam às penitenciárias.  Ela informa que além dos custodiados, a imunização se estende aos servidores, agentes, advogados, psicólogos, assistentes sociais e policiais que têm contato direto com os detentos nas unidades.

De acordo com a programação, irão receber vacinação a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), a Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), Penitenciária Feminina de Manaus (PFM) e o regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj Fechado).

Reeducandos da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), município a 176 quilômetros de distância de Manaus em linha em reta, aprenderam a produzir o produto, por meio do “Projeto Mãos Livres”.

O projeto é realizado pela Umanizzare Gestão Prisional Privada, em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), e prevê o ensino profissionalizante da população carcerária do Amazonas, por meio de cursos que realizam um trabalho terapêutico e social, ao mesmo tempo, que possibilitam acesso dos reeducandos ao empreendedorismo, plano de negócios, proposta de valores, marketing e análise de mercado, preparando-os para quando forem postos em liberdade.

Inicialmente o curso começou com sete internos matriculados para a capacitação e produção de sabonetes em formatos diferenciados. De acordo com a gerente técnica da UPI, Maria Domingas Printes, os sabonetes são itens fundamentais para a higiene pessoal e não podem faltar no dia a dia dos internos.

O curso foi ministrado pela psicóloga da Umanizzare, Patrícia Mendes. Ela enfatiza a importância dos custodiados aprenderem habilidades novas para serem inseridas no cotidiano, como forma de ter perspectivas de futuro em parceria com seus familiares, longe do crime e de atividades ilícitas.

“Estes cursos são desenvolvidos especialmente para eles, que precisam aproveitar o período de cumprimento da pena para se qualificarem profissionalmente e, futuramente, encontrar com mais facilidade um meio de sustentar a família trabalhando licitamente”, informa a psicóloga.

O reeducando, Valdomiro Rego, já está com o pensamento voltado para o empreendedorismo e já imagina comercializar esses sabonetes para alguma empresa. “Podemos também fazer parceria com os hotéis da cidade e assim ajudar no sustento de nossas famílias”, planeja.

                Unidades prisionais, cogeridas pela Umanizzare Gestão Prisional, tem programa de atividades com os reeducandos para celebrar a Páscoa. 

Internas da Penitenciária Feminina de Manaus (PFM) participam de curso do “Projeto Mãos Livres”, para aprenderem a confeccionar ovo de páscoa artesanal.  A produção será distribuída entre as detentas da unidade prisional.

O curso é desenvolvido para proporcionar às presas atividades manuais de natureza terapêutica, além de oferecer acesso a um trabalho que auxilia na quebra da tensão do ambiente prisional, com direito a remição de pena.

De acordo com a assessora técnica da Umanizzare, Denise Façanha, a estimativa é que as internas produzam em torno de 100 ovos de chocolate, que serão distribuídos durante a programação de celebração da Páscoa.

“Elas irão distribuir os ovos entre as colegas de cela e no dia 9 de abril faremos uma celebração com um culto ecumênico para celebrar este momento pascal. Logo após esse período, faremos a entrega dos certificados do curso para as reeducandas”, explicou Denise.

As internas do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) também passam por cursos, e atualmente estão aprendendo técnicas em EVA com o tema Páscoa. As lembranças confeccionadas serão entregues nos pavilhões e aos familiares.

As atividades também estão aceleradas entre os reeducandos do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj Fechado) que participam do “Projeto Mãos Livres”. Os internos estão confeccionando lembranças da páscoa para os familiares. A confraternização pascal será realizada nos dias 7 e 8 de abril, quando serão distribuídos livretos de passagem bíblica, além de uma exposição em painel de frases, versos e desenhos feitos pelos reeducandos.

Denise Façanha enfatiza que o objetivo é sensibilizar os internos e familiares sobre a importância da Páscoa e seu real significado. “A intenção é estimular a vivência dos valores cristãos e auxiliar na construção de um ser humano melhor, além de incentivar os custodiados a terem uma relação harmoniosa com suas famílias e com as demais colegas da unidade”, enfatizou a assessora.

Na Unidade Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), os reeducandos vão participar de cultos religiosos e terão momentos de entretenimento com as crianças no “Espaço Pequenino”, com a entrega de brindes e atividades lúdicas entre os internos e os familiares.

“Dentro do cristianismo, diferentes religiões e denominações celebram a Páscoa de maneira diferente, estas atividades visam proporcionar aos detentos e seus familiares momentos de lazer, conhecimento e reflexão, o que, consequentemente, auxilia no convívio mais harmonioso entre eles e na reinserção social”, afirma a gerente técnica da (UPI), Domingas Printes.

Cerca de 600 internos farão prova escrita para garantir a redução dos dias sentenciados e buscar a reintegração à sociedade no Amazonas.

O programa de remição da pena pela leitura na prisão chega a 23ª edição este ano, com a participação  de 600 internos que farão provas escritas. Eles serão avaliados por profissionais da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e membros do Conselho Regional de Psicologia. A iniciativa é da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e Umanizzare Gestão Prisional.

Nesta quarta-feira, (28), aproximadamente 120 reeducandos do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj Fechado) dão início às avaliações.  De acordo com a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, o programa é destinado a todos os apenados que tenham habilidades, competência de leitura e escrita necessária para a atividade.

“No final, que é justamente esta fase de agora, os participantes elaboram um relatório e respondem um questionário sobre as principais questões do livro. O detalhe é que eles podem ficar com o livro por, no máximo, 30 dias e depois irão para a comissão avaliar”, explicou Sheryde.

No Amazonas há 8.961 presos, destes 600 devem fazer a prova escrita nos próximos dias, conforme a Seap. Para o secretário da pasta, coronel da Polícia Militar, Cleitman Coelho, a educação constitui um meio para a redução da exclusão social, e a aplicação destas avaliações para as pessoas privadas de liberdade é um gesto de cidadania e boa vontade.

“Todos os nossos agentes estão empenhados em deixar os internos mais a vontade possível para que tirem a nota necessária para a remição da pena” enfatizou o secretário da Seap, acrescentando que os livros libertam a imaginação e amenizam o tempo ocioso e a ansiedade dos presos.

Ainda esta semana, também devem passar por avaliação, os internos do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM), Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI); Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), Penitenciária Feminina de Manaus (PFM) e Unidade Prisional Semiaberto Feminino (UPSF).

“Todos os nossos internos, das 20 unidades existentes do estado, terão a mesma oportunidade de garantir a redução dos dias na cadeia e buscar uma reintegração à sociedade”, finalizou Cleitman Coelho, secretário da Seap.

Remição Pela Leitura – O Projeto “Remição pela Leitura” distribui livros, previamente selecionados pela equipe técnica, com avaliação escrita e oral, atendendo a metodologia do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estabelecida na Recomendação nº 44/2014, viabilizando a remição de quatro dias da pena, a cada livro e resenha/relatório de leitura de obras.

Internas fazem cursos profissionalizantes em técnicas de corte, lavagem, escova, manicure, pedicure, com aulas práticas e teóricas.

Cerca de 40 internas, do Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF) e da Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), irão receber os certificados de qualificação profissional na área de estética e visagismo, que as tornam aptas a trabalhar em salões de beleza ou abrir o próprio negócio.

A capacitação é promovida pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) em parceria com a cogestora das unidades prisionais, a Umanizzare Gestão Prisional, por meio do “Projeto Lisbela”, que reduz a pena mediante cursos profissionalizantes.  As aulas são ministradas pela instrutora Marinez Costa, com carga de 60 horas. Os certificados serão entregues conforme cronograma de cada unidade, com previsão para a primeira semana de abril.

De acordo com o secretário da Seap, coronel da Polícia Militar, Cleitman Coelho, as atividades desenvolvidas nas unidades são importantes na vida dos custodiados. Segundo ele, o encarceramento, muitas vezes, gera depressão e variações de humor que não contribuem para a recuperação das internas.

“Os cuidados com a aparência são medidas que podem ajudar a reverter esse quadro. Além disso, por meio do projeto elas se profissionalizam o que gera oportunidades para quando terminarem de cumprir a pena”,  enfatiza o secretário.

Projeto Lisbela – é realizado em uma sala que segue o mesmo modelo padrão de um salão de beleza, com lavatórios, cadeira, espelhos, poltronas de cabeleireira, cadeiras para manicure, secador, chapinha, máquina de cortar cabelo, enfim, todos os equipamentos necessários para que as alunas do curso possam vivenciar as aulas práticas, dentro de um ambiente profissional de trabalho. O objetivo do projeto é a ressocialização das reeducandas, por meio do empreendedorismo.

Para a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, o projeto, criado em 2014, atende a comunidade carcerária feminina em suas necessidades e vaidades, elevando a autoestima e promovendo a qualificação profissional das internas.

“O “Lisbela” tem como objetivo valorizar as internas e auxiliá-las no processo de reinserção social através de uma profissão.  Além disso, o projeto proporciona um ambiente descontraído e harmonioso, onde elas podem aprender e ao mesmo tempo cuidar da aparência”, explicou Sheryde.

Remição de pena – Com o Projeto Lisbela, a Umanizzare tem alcançado objetivos como a redução da pena por meio de cursos.  As reeducandas trabalham como agentes multiplicadoras repassando o aprendizado para outras internas.

Detentos do sistema penitenciário amazonense estão sendo formados para atuar como agentes promotores de saúde, nas unidades prisionais do Estado. Os presos estão fazendo curso de qualificação profissional, promovido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), em parceria com a cogestora Umanizzare Gestão Prisional.

Entre as matérias do curso, ministrado por profissionais da Umanizzare, estão a de doenças bucais, dor de dente, noções de identificação referentes a doenças na pele, percepção dos sintomas da tuberculose e aferição de pressão arterial.

A previsão é que cerca de 70 internos sejam formados no curso e passem a atuar na orientação junto à população carcerária, prestando informações sobre as principais doenças no ambiente carcerário, colaborando na identificação e prevenção de patologias para posterior encaminhamento às unidades de saúde para atendimento.

Para o secretário da Seap, coronel da PM Cleitman Coelho, a qualificação dos reeducandos sobre algumas doenças contribui para a saúde dos outros internos, além de conceder a concessão do benefício de remição de pena, pelos serviços prestados.

“Além de contribuir para melhorar a qualidade de vida dentro das unidades, com a prevenção e melhora nas ações curativas, o projeto de formação insere-se na política de ressocialização por meio do trabalho e eleva a autoestima dos reeducando”, enfatiza o secretário da Seap.

O curso tem a duração de três a quatro dias, de acordo com o planejamento de cada unidade. Em Itacoatiara, a qualificação já começou com a participação de 10 internos. Para a odontóloga responsável pela unidade, Tamiris Ferreira de Lima, esta atividade é importante, pois o conhecimento que é passado aos reeducandos permite a troca de informações no ambiente prisional.

“Eles se tornam nosso braço direito, pois nos auxiliam e esse estreitamento com os agentes, torna os atendimentos mais rápidos, visto que eles estão mais próximos aos colegas nos pavilhões”, comenta a dentista.

O reeducando, Fábio Souza Pantoja, afirma que a capacitação além de ajudar na remição, também contribui para aprender mais sobre a saúde humana: “para mim um dos principais benefícios desse projeto é o aprendizado que temos recebido para repassar e poder ajudar nossos colegas”.

Agentes Promotores de Saúde –  O projeto segue as diretrizes do artigo 20 da Portaria Interministerial nº 01/2014, que diz que as pessoas privadas de liberdade poderão trabalhar nos serviços de saúde implantados dentro das unidades prisionais, nos programas de educação e promoção da saúde e nos programas de apoio aos serviços de saúde. É proposta a concessão do benefício de remição de pena ao apenado que terminar a qualificação e trabalhar nas unidades, a Juízo da Vara de Execução Penal.

Os advogados da Umanizzare Gestão Prisional Privada, empresa cogestora das unidades prisionais, e a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), estão realizando palestras jurídicas, para tirar possíveis dúvidas dos reeducandos, principalmente os que estão entrando nas unidades.

Durante esta semana, a palestra “Direitos, Deveres e Cidadania” está sendo realizada na Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), pelo advogado Michel Alex da Cunha Alves Maia, e a estagiária jurídica, Eloisa Martins da Cruz, na oportunidade, eles explicam aos presos, algumas normas traduzidas em direitos e deveres, que representam, na verdade, um código de postura do interno perante a administração da unidade e o Estado, pressupondo formação ético-social, com base nos exemplares da “Cartilha de Direitos e Deveres dos Reeducandos”, confeccionada pela Seap, para garantir às pessoas privadas de liberdade, o acesso às informações.

“As palestras estão acontecendo nos pavilhões A e B, triagem e enfermaria, totalizando a participação de 110 reeducandos, na oportunidade distribuímos para internos que estão chegando a unidade exemplares da cartilha” explica a gerente técnica da UPI, Domingas Printes.

O reeducando, Valto Fernandes, do Pavilhão B, questionou  os advogados sobre a lei de execuções penais, no que tange a detração aplicada a sua sentença no momento da progressão de regime. Como resposta, o advogado informou que a detração é o tempo em que o sentenciado permaneceu preso durante o processo, seja em razão de prisão em flagrante, preventiva ou temporária, ou permaneceu internado em hospital de custódia ou em tratamento psiquiátrico,  e que os dias serão  descontados do tempo da pena (ou medida de segurança) imposta no final da sentença.

“Mesmo podendo escolher o advogado que desejarem, inclusive, defensores públicos, cerca de 70% dos reeducandos do sistema prisional do Amazonas optam pela assistência jurídica oferecida nas unidades, independente da palestra,  fazemos atendimentos diretos todos os dias com os apenados”, disse o advogado Michel Alex da Cunha Alves Maia.

De acordo com o reeducando, Paulo Airton Oliveira da Silva, do pavilhão A, as  palestras são importantes ,  “porque nos ajuda a ter mais conhecimento do que podemos ter e do que temos de fazer aqui, privados de liberdade”.

O objetivo destas palestras é de ressocializar, tornar o ser humano privado de liberdade novamente capaz de viver pacificamente no meio social, “é importante que os internos conheçam não só seus direitos, mas também os deveres, afinal se uma parcela maior de internos obtivesse auxílio satisfatório no processo de reeducação durante a detenção, a sociedade seria beneficiada com a diminuição dos índices criminológicos e, ainda, os próprios internos, achariam novamente, seu espaço dentro do meio social, finaliza Domingas.