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agosto 2017

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“O curso foi uma oportunidade para mais um aprendizado para todos nós. Foi gratificante, pois aperfeiçoei algumas técnicas como profissional e sendo também uma terapia mental, fazendo com que esqueçamos alguns problemas, e ainda podendo remir pena. E isso é importante para o retorno ao convívio social”. A avaliação é do reeducando Natalino Soares, sobre o curso de artesanato em vime promovido pela SEAP e pela Umanizzare em articulação com a a Associação dos Artesãos ArteIta.

Com carga horária de 45 horas, o curso durou 15 dias e teve como instrutores Alzarina Nobre de Souza e Valdomiro Serrão. Encerrado no dia 25 de agosto, o curso teve a participação de oito reeducandos, que confeccionaram 70 peças artesanais diversificadas (cestas e vasos). O interno Jânio Pereira da Silva Júnior afirmou que ao proporcionar a possibilidade do aprendizado, a équite técnica demonstra que acredita no potencial dos internos.

“Os professores foram excelentes, pacientes, educados e respeitosos. Aprendemos com eles uma profissão, proporcionando algo de melhor para nós lá fora. Agradeço também à equipe técnica”, afirmou Jânio. A instrutora do curso, Alzarina Nobre, afirmou que o curso transcorreu de forma harmoniosa, especialmente porque os internos foram respeitosos, dedicados, assíduos e comprometidos com as tarefas. “É satisfatório ministrar um curso como esse, num ambiente prisional, porque eles estão tendo uma oportunidade de mostrar seu trabalho, e ainda gerando renda para sua família”, disse.

Reeducandos da Unidade Prisional de Itacoatiara tiveram acesso a procedimentos de coleta de sangue para realização de diversos tipos de exames. A ação foi articulada pela equipe técnica da área de Saúde da Umanizzare e pela Coordenação de Saúde Prisional da SEAP e realizada em parceria com o SUS. Foram coletados os seguintes exames: hemograma, colesterol, glicemia, ácido úrico, VDRL, EAS e EPF.

A enfermeira da Unidade, Elinilma Martins, afirmou que a coleta de sangue serve para avaliar a saúde de maneira geral e identificar possíveis desordens, como anemia e infecções. Para o Reeducando Anderson de Souza da Costa, a ação foi importante “para o bem estar e melhoria da vida, por que é um meio de tratamento”. Houve a coleta de oito tipos de  exames em reeducandos e nove exames em colaboradores.

A Unidade contou com o apoio da Unidade Básica de Saúde III, que disponibilizou o material para a coleta. O Plano Nacional de Saúde prevê a inclusão da população penitenciária no Sistema Único de Saúde\SUS. O acesso dessa população às ações e serviços de saúde é legalmente definido pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei de Execução Penal.

 

Umanizzare Gestão Prisional, responsável pela gestão da unidade, promove formação profissionalizante para internos objetivando reinserção no mercado de trabalho

A fim de oferecer aos reeducandos de suas unidades uma oportunidade de reinserção no mercado de trabalho, a Umanizzare Gestão Prisional promove cursos profissionalizantes que, além de ensinarem um ofício, dão direto à remição de pena. Foi neste sentido que o Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT) recebeu o curso de Drywall, finalizado no mês de julho; é o quinto realizado, em uma sequência que trouxe cursos de elétrica predial, instalação e manutenção de ar condicionado e bombeiro hidráulico.

Cerca de 20 internos participaram da formação, que foca não apenas em ressocializar por meio da promoção de novas perspectivas de vida fora do presídio. O objetivo, de acordo com integrante da equipe multidisciplinar da Umanizzare que ministrou o curso, Gianfranco Alves, é despertar nos reeducandos interesse pela área de conhecimento em que se identificam. Ele conta que o grande desafio do trabalho é ensinar o ofício levando em consideração os diferentes níveis de escolaridade dos reeducandos. “É necessário trabalhar com cada interno de forma individualizada para obter êxito no aprendizado. A intenção é que todos atinjam o mesmo patamar de conhecimento”, afirma Gianfranco.

Os alunos também foram incentivados a explorar sua criatividade para poderem se adaptar às diversas possibilidades de espaços e demandas de futuros clientes, além de oferecer um trabalho inovador para o mercado. Para o reeducando Eucilei Bruce dos Santos, a ação foi um incentivo para que ele e os colegas se profissionalizem também em outros cursos. ‘’As aulas práticas nos fazem trabalhar, sentir a necessidade de aprender algo novo e aguça nossa curiosidade’’, diz. Dentre os benefícios destacados por Eucilei, ocupar o tempo em algo produtivo é um dos quesitos mais importantes.

Os cursos profissionalizantes oferecidos pela Umanizzare fazem parte do projeto de Núcleo de Aprendizado Profissional (NAP), que cria um espaço adequado para a realização deste tipo de ação. É constituído por uma atmosfera acolhedora, estruturada e organizada é criada para favorecer o processo de motivação, permanência e aprendizagem, sempre com foco na ressocialização, inserção e/ou reinserção dos reeducandos no mercado de trabalho.