Author

Umanizzare Brasil

Browsing

Atendendo a Recomendação nº 44/2014, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), presos do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj-Fechado), participaram nesta quinta-feira (10), de avaliação oral no projeto “Remição pela Leitura”.

O projeto é desenvolvido por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a cogestora das unidades prisionais no Amazonas, a Umanizzare Gestão Prisional.

O programa de remição da pena pela leitura na prisão, além de ser um projeto que viabiliza a interação entre os participantes, desenvolve um momento de aprendizado para os reeducandos e promove um processo de socialização.

Para conquistar  remição da pena pela leitura, os presos são avaliados por profissionais da Umanizzare, da Seap e, na maioria das vezes, por profissionais do público externos, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e membros do Conselho Regional do Amazonas.

De acordo com o gerente técnico da Umanizzare, Valter Sales, a iniciativa é da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e Umanizzare Gestão Prisional, sendo destinado a todos os apenados que tenham habilidades, competência de leitura e escrita necessária para a atividade.

“Os reeducandos recebem o material para estudar, até que chegue o período de avaliação.  Na fase seguinte, elaboram um relatório e respondem um questionário sobre as principais questões do livro. O detalhe é que eles podem ficar com o livro por, no máximo, 30 dias e depois irão para a comissão avaliar”, disse o gerente técnico.

Valter Sales explicou que os colaboradores estão empenhados em deixar os internos o mais à vontade possível para que tirem a nota necessária para a remição da pena. “Sem contar que os livros libertam a imaginação e amenizam o tempo ocioso e a ansiedade dos presos”, ressaltou o gerente técnico.

Previsto em Lei – O projeto Remição pela Leitura distribui livros, previamente selecionados pela equipe técnica, com avaliação escrita e oral, atendendo a metodologia do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estabelecida na Recomendação nº 44/2014, viabilizando a remição de quatro dias da pena, a cada livro e resenha/relatório de leitura de obras devidamente lidas.

Em comemoração ao Dia das Mães, reeducandas do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), promovem atividade musical em comemoração ao “Dia das Mães”, no “Projeto Harmonizar”. O projeto é desenvolvido por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a cogestora das unidades prisionais no Amazonas, a Umanizzare Gestão Prisional. O projeto foi criado exclusivamente para os reeducandos do sistema prisional do Amazonas e tem como principal finalidade o resgate da autoestima, da dignidade humana, além de retirar as reeducandas do tempo ocioso, que passam a ter atividades de canto e música.

De acordo com o professor responsável pelas aulas, Miqueias Fernandes, a educação musical permite ao ser humano buscar
um equilíbrio entre razão e a emoção, provocando reflexão e um processo de ressocialização. “O projeto harmonizar terá continuação dos ensaios para o coral do Dia das Mães, que será realizado dia 11, sexta-feira, na unidade prisional”, disse o professor. Miqueias explicou que a música expressa nas reeducandas algo que não pode ser dito em palavras em uma simples rodada de conversa. E como função da arte em um processo social, manifesta os diversos afetos em descoberta para busca da
paixão, em forma de melodias. “O projeto tem sido de muita importância, muitas meninas se emocionam, mesmo porque é uma data comemorativa e de recordação da genitora para algumas”, ressaltou o educador.

Reeducandas da Penitenciária Feminina de Manaus (PFM),
participam nesta sexta-feira, (4), de momento terapêutico no
‘Grupo Operativo, atividade que é desenvolvida nas unidades
prisionais e tem como objetivo promover a interação e o respeito
entre reeducandos, além de levar o autoconhecimento e soluções
para dificuldades e obstáculos enfrentadas pelas pessoas que
tiveram a liberdade privada.
De acordo com a psicóloga, Miscilene da Silva de Lima, nos
encontros do ‘Grupo Operativo’ são realizadas exibições de vídeos,
músicas e debates. A psicóloga explica que, geralmente, as atividades
são realizadas com um número de 10 reeducandas.
“Dividimos o momento terapêutico em duas partes, com um
processo de boas-vindas, quando eles se cumprimentam e uma
dinâmica de desenvolvimento pessoal e autoconhecimento”, disse a
psicóloga.
Miscilene conta que o processo de boas-vindas, tem como objetivo o
autoconhecimento, a análise e avaliação de como a pessoa tem
conduzido a vida. Com o objetivo de vislumbrar barreiras e
empecilhos que existem em sua jornada, assim como soluções para
transpor esses obstáculos e dificuldades.
A psicóloga explica que o projeto do Espaço Terapêutico, busca fazer
trabalhos laborais e terapia em grupo. Miscilene disse que o
programa é uma forma de diminuição das tensões e comunicação em
grupo.
“Para as reeducandas, participar da atividade, representa a mudança
na visão de como o mundo apresenta as diversas situações de
convívio social, sejam momentos de oportunidades, ou até, de
situações tensas e desagradáveis, além de abrir oportunidades para o
futuro.

Vacinação vai até julho com o objetivo de imunizar 8.300 mil pessoas, entre presos e servidores do sistema penal

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e a Umanizzare Gestão Prisional estão vacinando os presos e colaboradores do sistema carcerário contra o vírus da gripe H1N1. A ação vai até julho e tem o objetivo de imunizar 8.300 mil pessoas como parte da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza e integra o calendário do Ministério da Saúde (MS).

As doses da vacina foram disponibilizadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e são aplicadas em dose única para prevenir a doença até a próxima campanha, que acontece anualmente.

De acordo com o secretário de Estado de Administração Penitenciária, coronel da Polícia Militar do Amazonas, Cleitman Coelho, a vacinação é a estratégia mais eficaz para evitar surtos da doença, que segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) mata mais de 650 mil pessoas todos os anos.  

Ainda segundo o secretário, o confinamento aumenta o risco de difusão de vírus e pode acarretar complicações maiores, com custos mais elevados no tratamento. “Por isso, a população prisional entrou no grupo de prioritários pelo MS para vacinação, a imunização contra a gripe é a forma mais segura e eficiente para a redução do impacto da doença”, afirma Cleitman.

Unidades – O Centro de Detenção Provisório Feminino (CDPF) foi uma das primeiras unidades do Estado a receber a vacinação. Aproximadamente 90 internas foram imunizadas. Para o enfermeiro da Umanizzare, Anderson Pompeu, e a técnica de enfermagem Pamela Vieira, “as pessoas privadas de liberdade estão mais propensas à gripe, por estarem em ambientes de aglomeração e a vacina minimiza a possibilidade de uma epidemia de gripe, que pode levar a casos de pneumonia ou até mesmo à morte”.

A reeducanda, Vanessa da Silva, foi uma das que tomou a vacina e disse que se sente mais segura. “Além da imunização, esta ação sempre vem com informações extras ensinando como devemos fazer para manter a higiene pessoal e cuidar da saúde”, destaca a interna.

A influenza – é uma doença respiratória infecciosa de origem viral, seu agravamento pode levar à morte, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção (crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais).

Sintomas – Os principais sintomas da gripe H1N1 são febre, calafrios, tremores, dores de cabeça, dor de garganta e rouquidão, tosse seca, coriza, dor no corpo e cansaço.  O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exame laboratorial.

Presos do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj-Fechado), participam de oficina de confecção de luminárias em tubos PVC no “Projeto Mãos Livres”. O projeto que é inserido na política de qualificação profissional da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), é realizado em parceria com a Umanizzare Gestão Prisional nas prisões do Estado e será desenvolvido nesta segunda-feira (7), na quarta-feira (9), quinta-feira (10) e sexta-feira (11).

De acordo com o gerente técnico da Umanizzare, Valter Sales, o objetivo do projeto é fazer com que os reeducandos possam obter uma renda extra e sair da ociosidade. Além de ter conhecimento técnico, produzir e comercializar artigos e obter uma renda para o sustento da família.

Valter Sales informou que os reeducandos recebem matérias para que possam desenvolver a atividade, e o que eles faturam com a produção e venda das luminárias é enviado para os seus familiares. Sendo que parte do lucro é destinado para compra da matéria prima, para que possam dar continuidade na produção.

“O projeto de confecção de luminárias é uma grande oportunidade para o reeducando abrir seu próprio negócio e se tornar um empreendedor, garantindo o sustento quando estiver em liberdade”, explicou o gerente.

Segundo Valter, enquanto os reeducandos estão reclusos, o curso proporciona uma maneira de ganhar dinheiro regularmente, uma vez que os parentes participam das feiras de artesanato pela cidade e conseguem uma renda extra com a venda dos produtos.

De acordo com Valter Sales, as ações desenvolvidas para o curso estão focadas na ressocialização por meio do aprendizado de uma profissão. Também têm cumprido vários papéis nas unidades, inclusive com a melhora no comportamento dos internos.

Remição de pena

Os internos voluntários que participam da oficina também ganham remição de pena pelo trabalho, podendo reduzir o tempo de permanência na prisão.  Nas três semanas, espera-se uma redução de quatro dias remidos para cada apenado.

Iniciativa faz parte do projeto de ressocialização para conscientizar reeducandos e seus familiares sobre gravidez, doenças e família.

Finalizando as ações do mês de maio, a Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI) realizou no dia 24, mais uma ação do Projeto Planejamento Familiar.  Esposas e internos receberam orientações sobres questões relacionadas à gravidez, cuidados que podem evitar infecções sexualmente transmissíveis (ISTS) e a importância do vínculo familiar.  

De acordo com a gerente técnica da UPI, Maria Domingas Printes, todos os assuntos são abordados de forma lúdica e interativa para fortalecer cada vez mais a família, como base para a construção do indivíduo em sociedade. Domingas ressaltou, ainda, que ser família de detento atrai estigmas sociais que precisam ser enfrentados.

“Por isso o acolhimento e planejamento caminham juntos. Os assistentes sociais e psicólogos promovem palestras educativas e criam ambientes de confraternização e de interação entre os familiares, de um jeito que a informação chegue tranquila e o mais importante, de forma eficiente”, avalia Domingas.

Já a assistente social da Umanizzare Gestão Prisional, cogestora da UPI,  Ana Bezerra, explicou aos reeducandos e as esposas sobre os cuidados que devem ter com a prevenção das ISTS e os locais que oferecem o serviço de planejamento familiar gratuitamente, as chamadas Unidade Básica de Saúde (UBS) implantada nos municípios.  

A esposa do reeducando Arnaldo de Oliveira Rolim, Luciana de Lima Cordeiro, aprovou a ação. Segundo ela, foi possível tirar dúvidas, principalmente sobre como planejar o momento certo de ter filhos.

A equipe de saúde da Umanizzare esteve à disposição dos convidados durante a ação. A psicóloga, Patrícia Mendes, destacou que o planejamento trás questionamentos e reflexões dentro do grupo sobre planejar o presente e o futuro a qualidade de vida mental, física, psicológica para a família. Para a dentista Tamiris Ferreira, o projeto é gratificante porque dá  oportunidade de transformar a vida dos reeducandos e seus familiares de forma positiva.

“Reatar laços familiares em circunstâncias tão adversas é uma tarefa delicada, as palestras socioeducativas com linguagem acessível, faz com que todos entendam a importância de controlar a taxa de natalidade e os cuidados que precisam ser tomados para evitar doenças sexualmente transmissíveis”, alerta a psicóloga.

A enfermeira, Julli Janaína, afirma que a educação em saúde é um processo de aprendizagem contínuo e que o enfermeiro é um educador preparado para propor estratégias no intuito de oferecer caminhos que possibilitem este ensinamento como a importância da higiene pessoal e a necessidade de usar preservativos.

Para finalizar a ação foi entregue aos participantes kits com pacotes de preservativos; sabonetes íntimos, sabonetes artesanais, feitos pelos próprios reeducandos da unidade, toalha de rosto e folders informativos sobre os temas abordados.