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Reeducandas do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), participaram nesta quinta-feira (23), de uma oficina de customização de sandálias, no “Projeto Mãos Livres”. O objetivo do projeto é promover um momento de empreendedorismo na forma de ressocialização, para que as presas aprendam uma ferramenta para geração de emprego e renda, que possa ser utilizada após a saída da unidade prisional.

De acordo com a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, o curso acontece semanalmente, e busca levar um momento de interação entre as reeducandas. Sheryde explicou que as aulas do curso são práticas, com técnicas de tingimento de pérolas, trama de flores, trama centopeia, trançado de contas, costura de trama e amarração de pedrarias.

“As atividades são essenciais para despertar interesses profissionais nas pessoas que estão custodiadas e para tirar o tempo ocioso”, diz a gerente.

Sheryde disse que os cursos possuem um papel fundamental na rotina das internas, que podem transformar o tempo ocioso dentro da unidade em um momento de aprendizagem.

“O estímulo a cursos profissionalizantes e noções de empreendedorismo estão sendo intensificados dentro das unidades prisionais, com o intuito de oferecer um momento lúdico para as reeducandas”, informa a gerente técnica.

Remição de Pena

Os cursos são ministrados para devolver a autoestima, muitas vezes perdida com a privação da liberdade, ajudar a redução da pena pelo trabalho, como prevê a Lei de Execução Penal (LEP), e serve para abrir as portas do empreendedorismo para essas mulheres.

Os reeducandos da Enfermaria Psiquiátrica do anexo do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM) tiveram uma programação especial, neste último final de semana, com o corte de cabelo, barba e bigode realizada por profissionais da Umanizzare Gestão Prisional, empresa que  faz cogestão em seis unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

De acordo com as profissionais da Umanizzare, a psicóloga Flávia Bueno e a professora Karla Alexandra, além da preocupação de fazer com que o custodiado se sinta melhor, com a autoconfiança elevada, a atividade é uma ótima oportunidade para falar e demonstrar técnicas de higiene pessoal.  

“Hoje temos 21 internos na ala psiquiátrica e todos eles quiseram receber os cuidados – cortaram o cabelo, fizeram a barba e até a sobrancelhas. A atividade foi um sucesso, não faltou brincadeiras do tipo: fiquei mais bonito que já sou e agradecimento junto a professora que realizou os cortes conforme pedido dos reeducandos”, disse Flávia Bueno.

 

 

 

 

A professora acrescenta que em breve serão abertas novas inscrições para os internos da enfermaria psiquiátrica para o curso de barbeiros – qualificação profissional para a área de estética. A modalidade faz parte do Núcleo de Aprendizado Profissional (NAP) desenvolvido pela Umanizzare e que proporciona um espaço adequado para a realização de cursos profissionalizantes, treinamentos, capacitações e palestras.

“As atividades são essenciais para despertar interesses profissionais nas pessoas que estão privadas de liberdade e para tirar o tempo ocioso, favorecendo o processo de motivação, permanência e aprendizagem, sempre com foco na ressocialização e inserção dos reeducandos no mercado de trabalho, comentou Karla.

A Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) promoveu, neste último final de semana (25 e 26), mais uma edição do “O Pequenino”. Idealizado pela Umanizzare em 2015, o projeto que reserva um espaço para as crianças durante a visita aos pais, vem alcançando resultados positivos dentro da unidade, com a criançada demonstrando interesse pelas artes.

A assistente social da unidade, Ana Maria Bezerra, ressalta que enquanto os pais estão em horário de visita, as crianças recebem atenção redobrada, onde desenvolvem atividades como: pintura, desenho, leitura de histórias e brincadeiras.

“Nossa equipe percebeu resultados positivos com o projeto aqui na UPI. Além de despertar nas crianças o interesse pelo desenho e pintura, o projeto nutre um clima mais lúdico e apropriado, amenizando a vivência no ambiente prisional. Os próprios pais vêm ao nosso encontro para agradecer e elogiar o projeto”,  informa a assistente social.

O Projeto – Atualmente o projeto é realizado em todas as seis unidades cogeridas pela empresa. Foram definidos locais adequados para acolher às crianças em um ambiente colorido e recreativo, que em nada lembram as tensões comumente geradas no contexto do cárcere.

Desenvolvido pela Umanizzare Gestão Prisional Privada, cogestora da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) em seis presídios do sistema amazonense, “O Pequenino” atende ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sendo bastante elogiado pelos familiares, que antes temiam pela presença dos filhos nos presídios.

“Com as crianças distraídas e imersas num ambiente com ações lúdicas e pedagógicas, os pais podem usufruir mais do período da visita, abrindo oportunidades para melhorar os laços afetivos. Além disso, conseguimos ter uma atmosfera saudável para as crianças e percebemos que elas ficam contentes e aprendem a conviver socialmente uma com as outras”, explica a gerente técnica da UPI, Maria Dominga Printes.

Para a psicóloga da Umanizzare, Patrícia Mendes, o projeto resgata a alegria das crianças e por consequência dos pais.  “Não é porque estamos dentro do sistema carcerário que as crianças precisam se sentir presas, aqui podem utilizar materiais recicláveis para produzir brinquedos e trabalhar a imaginação, além de terem acesso a lápis de cor, tintas guache, palitos de picolé e desenhos para colorir, tudo que uma criança precisa para sorrir e crescer mais saudável”, na avaliação da psicóloga.

“Saúde bucal” foi tema de palestra na Penitenciária Feminina de Manaus (PFM), nesta segunda-feira (27). Os cuidados com os dentes são primordiais para diminuir o risco de desenvolvimento de problemas bucais e dentários.  

A assistente social da unidade, Jaqueline Lima, explicou que doenças da boca têm relação direta com o fumo, o consumo de álcool e a má alimentação. Segundo  assistente social, a saúde bucal reflete diretamente a saúde geral.

“Estudos comprovam que a saúde bucal tem bastante relação com a saúde geral, pois a boca interage com todas as estruturas do corpo. As más condições de higiene bucal podem causar doenças que podem levar a enfermidades, principalmente doenças cardiovasculares e diabetes”, disse a assistente social.

De acordo com a assistente social, o objetivo da palestra é orientar os detentos sobre a importância de cuidar dos dentes. “É muito importante ter dentes saudáveis para evitar problemas como cáries, ausência de dentes e mau hálito, que podem acarretar em baixa autoestima dos internos”, ressaltou a assistente social.

Jaqueline Lima explicou que, na atividade, os reeducandos tiveram a oportunidade de participar de consultas e palestras realizadas por odontologistas, que falaram sobre doenças transmitidas sexualmente por vias orais.

“Manter uma boca saudável implica em cuidados diários preventivos, como uma boa escovação e o uso correto do fio dental”, disse a assistente social.

Reeducandos do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM) que participam do Projeto “Remição pela Leitura” já estão com novos livros em mãos para a leitura e preparação das provas de avaliação do projeto, que devem acontecer no final deste mês e conta para a redução de pena.  

O projeto é realizado pela Umanizzare Gestão Prisional, cogestora da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) em seis unidades prisionais no Amazonas. As atividades de leitura acontecem semanalmente e tem como principal objetivo levar um momento educacional e de construção intelectual para os presos, que buscam na educação uma alternativa de mudança de vida.

Segundo a psicóloga da Umanizzare, Flávia Bueno, o projeto de remição pela leitura exige dos presos dedicação para que possam se sair bem nos testes, que acontecem durante o desenvolvimento do projeto educacional. A cada obra lida, os participantes, que atingem as notas, têm remição de quatro dias da pena aplicada.

“Quando os reeducandos recebem os livros, também têm um prazo para concluir a leitura, já se preparando para o momento de avaliação, que acontece no formato escrita e oral, em dois momentos”, disse a psicóloga.

A psicóloga acrescenta, ainda, que 50 reeducandos devem fazer as provas nesta edição, a avaliação é feita por profissionais da própria unidade e também do público externo, e é montada para avaliar o desempenho dos reeducandos envolvidos na atividade educacional.

A remição pela leitura é recomendada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e está prevista na Lei de Execução Penal (LEP). O programa de remição pela leitura visa reduzir a pena dos internos utilizando obras literárias, viabilizando a remição de quatro dias da pena, a cada livro e resenha ou relatório de leitura de obras devidamente lidas e avaliadas.

Reeducandos do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj-fechado), participaram nesta quarta-feira (22), do curso de formação de confecção de luminárias em tubo PVC. O projeto está inserido na política de qualificação profissional realizado em parceria com a Umanizzare Gestão Prisional, nas prisões do Estado.

De acordo com a terapeuta ocupacional do Compaj, Nelcineide Silva de Lira, com o projeto os detentos garantem uma qualificação profissional no processo de confecção das luminárias nos tubos em PVC e, também, garantem uma renda extra no final de cada mês, com a comercialização dos itens produzidos.

“É no curso de luminárias que os reeducandos aprendem técnicas que envolvem a criatividade e a coordenação motora. As luminárias são confeccionadas a partir de matérias primas de tubos PVC, que são decorados e pintados”, disse a terapeuta ocupacional.

Nelcineide Silva afirma que o objetivo do projeto é tirar os presos da ociosidade, promover um momento de conhecimento técnico, que servirá em um futuro fora da unidade prisional

“Os participantes também ganham remição de pena pelo trabalho, podendo reduzir o tempo de permanência na prisão. Os presos podem comercializar os artigos de luminárias para obter uma renda para o sustento da família”, disse a colaboradora.  

Reeducandas do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), participam nesta segunda-feira (20), do curso de colorimetria, dentro do projeto “Lisbela”. Com o Projeto, a Umanizzare tem alcançado objetivos como a redução da pena por meio de cursos.  As reeducandas trabalham como agente multiplicador, repassando o aprendizado para outras internas.

De acordo com a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, o curso tem status de profissionalizante e vai proporcionar às alunas um ambiente profissional e de aprendizagem para que posteriormente aconteça a abertura do próprio negócio. “Elas têm uma grande oportunidade de emprego e geração de renda, sem precisar pedir nada de ninguém, diminuindo as chances de reincidência”, disse a gerente técnica.

Sheryde disse que o projeto tem alcançado seus objetivos de atender a comunidade carcerária feminina em suas necessidades, elevando a autoestima das internas e criando perspectivas profissionais de trabalho, após o cumprimento da pena. Segundo a profissional, é possível perceber a vontade de aprender e de mudar por parte das reeducandas, o stress e ansiedade diminuem consideravelmente.

“Elas se concentram no que estão aprendendo e ressaltam as intenções de se tornarem donas do próprio negócio, salão. É muito gratificante participar de todo esse processo de transformação, de crescimento”, informou Sheryde.

Projeto Lisbela

Criado em 2014, o “Projeto Lisbela” promove qualificação profissional na área de estética e imagem pessoal. Consiste em um salão de beleza, implantado na unidade prisional, para profissionalizar as detentas e ajudar na recuperação da autoestima.

Internos do Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) recebem na semana que vem certificados do curso de música, promovido pela Umanizzare, cogestora da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) em seis unidades prisionais do Amazonas.

O curso faz parte do projeto Harmonizar, que promove a ressocialização e reinserção dos reeducandos na sociedade, por meio do aprendizado musical. Segundo o professor de música, Miqueias Fernandes, as atividades musicais contribuem para estimular a memória, a concentração e a criatividade dos internos pela linguagem artístico-musical.

“Os internos recebem instrumentos como violão e microfones para as aulas de canto. Este ano, temos um desafio ainda maior, porque serão os reeducandos que irão escolher o ritmo que querem aprender. Músicas evangélicas e religiosas ou MPB são algumas opções disponíveis”, explica o professor.

Os ensaios após a diplomação vão continuar. O objetivo é que no final do ano todos os alunos qualificados façam uma apresentação aos familiares, colegas de confinamento e colaboradores.

De acordo com a psicóloga do CDPM, Flávia Bueno, a música exerce papel primordial na socialização, pois além de reforçar laços e vínculos afetivos, também estimula a memória e a criatividade dos apenados.

“As aulas são uma ruptura com a rotina de reclusão que eles vivem, pois há a necessidade de se expor socialmente, trocar impressões, atuar em grupo. Além de aprenderem a tocar instrumentos e a usarem a própria voz como meio de expressão, os reeducandos conhecem os diversos ritmos musicais de diferentes épocas”, disse a psicóloga.

Jake (John Boyega) era um promissor talento do programa de defesa Jaeger, mas abandonou o treinamento e entrou no mundo do crime ao vasculhar ferros-velhos em busca de peças de robôs abandonados.

Perseguido após não encontrar uma peça valiosa, ele encontra o esconderijo da jovem Amara (Cailee Spaeny), que clandestinamente está construindo um Jaeger de porte pequeno.

Ambos tentam fugir usando o robô, mas acabam sendo capturados. Para escapar da prisão, eles são enviados ao treinamento de pilotos Jaeger. Lá Jake reencontra sua irmã de criação Mako (Rinko Kikuchi), uma heroína da época do combate contra os kaiju, que tenta lhe ajudar a se readaptar ao ambiente militar.

Esses são os personagens do filme Círculo de Fogo II que chegou aos cinemas este ano e que será exibido neste final de semana aos internos da Enfermaria Psiquiátrica do Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM), na programação do Projeto Cine Cultura, realizado pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a cogestora das Unidades Prisionais, a Umanizzare Gestão Prisional.

O projeto tem como objetivo estimular a reflexão dos internos, bem como levar cultura e entretenimento a população confinada.

De acordo com a assistente social da Umanizzare, Carla Rute Maia de Oliveira, durante a semana os reeducandos ficam na expectativa do “dia do cinema”. Ainda, segundo ela, eles ficam curiosos sobre qual o  filme será apresentado, ressaltando que a seleção do longa, desta vez, foi por mostrar a briga entre o bem e o mal.

“Mesmo com as diferenças individuais e os conflitos internos de cada um, queremos levar a mensagem, ao exibir este filme para os internos, de que com amor e tolerância é possível superar os obstáculos, os medos do isolamento, reforçando inclusive a importância da relação deles com a família”, afirma Carla.

 

Projeto – O “Cine Cultura foi idealizado há pouco mais de um ano pela Umanizzare e é uma atividade realizada semanalmente, todas às sextas-feiras.  As produções, de estilos variados, são acompanhadas pela tradicional pipoca e refrigerante. Os filmes são selecionados pela equipe técnica, de acordo com o tema a ser abordado, e buscam trabalhar os conflitos, ou educar e orientar ludicamente.  Após o filme, é aberto um espaço para que os reeducandos possam expressar o que sentiram e debaterem sobre o que aprenderam.

“O cinema, no âmbito educativo, proporciona um ambiente ideal para ajudar as pessoas privadas de liberdade a tomarem decisões conscientes e responsáveis. Além disso, o trabalho junto aos pacientes psiquiátricos se torna ainda mais humanizado, descontraído”, explica a assistente social.

Seguindo os princípios norteadores da Umanizzare – profissão, trabalho e família, aproximadamente 50 internos, que atualmente cumprem pena no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj / Fechado); no Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM); e na Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) passam por cursos profissionalizantes para formação de barbeiro e para Agentes Promotores de Saúde.

Os cursos são promovidos por meio do projeto do Núcleo de Aprendizado Profissional (NAP), com foco na reintegração à sociedade, através do trabalho, após o cumprimento da pena.

Na capacitação, desenvolvida pela Umanizzare Gestão Prisional, os presos passam por curso profissional em cortes de cabelo masculino e design de barba. A formação vai permitir geração de renda e garantir o sustento dos familiares, após o cumprimento de pena.

As aulas são ministradas pela professora, Marinez Costa, instrutora qualificada e contratada pela Umanizzare, com carga horária de 60 horas.  Para participar do curso foram selecionados 30 internos.

“A grande maioria população carcerária possui apenas o ensino fundamental incompleto,  para eles, o ensino profissionalizante se torna atrativo, já que possibilita uma autonomia e uma possível geração de renda no momento pós-cárcere”, ressalta a professora.

UPI – Na unidade Prisional de Itacoatiara, localizada a 269 km da capital amazonense, aproximadamente 20 reeducandos irão receber novo treinamento para atuarem como “Agentes Promotores de Saúde” (APS).  O curso profissionalizante será ministrado pelos profissionais de saúde do estabelecimento, que passaram orientações sobre infecções sexualmente transmissíveis (IST), doenças gengivais e suas consequências na saúde bucal, e doenças relacionadas a pele.

“O papel dos APS´s é exclusivamente de apoio à equipe de saúde, tendo em vista que são exatamente estas pessoas que vivenciam as dificuldades e necessidades dos colegas de confinamento”, explica a gerente técnica da UPI, Domingas Printes.

NAP –  O Núcleo de Aprendizado Profissional foi estrategicamente pensado para preencher a lacuna deixada pelos projetos arquitetônicos dos presídios convencionais. A proposta da Umanizzare foi adequar um espaço, equipar e promover cursos profissionais. Os reeducandos têm acesso a cursos como instalação e manutenção de condicionadores de ar, bombeiro hidráulico, pintura predial, instalação de drywall, organizador de eventos, escultura com balões, barbeiro e marcenaria, dentre outros.

“O Núcleo cria um espaço adequado para a realização de cursos profissionalizantes e favorece o processo de motivação, permanência e aprendizagem, sempre com foco na ressocialização e inserção/reinserção dos reeducandos no mercado de trabalho, finaliza a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline.