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Presas recebem ações do “Janeiro Branco”

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A Umanizzare, empresa que faz a cogestão em seis presídios no Estado, e a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), promoveram ações no Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF) , com o  objetivo de levar as internas a uma reflexão sobre a importância dos cuidados com a saúde mental e emocional.

As atividades fazem parte do “Janeiro Branco”, mês dedicado  a conscientização da saúde mental e emocional, criado em 2014, adotadas por entidades médicas de todo o Brasil.  A programação foi realizada em etapas, entre os dias 15 a 22, pelos setores de psicologia e assistência ocupacional e desportiva da unidade.  

A programação foi voltada para as reeducandas dos pavilhões 1, 2 e 3 – com a participação de 12 internas. Elas receberam palestras, orientações e exercícios sobre os cuidados que elas precisam ter para manter a saúde mental. Os atendimentos psicológicos são feitos periodicamente, independente dos projetos e campanhas.

Segundo o psicólogo, Igor Felipe Almeida, os estudos apresentados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e Ministério da Saúde indicam que, no Brasil, tem crescido o número de pessoas com problemas relativos à saúde mental e emocional.  Entre estes problemas, destacam-se os transtornos de ansiedade, esquizofrenia, transtornos alimentares, estresse pós-traumático, somatização, transtorno bipolar, transtorno obsessivo compulsivo e depressão.

“Trabalhamos com elas de modo que passem a pensar de forma otimista, encarando os problemas com mais facilidade. As crenças influenciam nas coisas boas ou ruins que acontecem durante a vida. Além disso, é importante que elas entendam a necessidade de traçar metas, mesmo privadas de liberdade. As conquistas, sejam por meio dos projetos e cursos realizados aqui dentro, fazem com que se sintam melhores”, disse o psicólogo.

 

O educador físico, Lemichel  Háyden de Araújo, realizou sessões de ginástica laboral com a finalidade promover a saúde, qualidade de vida das internas, entre outras ações que fazem parte da campanha voltadas para a saúde mental das detentas. De acordo com ele, a atividade provoca a liberação de substâncias químicas cerebrais que fazem elas se sentirem mais felizes e relaxadas.

 “O esporte é sinônimo de qualidade de vida. Visamos sempre o bem-estar dos internos, portanto, quando realizamos as competições não pensamos apenas em auxiliar na ressocialização, mas atingir um condicionamento físico salutar, combater doenças, garantir uma mente saudável, entre outros benefícios”, explica o professor.

Para a reeducanda, Ruth Helena do Rosário, a importância da atividade e do acompanhamento psicológico “preparam a gente para quando sairmos daqui”.

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