Notícias

Presos fazem provas para Remição pela Leitura

Compartilhe no Google+ Compartilhe no Pinterest Compartilhe no LinkedIn Compartilhe no Tumblr

Projeto implantado pela Umanizzare conquista cada vez mais internos, por oferecer remição de pena e acesso à cultura e à educação.

 

Entre os meses de abril e maio, aproximadamente 60 reeducandos participantes do Remição pela Leitura realizaram as avaliações escritas e orais do projeto.

As provas foram aplicadas entre os presos das Unidade Prisional Do Puraquequara (UPP); Penitenciária Feminina de Manaus (PFM); Unidade Prisional de Itacoatiara (UPI); Instituto Penal Antônio Trindade – (IPAT); Centro de Detenção Provisória de Manaus (CDPM).

As avaliações foram realizadas por equipes técnicas multidisciplinares da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) e a empresa cogestora das unidades prisionais no estado, Umanizzare Gestão Prisional.

Os testes exigiam que os reeducandos fizessem uma explanação (provas orais) e / ou respondessem a questões (prova escrita) sobre as histórias que leram.

Além da remição de pena, o projeto, tem o objetivo de proporcionar acesso à cultura e à educação. Para a gerente técnica da Umanizzare, Sheryde Karoline, a leitura expande a visão dos internos para novas experiências e perspectivas de vida. “Os internos relatam que, além de ver os livros como forma de conhecimento de outras culturas, a leitura auxilia no processo de escrita”, afirma a gerente.

Até a primeira quinzena do mês de maio, os resultados das provas devem ser divulgados.

Sobre o Remição Pela Leitura – Recomendado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e previsto na Lei de Execução Penal (LEP), o Programa de Remição pela Leitura visa reduzir a pena dos internos utilizando obras literárias, viabilizando a remição de quatro dias da pena, a cada livro e resenha/relatório de leitura de obras devidamente lidas e avaliadas, prática que tem-se mostrado uma extraordinária ferramenta também para a melhoria do convívio interno nos presídios.

Conforme a Odontóloga da UPI, Tamiris Ferreira de Lima, que fez parte da bancada avaliadora, a cada edição, percebe-se que o número de participantes e interessados no projeto aumenta, enfatizando que a leitura é importante para o processo de ressocialização.  “Através das histórias eles podem aprender lições e aplicar os conhecimentos obtidos dos livros o dia-a-dia. Os participantes nos relatam os benefícios que este projeto traz, e isso é muito gratificante, ver que a nossa participação é capaz de transformar de forma positiva a vida dessas pessoas’, afirmou a dentista.

Publique um comentário