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Setembro Amarelo: Presídios realizam ações de prevenção ao suicídio

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Apesar de tabus parecerem coisa do passado, falar sobre depressão e suicídio ainda bate de frente com o preconceito, e a opção pelo silêncio predomina. 

Com o objetivo de orientar e prevenir situações de suicídio, a Umanizzare Gestão Prisional Privada, empresa que faz cogestão em cinco unidades da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) irá realizar uma série de ações sobre valorização da vida nos presídios que atua no Amazonas. 

As atividades fazem parte do fortalecimento da campanha Setembro Amarelo – de prevenção ao suicídio.  

Ações – Na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e no Centro de Detenção Provisório de Manaus (CDPM 1) as atividades começam nesta terça-feira (10) e se se estendem durante toda a semana para aproximadamente 500 internos, divididos entre os pavilhões.  

As ações irão envolver psicólogos e assistentes sociais – filmes por meio do projeto Cine Cultura e palestras sobre depressão, família e valor a vida. 

Falar é a melhor solução – De acordo com a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, o Setembro Amarelo é importante por reforçar o amor próprio entre os internos. Ainda, segundo ela, o sofrimento, o arrependimento, a própria situação de cárcere e o abandono familiar são fatores que influenciam para o surgimento de pensamentos suicidas e até atentados contra a própria vida no ambiente prisional.

“Por esses motivos, o trabalho será focado em ouvir os custodiados, queremos dar a oportunidade para que falassem sobre o problema de uma forma espontânea, durante cada atividade proposta”, pontua Sheryde.

Números – O fato é que o suicídio é um fenômeno complexo, de múltiplas determinações, mas saber reconhecer os sinais de alerta pode ser o primeiro e mais importante passo.  Hoje, 32 brasileiros se suicidam diariamente. No mundo, ocorre uma abreviação da vida a cada 40 segundos.

A enfermeira Stephanie Cristiane Marques Brito Santos, do CDPM, reforça que o que torna essa ação importante é observar durante as atividades sinais de um possível suicídio. “A primeira medida preventiva é a educação. Além disso é preciso saber a diferença de tristeza e depressão. Vamos reforçar que participar das atividades oferecidas nas unidades ajudam a preencher o tempo, a sensação de vazio que eles vivem no cárcere”, afirma a enfermeira.

Ao final de setembro, as cinco unidade prisionais amazonenses cogeridas pela Umanizzare deverão apresentar o resultado dos encontros que foram realizados durante essas semanas com os profissionais e os detentos. 

“Como cada unidade tem a própria realidade, as atividades são diferentes, mas no fim o resultado é sempre de tentar ajudá-los a cuidar da saúde mental”, finalizou Sheryde.

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