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Sarah Maia

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O curso  tem como foco a reintegração dos presos à sociedade por meio do trabalho, após o cumprimento da pena.

 

Dez internos da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) receberam na última sexta–feira (20) os certificados de conclusão de curso profissionalizante de barbeiros. Eles são os primeiros internos da unidade que, este ano, passaram pela capacitação em cortes de cabelo masculino e design de barba.

O curso foi realizado pela Umanizzare Gestão Prisional e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), em parceria com e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC/Itacoatiara), com carga horária de 60 horas.

A gerente técnica da unidade, Maria Domingas Printes, e o diretor da Unidade pela Seap,  Antônio Enriques, ressaltam que este é o primeiro curso profissionalizante do ano na UPI e que outros já estão programados para acontecer.

“Os cursos proporcionam aprendizado e posteriormente a abertura do próprio negócio. Eles têm uma grande oportunidade de emprego e geração de renda, sem precisar pedir nada de ninguém, diminuindo as chances de reincidência”, comentou o diretor da UPI”.

Parceria de sucesso: A gerente do Senac/Itacoatiara, Solange Adegas, ressalta aos formandos que o atual cenário dos barbeiros no mercado de trabalho é favorável, explicando que a profissão voltou ser valorizada nos últimos anos por conta da solidificação da cultura do embelezamento que, no caso dos homens, exige cuidados com a barba.

“Os homens ‘invadiram’ um espaço antes dominado pelas mulheres e tornaram-se fiéis consumidores do mercado de beleza. Nós, do Senac, nos sentimos honrados em proporcionar o conhecimento aos alunos e acreditamos que, com este curso, os reeducandos podem ter a oportunidade de tornarem-se empreendedores e cidadãos qualificados para fornecer seus serviços a sociedade”, disse a gerente.

Também estiveram presentes na entrega dos certificados dos presos, a supervisora pedagógica, Josemara Sounier, e a docente de beleza, Dessana Rebecka, do Senac de Itacoatiara. Josemara disse estar: “feliz em capacitar mais uma turma em parceria com a empresa Umanizare e já de olho nos próximos cursos”.  

O reeducando, Diego Lopes de Castro, é um dos presos que concluiu o curso. Ele acredita que, para exercer a profissão, não vai precisar de equipamentos caros e sim de um tratamento diferenciado junto aos clientes.

“Agora temos um curso que nos possibilita trabalhar e ter uma renda após sair daqui. Estou apostando que minha mão de obra fará a diferença para que os clientes retornem”, afirma o reeducando.

Entenda a profissão: O barbeiro é o profissional responsável pelo embelezamento dos cabelos masculinos, realizando cortes, design de barbas, bigodes e acertos de costeletas. O Brasil é o segundo maior consumidor mundial de cosméticos para homens. O faturamento masculino mais que dobrou nos últimos cinco anos, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC).

Neste aspecto, a gerente técnica da UPI, Domingas Printes, diz que o curso visa atender a expressão desse mercado, cujo número de empreendimentos em barbearias tem crescido significativamente no Estado do Amazonas. “Outro aspecto fundamental é que a associação da marca Senac amplia as oportunidades de emprego e negócios, por ser reconhecida no Brasil e no exterior. É um aval de que o apenado passou por esta formação com qualidade, o que aumenta a credibilidade por empresários e clientes”, finalizou Domingas.

Além de atuar junto à população carcerária,orientando outros internos, eles ainda têm a pena reduzida.

Internos da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) receberam novo treinamento para atuarem como “Agentes Promotores de Saúde” (APS). O curso profissionalizante foi ministrado pelos profissionais de saúde do estabelecimento, que passaram orientações sobre infecções sexualmente transmissíveis (IST), doenças gengivais e suas consequências na saúde bucal.

“O papel dos APS´s é exclusivamente de apoio à equipe de saúde, tendo em vista que são exatamente estas pessoas que vivenciam as dificuldades e necessidades dos colegas de confinamento”, explica a gerente técnica da UPI, Domingas Printes.

“Os cursos capacitam o reeducando para que, após o cumprimento de sua pena, ele possa ter maiores chances de desenvolver-se no mercado de trabalho, e, consequentemente, diminuir a reincidência ao crime”, finaliza Domingas.

Segundo a enfermeira da UPI, Julli Janaína da Costa, a capacitação é bem vista entre os participantes e os demais internos por causa da troca de informação: “desta vez o nosso objetivo foi de conscientizar a população para a prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), incentivando o uso do preservativo, que é fornecido aos nossos custodiados”, explica a enfermeira.

Para a cirurgiã-dentista da unidade, Tamiris Ferreira de Lima, esta ação tem a sua importância no fato de que o conhecimento repassado pode estimular aqueles que possuem alguma doença bucal a buscar o tratamento preventivo, e aqueles que não possuem a se manter saudáveis.

O Reeducando, Enilsomar Pena Lima, acredita que com a capacitação estará apto, não apenas para detectar possíveis doenças, mas, principalmente, poder ajudar com o seu aprendizado os colegas de confinamento.

Agente Promotor de Saúde – A figura do Agente Promotor de Saúde contribui com a promoção, prevenção e melhoria no atendimento curativo, auxiliando no processo de ressocialização e reinserção social dos participantes.

Remição de Pena – Além de se tornarem braço direito dos profissionais da saúde dentro dos presídios, os reeducados capacitados, podem ser beneficiados com a concessão da remição de pena; para cada três dias de trabalho, um dia a menos no presídio.

Plano Nacional de Saúde – O Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário foi instituído através da Portaria Interministerial n°1777/2003 e introduziu a pessoa do Agente Promotor de Saúde dentro do Sistema Prisional como um equivalente ao Agente Comunitário de Saúde para atuar na Unidade Prisional, conscientizando e orientando os reeducandos quanto às principais doenças que acometem esta população.

Participantes também ganham redução de pena pelo trabalho, permanecendo menos tempo na prisão.

A primeira turma de internos do Regime Fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), que participa da oficina de confecção de luminárias a partir de tubos de PVC por meio do projeto “Mãos Livres”, está em fase de conclusão do curso.

Os reeducandos passaram por três semanas de aprendizado técnico para produzir artigos de decoração, com possibilidades de geração renda, assim que ganharem a liberdade. Nos próximos dias, haverá cerimônia de entrega dos certificados.  

De acordo com o gerente técnico da Umanizzare, Valter Sales, o projeto tem como finalidade capacitar, ensinar uma habilidade e tirar o tempo ocioso de quem está em cárcere privado. “ É uma grande oportunidade para o reeducando abrir seu próprio negócio, se tornar um empreendedor e assim garantir seu sustento quando estiver em liberdade. Além disso, enquanto eles estão reclusos, o curso proporciona uma maneira de ganhar dinheiro regularmente, uma vez que os parentes participam das feiras de artesanato pela cidade e conseguem uma renda extra com a venda dos produtos”, explica o gerente.

Ainda segundo Sales, parte do dinheiro arrecadado com as vendas das luminárias é destinada à compra de mais matéria prima para a confecção das peças e outra parte fica para o reeducando e familiares.

“Mãos Livres” – O projeto faz parte da política de qualificação profissional da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), realizado em parceria com a Umanizzare Gestão Prisional, nas prisões do Estado. As ações desenvolvidas para o curso estão focadas na ressocialização por meio do aprendizado de uma profissão. “Além disso, as oficinas no geral têm cumprido vários papéis nas unidades, o comportamento dos internos, por exemplo, melhora muito”, finaliza Sales.

Remição de pena – Os internos voluntários que participam da oficina também ganham remição de pena pelo trabalho, podendo reduzir o tempo de permanência na prisão.  Nas três semanas, espera-se uma redução de quatro dias remidos para cada apenado.

Novas turmas – Nos próximos dias, o Compaj deve abrir seleção para novos voluntários interessados em participar das oficinas de luminárias.

Internos do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) participam durante toda esta semana de palestras sobre os riscos de se medicar por conta própria

Palestras promovidas pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), em parceria com a cogestora das unidades prisionais, Umanizzare Gestão Prisional, vem sendo ministradas, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj/fechado), alertando a população carcerária para os riscos da automedicação e as consequências do uso indevido de medicamentos sem prescrição médica.

Segundo a enfermeira, Lucivânea Carvalho Lima, aproximadamente 100 reeducandos participam das palestras, divididos em grupos de 30, onde é enfatizada a importância do tratamento e do prosseguimento correto das orientações médicas, ingerindo a dose certa e nos horários estipulados.

“A abordagem do tema é interessante por proporcionar aos detentos uma consciência sobre os riscos e consequências que ocorrem durante o uso indevido de remédios. Uma medicação quando tomada de forma indiscriminada aumenta a resistência dos microrganismos, levando a não eficácia das drogas no tratamento”, orienta a enfermeira.

Informação para todos – Os agentes prisionais, funcionários e parentes dos presos também participam das palestras. De acordo com coordenador regional da Umanizzare, Valter Sales, a automedicação pode provocar intoxicações e dependência química. Segundo ele, a rotina nas unidades é intensa e os colaboradores precisam receber assistência para estarem saudáveis no exercício da profissão.

“Na prática para cuidar dos reeducandos é preciso que família e os colaboradores, também estejam saudáveis e conscientes de alguns fatores de risco, como a automedicação. Essa mesma ação de informar, conscientizar, será repassada aos presos, nos pavilhões”, finalizou Sales.

Unidade prisional possui consultório odontológico para  atendimento da população carcerária.

Internos da Unidade Prisional do Puraquequara  (UPP) receberão palestras preventivas sobre os cuidados com a saúde da boca, ministradas por uma equipe de odontologia, que  irá orientar os presos sobre a importância da escovação e higienização para evitar cáries e mau hálito, fator que pode ocasionar baixa autoestima nos internos.

A palestra faz parte das ações do Projeto de Saúde Bucal, realizado nos presídios amazonenses pela Umanizzare em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap). Atualmente, a UPP abriga aproximadamente 900 detentos, em regime fechado.

O projeto Prevenir para sorrir tem como finalidade incentivar e conscientizar os custodiados sobre a saúde bucal. Após as palestras são realizadas escovação coletiva supervisionada e aplicação de flúor. Os detentos, também receberão kits de higiene bucal –  escovas de dente, creme e fio dental.

Consultório – A UPP conta com um consultório odontológico para os internos onde  são realizados procedimentos de baixa e média complexidade diariamente, como emergências, extrações, restaurações, entre outros.

Além do atendimento odontológico, são ministradas regularmente palestras sobre saúde bucal e prevenção, abordando temas que envolvem o bom andamento dos elementos dentários, doenças por via oral e agravantes para todo o organismo.

Já nos procedimentos de alta complexidade, o reeducando é encaminhado para o Centro de Especialidades Odontológicas e, em casos de urgência, para Unidades de Saúde de Pronto Atendimento.

As internas do Centro de Detenção Provisória Feminina (CDPF) assistirão a produção, que é uma história de esperança e determinação.

Grávida de seu próprio pai, pela segunda vez aos 16 anos, ela não sabe ler nem escrever, além de sofrer constantes abusos da mãe.  Este é o enredo da trama que tem Claireece Jones (Gabourey Sidibe) como personagem principal do filme “Preciosa”, que será exibido neste final de semana na programação do Projeto Cine Cultura, para as internas do Centro de Detenção Provisória Feminina (CDPF).

Instintivamente, Claireece Jones, a “Preciosa” vê uma chance de mudar de vida quando tem a oportunidade de ser transferida para uma escola alternativa. Sob a orientação firme e paciente de sua nova professora, “Preciosa” começa uma viagem da opressão para autodeterminação.

O projeto Cine Cultura é realizado semanalmente, geralmente todas as sextas-feiras, pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a co-gestora das Unidades Prisionais, a Umanizzare Gestão Prisional para as reeducandas do sistema prisional.

As produções, de estilos variados, são acompanhadas da tradicional pipoca e refrigerante, procurando contextualizar a realidade e facilitando a interação com o filme e seus personagens. As atrações são selecionadas por uma equipe técnica formada por psicólogas da Umanizzare, de acordo com o tema a ser abordado e buscam trabalhar os conflitos, educar e orientar ludicamente os presos.  Após o filme, é aberto um espaço para debates onde os reeducandos expressam opiniões sobre o filme e a experiência adquirida.

“Preciosa” é um filme que sensibiliza, que leva a refletir sobre os verdadeiros propósitos da nossa existência, com destaque para a superioridade dos valores e princípios e por isso foi escolhido, ressalta a psicóloga da Umanizzare,  Jessika Freire Paula.

O projeto Cine Cultura também tem programação para este fim de semana junto aos  reeducandos da enfermaria psiquiátrica,  do anexo do CDPM.

Até o final de Campanha, prevista para 11 de abril, mais de cinco mil detentos deverão ser vacinados naquele município  

Chegou a vez dos mais de 120 detentos da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) serem vacinados contra caxumba, sarampo, rubéola, hepatite B, difteria, tétano e febre amarela. A vacinação será realizada nos presídios amazonenses onde a Umanizzare Gestão Prisional faz a cogestão.  

A vacinação faz parte do calendário de imunização da população carcerária do Estado, e conta com a parceria da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que disponibilizou as doses das vacinas.

Além dos custodiados, a imunização se estende aos servidores, agentes, advogados, psicólogos, assistentes sociais e policiais que têm contato direto com os detentos nas unidades.

Já foram imunizadas as internas do Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF) e internos do Instituto Penal Antônio Trindade – (IPAT).

De acordo com a programação, ainda irão receber vacinação a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), Penitenciária Feminina de Manaus (PFM) e o regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj Fechado).

Até a próxima sexta-feira (13), os detentos da Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), estarão participando do “Mutirão de Saúde” promovido pela Umanizzare Gestão Prisional, com o apoio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). O objetivo é atender pelo menos 80% da população carcerária da unidade, que atualmente é de 160 internos.  

Para a ação, a unidade também conta com o apoio do Centro de Testagem e Acompanhamento do município de Itacoatiara, que está disponibilizando materiais para testes rápidos como: HIV, HBAG, HVC e Sífilis.

A enfermeira Julli Costa, que coordena as atividades, ressalta que a iniciativa faz parte do calendário de ações da Umanizzare, principalmente para os custodiados que pouco procuram o consultório no cotidiano, mas que muitas vezes estão precisando.

“Além dos exames, oferecemos orientações e quando necessário de imediato, agendar a consulta com o médico especialista em cada situação, visando promover o bem estar a eles” diz a enfermeira da Umanizzare.

De acordo com a gerente técnica responsável pela UPI, Domingas Printes, as equipes de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem têm realizado atendimentos baseando-se nas necessidades de cada um.  Ela acrescentou, ainda, que sempre há uma conversa e troca de informações para que os internos conheçam, por exemplo, os benefícios proporcionados pelos medicamentos, o risco da automedicação e os hábitos que podem adquirir para prevenção contra algumas doenças, comuns, entre a população carcerária.

O reeducando, Diego Ribeiro de Souza, já foi atendido pelo mutirão, afirma que gostou da ação, “agora vejo o quanto ir aos consultórios e ficar atento as dicas dos enfermeiros são importantes para que a gente tenha uma vida mais saudável dentro do presídio”, afirma.

Primeiras turmas formaram em fevereiro, outras recebem aulas de canto e violão nas unidades.  

A primeira turma do Projeto Harmonizar 2018, composta por aproximadamente 100 internos das unidades do Complexo Prisional Anísio Jobim (Compaj), Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) e Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT), irão receber os certificados de conclusão de curso em canto e violão.

Os reeducandos assistidos pela co gestora Umanizzare Gestão Prisional, já se preparam para apresentação e confraternização, onde terão a oportunidade de mostrar aos colegas tudo que aprenderam durante os três meses de curso, nos mais diferenciados ritmos, rock nacional, sertanejo, entre outros.

Projeto Harmonizzar – O projeto foi criado exclusivamente para os reeducando do sistema prisional do Amazonas e tem como principal finalidade o resgate da autoestima e a dignidade humana, aproveitando-se o tempo ocioso dos(as) apenados(as) para cantar, fazer música e   ressocializar.

Para o professor responsável pelas aulas, Miqueias Fernandes, a educação musical permite ao ser humano buscar um equilíbrio entre razão e a emoção, provocando reflexão.

“Além disso, com as aulas estabelecemos atividades que desenvolvem a linguagem musical e oral, juntamente com habilidades rítmicas, visuais, motoras, físicas e psicológicas dos participantes”, explica o professor.

UPP – Na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), 22 reeducandos participam do Projeto Harmonizzar, entre as aulas oferecidas aos internos estão a de canto coral, flauta doce, oficina e de violão em grupo.  As aulas acontecem semanalmente em cada unidade, com apresentações internas a cada etapa concluída do curso.

“Logo após esta certificação, já iremos abrir vagas para outras turmas, acredito que até a primeira quinzena do mês de junho, o processo seletivo por voluntariado, esteja concluído, para que o curso recomece”, finalizou o professor Miqueias.

O detento Gerson Teixeira, de 31 anos, sempre se interessou pela música, mas fora do presídio nunca teve oportunidade de fazer um curso de violão. “Eu não tinha condições que comprar um violão e nem de pagar um curso, tenho família para sustentar e as minhas prioridades eram outras. Eu precisava pensar que primeiro tinha que colocar comida na mesa. Nem imaginava que aqui dentro do presídio eu ia realizar meu sonho, estou muito feliz e pretendo me dedicar às aulas”, disse o interno. Gerson é um dos 40 detentos que vão participar do projeto “Sala de Cordas”, que iniciou hoje na Central de Triagem Metropolitana III (CTM III) que fica dentro do Complexo Penitenciário de Santa Izabel. O projeto foi uma iniciativa da coordenadora pedagógica da unidade prisional, Suely Carvalho, que juntamente com a Coordenadoria de Educação Prisional da Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), foram em busca de uma parceria com a Fundação Cultural do Pará que doou 20 violões para que o curso pudesse ser ministrado dentro do presídio. Na foto, o detento Antenor Almeida, de 28 anos.
FOTO: AKIRA ONUMA / ASCOM SUSIPE
DATA: 04.04.2018
BELÉM – PARÁ

Coleta de material vem sendo realizada mensalmente, pela Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap) e Umanizzare  Gestão Prisional

 

  Seguindo calendário de trabalho, a Seap e a Umanizzare deram início a coleta de sangue, urina, entre outras amostras dos internos do sistema penal, para a realização de diversos tipos de exames, como: Hemograma, Triglicérides, Colesterol, Ácido Úrico, Glicemia, VDRL, Urina (EAS) e Fezes (EPF).

O objetivo dos exames é diagnosticar e controlar possíveis alterações que possam provocar doenças entre a população carcerária.

Na unidade Prisional de Itacoatiara (UPI), onde estão custodiados aproximadamente 120 internos, as coletas vêm sendo feitas com o apoio do município, por meio da Unidade Básica de Saúde III, que disponibilizou o material para a coleta.

De acordo com a gerente técnica da UPI, Maria Domingas Printes, os exames são complementares para ajudar no diagnóstico de doenças e na avaliação a saúde de uma maneira geral dos presos,  prevenindo anemia e infecções.

A enfermeira da unidade, Julli Janaina, afirma que todos os reeducandos passarão pelos exames. Segundo ela, “com os testes se consegue trabalhar de forma preventiva, uma vez que com os resultados tem início o tratamento pontual e, caso necessário, é  feito o agendamento imediato do reeducando com o médico”.